A saga do mineirinho (jogo)

Você já viu um desenvolvedor xingar seus compradores porque estes não gostaram de seu jogo? Foi o que aconteceu com o jogo “Mineirinho Ultra Adventures”. Confira a análise do canal Gemaplys sobre o jogo.

Obs.: o vídeo contém vários palavrões.

Veja também a DLC

A garota que você ama

Cada palavra bem pensada, cada acorde composto no violão, a melodia impecável e a letra bem composta, tantas noites desperdiçadas, jogadas foras…
Pela garota que você ama.

O medo da rejeição, o desejo de não seguir na solidão, a timidez que não te deixava prosseguir, os momentos em que não conseguia agir, o motivo que te fazia sorrir…
E a garota que você ama.

Cada centavo gasto, flores, chocolates, até o perfume, por horas pensado. As viagens que não davam certo e os convites de amigos diversas vezes ignorado, um tempinho livre, só para ter a chance de estar do lado…
Da garota que você ama.

Relacionamentos não se faz de mãos separadas (são dadas), nem quando apenas para um, dois é igual a um (sejam os dois, um só), não vale quando apenas um mergulha tão profundo (quem realmente está perdendo?), nem há que ter medo pelo passado (cabe uma chance?). Talvez pode não ser você o problema, mas é você que no meu ombro irá chorar. Não se culpe por carregar tanto amor, não é você quem deve mudar.

A canção entregue não é recebida com o mesmo valor, o violão não é o instrumento favorito e a noites mal dormidas pouco importam…
À garota que você ama.

Ponto de interrogação.

“As flores não me cheiram bem, o chocolate não é o que eu gosto”. Das lutas internas, nem consideração. Ilusão, ilusão, desilusão…
Pela garota que você ama,

Ou talvez não

Seu peito, de amor solitário, inflado, procura pelo escape. Deixe-o ir. Há tantos outros sentimentos e momentos, há tantas outras amizades e felicidades, há mais vida, há mais família, há mais você que merecem um espaço aí dentro, impedidos, de certa forma, de crescerem. Deixe-o ir. Deixe o que é ruim sair. Algumas paixões e até amores, imaginados em óleo, não valem o que custou ser, não custam você feliz.

Música de Inspiração

Calvin e Haroldo fizeram parte da minha infância

Escrito por o Bill Watterson, de 1985 a 1995, Calvin e Haroldo (Calvin and Hobbes) é uma HQ que retrata a história de um garotinho de 6 anos cujo melhor amigo é um tigre que se transforma em pelúcia quando está perto de algum adulto e é de verdade quando está apenas perto de Calvin. Uma genialidade de Bill, já que ele consegue retratar tão bem a imaginação de uma criança que fica até difícil imaginar como isso poderia acontecer.

Quando eu era garoto, gostava muito de ler as historinhas dele, mas, só depois de anos fui retomar a leitura e perceber como ele possui várias historinhas legais, discorrendo sobre diversos assuntos na visão ingênua de uma criança. Afinal, Bill não se preocupou apenas em retratar uma história infantil, mas mostrar a realidade na visão de uma criança.

Também é interessante perceber como o autor se preocupou em dar tanta vida ao tigre Haroldo que é visto, claramente, em várias tiras que ambos também discordam de muita coisa, o que, muitas vezes irrita Calvin.

Vou por algumas histórias dele que acho bem legal.

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C&H - 0613
C&H - 0616

#5Músicas – Lista da semana

1 – Shakira: Que me quedes tú
Não há muito tempo, Shakira lançou seu mais novo single. Entretanto, antes mesmo de ter dois filhos, ter namorado Piquet ou ter se tornado uma Loba, a dona da canção “Whenever Wherever” emplacava “Que me quedes tú” há quase 8 anos, alcançando mais de 100 milhões de views. Na canção de amor, a personagem diz que pode acabar tudo: as canções, os sorrisos, os poemas, os filmes, os prazeres,… mas que me reste você…

2 – Foo fighters: The sky is a neighborhood
Com um tema mais político, a banda de Dave Ghrol lança “Concreto and Gold”. A música apresentada conta com coros e uma melodia mais calma. É o segundo single da banda e quase bate a marca de 50 milhões de views. Vale a pena conferir:

3 – BTS: DNA
Você pode até não curtir o som desses coreanos, mas tem que admitir que dança é o forte deles. A banda de k-pop lança seu mais novo disco “Love yourself” e já ultrapassou 1 bilhão de views com essa balada bem coreografada.

4 – Evanescence: Imperfection
Quando você pensou que estava na hora da turnê do adeus, Amy Lee veio e preparou um novo disco do Evanescence misturando novas músicas e antigas com nova roupagem. O CD Synthesis foi lançado em 2017

5 – Modern Talking: Brother Louie
Em meio a três lançamentos de setembro, finalizamos a lista com essa música de 1986. Brother Louie tem uma pegada bem dançante (pra época), mas que não perde em nada para as músicas de hoje. Não é da minha época, mas, com certeza, é uma música que traz boas recordações pra alguns. Só uma nota: seria uma boa ver dançarinos no clipe.

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Quando continuar não é uma opção

Parece que o coração fica um pouco apertado quando falamos de despedidas. Passa um filme em nossas cabeça recontando todas as histórias boas (e ruins também, claro) do que temos vivido. Bate aquela leve tristeza e, quando nos damos conta, não é só nós que estamos com os olhos mareados.

Já sabemos que despedidas nunca são boas e, ao longo da vida, passaremos por muitas delas. Seja com qualquer tipo de relacionamento, amizade, namoro, familiar, musical, de lugares, viagens e até mesmo daquele livro que você está lendo.

Há despedidas de várias formas. Há aquela em que vocês organizam toda uma festa, porque alguém vai se mudar, aquela em que os sentimentos vão embora antes de outras pessoas e vocês param de se ver mutuamente, devagar e sem perceber, há aqueles momentos em que você é obrigado a se despedir e outros em que um diz adeus e a você só resta aceitar.

Lembra quando uma de suas bandas favoritas encerrou os shows?

O que eu mais vi foram bandas minhas se desfazendo. Seja para se separarem e cantarem individualmente, seja pela morte de alguém ou pela vontade de um deles seguirem por outros caminhos (às vezes seguem e se esquecem de avisar que sua carreira musical acabou). Para mim, recentemente, a banda Skank (banda que curto há mais de uma década) anunciou sua turnê de despedida (nem imaginava que um dia fosse acontecer).

Sobre despedidas mais leves, há certas pessoas que chegam com uma intensidade muito grande em nossas vidas. Temos aquele coração quente e queremos fazer de tudo, aproveitar cada segundo. Você passa dias, meses e até anos grato por estar ao lado daquela pessoa e se sente o mais sortudo de todos. Mas, em algum momento, os sentimentos esfriam, de ambas as partes. Um volta a ser estranho para o outro (o que, no mínimo, é curioso) e os corações se afastam. Vocês entendem que aquilo acabou e se separam, sem rancor, sem tristeza, sem sentimento. Se vai assim mesmo, tão frio quanto um dia foi quente.

Bem, nos próximos dias, quero voltar a esse assunto de despedida, pois o post aqui está ficando longo. Quero conversar um pouco com vocês sobre as várias despedidas que enfrentamos pela vida. Falar de cada uma, com a riqueza de tudo o que já pude sentir ao longo dessa vida. E falar também de bandas que algum dia já gostei. No mais, longe da despedida, fica esse post de retorno, depois de um ano de hiato desse blog. Só espero não ficar tão longe daqui como um dia fiquei.

Um abraço a todos.

Pokémon, Smash, Crash e mais…

  1. Jump Robe Challenge

Em meados de junho, a Nintendo percebe que você está muito sedentário e resolve lançar um jogo grátis para tirar seus pés do chão, literalmente, pelo menos até setembro…

Jump Rope Challenge é um jogo de pular-corda. Simples assim. Seu joy-con simula um pula-cordas e você apenas precisa girá-lo para que o jogo contabilize. Se você vai pular ou não, aí é contigo. O jogo parece ter sido feito para mobile, com gráficos e mecânicas simples, que envolvem contador e um progresso diário. Para quem quer um exercício simples apenas para movimentar os músculos, vale a pena (aliás, é de graça mesmo).

2. Pokémon (franquia)

Dia 24 de junho, também conhecido como amanhã ou, para muitos, dia de São João, a Pokémon Company fará um grande anúncio. Como eu sei? Foi o que eles disseram na Pokémon Presents do dia 17, também conhecido como quarta passada. Confira os jogos já confirmados pelo presidente e CEO da Pokémon Company Tsunekazu Ishihara.

2.1 Pokémon Smile

Você já se cansou de correr atrás dos seus filhos para que eles pudessem escovar os dentes? Não aguenta mais eles correndo pela casa? Você já é um adulto de 28 anos que percebeu que, sem motivo aparente, seus dentes ficaram todos pretos? Pois então, baixe o app gratuito do Pokémon Smile, um jogo lúdico para seus filhos escovarem os dentes, matar as bactérias e capturar pokémon.

2.2 Pokémon Café Mix

Gosta de café? Gosta de puzzle?

2.3 New Pokémon Snap

Lembra quando era divertido ver os pokémon em 3D e tirar foto deles em seu habitat natural no seu Nintendo 64? Agora você pode fazer isso direto do seu Nintendo Switch, com mais pokémon e cenários disponíveis.

2.4 Pokémon Go

A sexta geração ainda nem chegou, mas é possível que ela venha ainda este ano, agora que a Mega Evolução foi anunciada para Pokémon Go. Como vai funcionar? Eu não sei, não me falaram nada.

3. Crash Bandicoot 4

Saudades de um novo jogo do crash em seus moldes antigos?

4. Super Smash Bros. Ultimate

Direto de sua casa, Masahiro Sakurai, diretor do Super Smash Bros. Ultimate fez uma apresentação de 35 minutos para apresentar o novo challenger: Min Min, do jogo de luta Arms.

Bônus: Jogo grátis na Steam / Xbox

Para finalizar, se vocês curtirem o jogo Injustice: Gods Among Us, aproveitem, pois ele está de graça!

Steam: https://store.steampowered.com/app/242700/Injustice_Gods_Among_Us_Ultimate_Edition/

Xbox: https://marketplace.xbox.com/pt-br/Product/Injustice-Gods-Among-Us/66acd000-77fe-1000-9115-d80257520829

Até a próxima.

A serpente e o vaga-lume

Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vaga-lume.

Este fugia rápido, com medo da feroz predadora e a serpente nem pensava em desistir.

Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada….

No terceiro dia, já sem forças o vagalume parou e disse à cobra:

– Posso lhe fazer uma pergunta?

– Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te devorar mesmo, pode perguntar.

– Pertenço a sua cadeia alimentar?

– Não.

– Eu te fiz algum mal?

– Não.

– Então, por que você  quer acabar comigo?

– Porque não suporto ver você brilhar!

“Pense nisso e selecione as pessoas em quem confiar.”

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Toss a coin to your witcher (cover)

“Toss a coin to your Witcher
O Valley of Plenty!
O Valley of Plenty!
Toss a coin to your Witcher
A friend of humanity”

Em 2019, a Nextflix estreou a série “The Witcher”, título conhecido por muitos gamers espalhados pelo mundo. A série retrata a história do “mutante Geralt de Rívia é um caçador de monstros que luta para encontrar seu lugar num mundo onde as pessoas muitas vezes são mais perversas que as criaturas selvagens” (palavras da própria Netflix).

A série é estrelada por Henry Cavill,Anya Chalotra e Freya Allan e foi criada por Lauren Schmidt Hissrich.

Em homenagem a série, vamos ouvir alguns covers da música principal da série “Toss a coin to your witcher”.

Sony revela seu novo console, PlayStation 5

Como um verdadeiro presente para quem já “namora” o Play Station 5, a Sony anunciou oficialmente, nessa última quinta-feira (11) às 17 horas, seu novo console no evento Sony’s The Future of Gaming para bater de frente com a concorrência (Xbox Series X, ainda não lançado, e o Nintendo Switch, de 2017). Antes do real anúncio, a sony apresentou os jogos que o acompanharão, alguns novos, outros exclusivos, tendo alguns já uma data próxima de lançamento.

PlayStation 5 vs. Xbox Series X: veja o comparativo de especificações
Comparação entre o novo XBox e o novo Play Station – divulgado pelo site The Enemy

Veja abaixo os jogos que estiveram presentes na conferência:

1 – GTA V

2 – Horizon Forbidden West

3 – Gran Turismo 7

4 – Spider-Man: Miles Morales

5 – NBA 2K21

6 – Ratchet & Clank Rift Apart

7 – Kena: Bridge of Spirits

8 – Pragmata

9 – Project Athia

10 – Little Devil Inside

11 – Stray

12 – Returnal

13 – Sackboy – A Big Adventure

14 – Astro’s Playroom

15 – Destruction Allstars

16 – Oddworld Soulstorm

17 – Goodbye Volcano High

18 – GhostWire: Tokyo

19 – Jett: The Far Shore

20 – Godfall

21 – Solar Ash

22 – Bugsnax

23 – Demon’s Souls

24 – Deathloop

Mas, pra mim, a melhor revelação foi Resident Evil Village. Resident Evil foi mais uma vez anunciado numa conferência da Sony. O protagonista Ethan Winters chega a uma vila (que me lembrou muito a vila do 4) invadida por lobisomens. Confira o trailer:

25 – Resident Evil Village

Pra finalizar, a Sony finalmente revelou seu novo console PS5 com um design peculiar. Apresentou os dois modelos a serem lançados: com e sem mídia digital, mostrou novamente o controle, além dos gadgets que acompanham. O valor do console será de (também gostaria de saber) e será provavelmente lançado ainda no final do ano (alguns rumores dizem 20 de novembro). No Brasil, o console chegará por R$ 7.000,00 sem mídia física (Fonte: Vozes da minha cabeça).

E você, curtiu? Fale um pouco para nós sobre suas primeiras impressões.

Créditos

Tech Radar

Canal PlayStation

Quem eu nunca quis

Eu era quem eu nunca reconheci
Eu era quem eu nunca quis

Eu apenas desejei, pra nós, um final feliz
E assim, fingi, pra mim, que o que gostavas, era bom
E suficiente para mim

Se há uma falha em teus desejos
Se ainda há alguém que procuras em mim
Se não há amor em meu verdadeiro ser
Pega tuas malas e vá viajar

Se apenas eu precise me adaptar
Se é uma lástima, por uma vez, tentar me agradar
Se é minha vida o que eu preciso abandonar
Siga em frente e nem pense em voltar

Há uma grande distância
Entre o amor que te dei e o verdadeiro
Se meu sorriso tapa minhas feridas
Me faço de cego com tal diferença

Tentei, por vezes, a sinceridade, a compreensão, a paciência
E me era o bastante
E então descobri que as janelas sujas de tua casa
Eram mais transparentes do que tua alma

Se me olhas profundo,
E não te agradas em nada
Não exige que eu mude,
Pegue tuas malas e vá viajar

Se deixas bem claro
Que não tenho mais jeito
E eu mesmo sou meu próprio defeito
Siga em frente e não pense em voltar

Se o que vês não é o que procuras
Se o que vês é o que tentas mudar
Se o que vês não te basta
Se no que vês, não há um final feliz…

Sou, enfim, aquele que eu sempre quis.

Crédito

Image by Love Art. Live Art. from Pixabay

Música de Inspiração:

Redescobrindo o mundo de Nárnia

Conversando um pouco com o Young Álisson (meu jovem eu de 10 anos atrás), encontrei uma história de quando eu descobri o gosto da leitura. Começou com o livro “As crônicas de Nárnia”, uma coletânea de 7 livros em que crianças saem de seus mundos para viver lindas histórias no mundo de Nárnia. O relato abaixo já tem 10 anos e eu gostaria de compartilhar com vocês. Então, relaxem e curtam a história.

Nunca fui muito fã de ler, nunca mesmo. Lia sempre o que achava necessário, como informações úteis, uma coisa ali ou aqui ou piadinha de blog, coisas do gênero. O último livro que havia lido fora “Helena” de Machado de Assis (há quase 3 anos, nem me lembro da história).

Mas, nos últimos dias, com essa febre de Crepúsculo e Harry Potter (ele já foi mais), resolvi dar umas passeadas pelos livros do Submarino, quando encontro um leão na capa que me chama a atenção (não, não estou falando daquele da declaração de impostos, ou qualquer coisa do tipo), estou falando de “As crônicas de Nárnia”.

A segunda coisa que me chamou a atenção foi o “Volume único”, que eu ainda não tinha certeza do que era (não, não estou falando que não sabia que aquilo era um único volume, mas queria saber porque ele o era, entende? Não? Então não me peça explicações). Quando pesquisei mais a fundo, percebi que a série tem 7 volumes, escritos em uma ordem totalmente estranha.

Sim, alguns podem até dizer que conhece, já que a obra tem (mais ou menos) sessenta anos de existência, entretanto, eu só descobri agora (descobri a América, pessoal, que emoção!). Resolvi começar pela ordem cronológica (o livro tem duas ordens de leitura, a de publicação e a cronológica, qualquer uma é recomendada). Então, li o primeiro livro “O sobrinho do mago” em 4 horas (isso num sábado, a noite). Depois resolvi ler “O leão, a feiticeira e o guarda-roupa” no mesmo dia em que vi o filme.

Confesso que, apesar da história infantil, o livro me prendeu bastante, a ponto de eu querer ler os outros. O livro conta sobre um mundo que coisas fantásticas aconteciam, mas é contado de uma forma em que você consegue se prender. Percebi que não estou tão velho para ler esse tipo de história (é bom soltar a criança que há em nós).

A série é uma obra de C.S. Lewis e já possui 2 filmes (o terceiro saiu algum tempo depois da publicação original).

Dez anos depois, com a maturidade mais alta, o número de livros que li cresceu assustadoramente. E, a cada semana, quero trazer um pouco da experiência que tenho com esse maravilhoso mundo.

E você? Tem alguma história pra dividir conosco?

Para o post original, acesse: https://quartovirtual.com.br/2010/03/20/descobrindo-o-mundo-de-narnia/

Créditos

Image by MorningbirdPhoto from Pixabay

Cuide do coração que cuida do seu

Deixe-me dizer uma coisa, pequeno jovem. Se alguém te dá o coração que a este pertence, não o destrate caso o aceite, pois o coração é aquilo que melhor temos.

Ninguém é tolo por amar, nem por ter um bom coração. A culpa não é de quem o tem, não é de quem tenta transformar o próprio mundo em um lugar melhor. O coração bom, resistente a tantas adversidades que o mundo lhe traz, só olha para o lado otimista, o lado que melhor for positivo para todos (ou para a maioria).

O coração bom, e torno a dizer, não é tolo. Não é culpa dele se o mundo tenta lhe corromper. Nem tão pouco é ingênuo: Conhece muito bem arredores de onde habita. O coração bom tem poder transformador: transforma o mau em algo bom. Se não consegue, pelo menos tenta. Pra ele não é uma perda de tempo.

Dentro de cada um de nós há ou já houve um coração bom. Alguns o esqueceram ou o perderam na descrença de um mundo melhor. O que te levou a deixá-lo por aí, com frio ou em alguma longe esquina, sentindo-se só?

Muitos ainda o preservam, mesmo que “deixá-lo de mão” seja sempre um conselho. Ora, eu sei o que os outros falam, pra mim não é nenhum segredo. “Tenha um pouco mais de malícia, assim ninguém te passará para trás”. Mas vejam só se isso é correto dizer: Se ser bom é ruim, então mau é que deverei ser?

Por isso, meu amigo, se você receber um coração bom, mas não for capaz de amá-lo da mesma forma, não o aceite. O coração bom também tem seu lado frágil que pode parti-lo em mil pedaços. Curá-lo é difícil e leva tempo, traz dor a quem o carrega. Cicatrizes ficam para toda a vida e isso eu não preciso dizer. Se você não gosta de ter seu coração bom, faça-me um favor: Afaste-se de quem ainda o merece ter!

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Uma trilha que fale de amor

Para a sexta do dia dos namorados, separamos algumas músicas que falem de amor.

1 – Algo Parecido (Skank)

2 – It Was Always You (Maroon 5)

3 – Sei (Nando Reis)

4 – I Wanna be the Rain (RBD)

5 – Escolho Você (Sandy)

6 – Begin Again (Taylor Swift)

Image by Gerd Altmann from Pixabay

Primeira vez no hostel

“Entre tantas cidades, cheguei a dormir em 3 hostels (é esse o plural de hostel?) que são aqueles albergues em que você aluga uma cama apenas num quarto onde dormem muitos desconhecidos, o que me proporcionou essas amizades. Sim, pra quem gosta de sua privacidade ou de manter sua intimidade intacta, sugiro que evite a ocasião, mas pra mim valeu a pena.”

Texto retirado deste post (clique)

Há alguns dias, postei sobre como era mochilar e comentei sobre se hospedar em hostel, com pessoas desconhecidas, porém de forma bem genérica, como o trecho acima. Hoje, comentar um pouco da experiência.

Sim, a ideia assusta um pouco. Saber que é preciso dividir seu sono, um quarto, o banheiro e talvez até certas intimidades como trocar de roupa com outros estranhos, pode dar um certo frio na espinha, mas quando você nota que é muito mais construir novas amizades, você percebe que sua experiência naquele lugar valeu a pena.

Você é do tipo social ou que prefere se isolar?

Sim, as pessoas tentarão conversar com você, tentarão descobrir sobre você, tentarão entender quem é você. Como disse antes, se você almeja privacidade, apenas descansar e obter um pouco de sossego, pegue um hotel, pois isso não é pra você. As pessoas que se hospedam tem como principal intuito conhecer novas pessoas. Não, não é nenhum tinder da vida real, é só querer conhecer pessoas de todos os lugares e adquirir novas amizades e novas culturas.

Eu estava um pouco preocupado com isso, de novas pessoas. No meu primeiro hostel, cheguei a noite e tinha uma galerinha sentada na recepção comendo algo e jogando baralho. Após fazer check-in, deixar minha mala guardada e tomar um banho, desci, perguntei onde poderia comer e todos eles foram muito simpáticos comigo. Naquela situação, eu era estranho, pois todos já estavam há alguns dias ali e já haviam feito amizades.

Após voltar do jantar, eu tinha duas opções: ou me socializava com eles ou ficava isolado em meu quarto fazendo vários nadas. Optei pela primeira, peguei humildemente uma cadeira ali e coloquei ao lado de uma das mesas. Fiquei apenas observando, mas logo o assunto foi fluindo, com perguntas sobre mim e eles falando sobre eles. Com o tempo, fui ganhando confiança e aquele ambiente começava a ficar agradável. Tudo ali ganhando vida naturalmente.

O mesmo quarto, outra cama

Por mais que pareça estranho se deitar numa cama com outras camas ao lado, nem sempre as pessoas estão interessadas em ver se você dorme com o pijama do Rei Leão ou apenas de uma bermudinha curta. Todos ali estão mais preocupados em arrumar suas coisas e em recuperar seus sonos. Os hostels que eu me hospedei, todos tinham um lugar para a bagagem, mas é preciso levar um cadeado com chave para garantir a segurança de seus objetos, pois a maioria oferece esse serviço apenas mediante pagamento. Mas, mesmo que muitos ali não estejam interessados em se apossar de seus objetos, segurança nunca é demais. Pensa só. Já imaginou se você perde uma calça e sua primeira reação é que alguém a pegou? Pode trazer confusão na certa.

Em um hostel, dividi o quarto com mais dois caras. Em outro, esse número dobrou. É preciso tomar cuidado com os barulhos que você faz a noite. Se você chegou tarde e já tem gente dormindo, evite o máximo de ruído possível. Não abra a porta com escândalo, não fale ao celular, ande com cuidado, tente não incomodar ninguém. Use a lanterna do celular para não ter que ligar a luz principal. Evite tudo aquilo que você sabe que não é legal quando tem gente dormindo.

Nos quartos, apenas duas coisas mais me incomodaram: os roncos (e era uma sinfonia boa) e a falta de iluminação natural (sol), que é geralmente o que uso para dormir. Mas, de modo geral, todos ali respeitaram o meu espaço.

Dividir um banheiro

Se você já se incomoda em dividir um banheiro na sua casa com sua família, aí vai mais uma: o banheiro aqui é dividido.

Eu já estive em um hostel em que só havia um banheiro pra todos os homens do hostel. Esse foi o menos legal, até porque você não pode ficar enrolando lá dentro (seja banho, trocar de roupa, fazer as necessidades, se aprontar), mas por incrível que pareça, esse banheiro era bem arrumado e bem limpo. Caso isso não esteja acontecendo, você pode comunicar com a staff do local.

Também já estive num em que era um banheiro no quarto (6 pessoas) e, se estivesse ocupado, você poderia utilizar outros do hostel. Como a maioria dos hóspedes saía para curtir um pouco do turismo, então era natural encontrarmos aquele banheiro sempre desocupado.

Também há banheiros em que são como vestiários de clube. Quem já tomou banho ou trocou de roupa nesses lugares, sabe como a intimidade com os estranhos caem. Você pode se deparar com alguém nu a qualquer momento, ou com alguém fazendo suas necessidades no box ao seu lado, mas aí já nem é questão mais de ser um hostel, pois se você enfrenta lugares que possuem vestiário, pode estar acostumados a essa situação.

Amizades

Eu abri mão de vários pontos para chegar ao mais importante: a amizade. Citando apenas um caso, quando estive no primeiro hostel em que me hospedei, acabei fazendo amizade com dois caras (apenas um deles dividia o quarto comigo), além de fazer amizade com a staff do hostel. Mas dou maior importância aos dois.

Era a união de um paulista, um gaúcho e um mineiro. Nossa amizade não se prendeu apenas ao local, mas a toda a cidade. De manhã, após o café-da-manhã (algo que, normalmente, hostels não oferecem), o paulista oferecia seu carro e nos levava às praias da cidade. Lá, curtíamos aquelas belas paisagens, tomávamos banho de areia e de mar e de quebra pegávamos uma cor. Íamos até quadras de areia jogar uma bolinha ou passeávamos pela orla, comprando churros e fazendo amizade com a vendedora. Registrávamos tudo aquilo com a câmera do mineiro. E, no fim do dia, dividíamos nossa grana para comprar comida para o jantar feito pelo gaúcho. Tudo isso, enquanto dividíamos experiências, sensações e histórias das nossas vidas.

Faria tudo de novo?

E mais um pouco. Não está escrito o que a gente ganha, não está escrito o que trazemos para casa. Temos receios do que vamos encontrar (e foi assim que cheguei lá) mas no fim, não queremos ir embora para casa. É rico e faz um bem danado viver diferente do que estamos acostumados a viver.

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Raven e a história do negro

As visões da Raven (That’s so Raven) foi uma série de TV exibida pela Disney entre 2003 e 2007. Conta a história de Raven Baxter e sua família, de forma bem humorada, em casa ou na escola, com suas paqueras, amizades, eventos e conflitos com a adolescência. Junto de Raven (protagonista) temos seus melhores amigos Eddie (Orlando Brown) e Chelsea (Anneliese van der Por), além de seu irmão e de seus pais.

That's So Raven' Spinoff Ordered By Disney Channel; Full Cast Set ...

Raven é uma menina tão bonita que tem cara de fuinha e é tão feia de assustar. Ela possui poderes de vidência, porém suas visões às vezes são frutos de suas ações na intenção de tentar impedi-las ou de realizá-las (em alguns episódios, isso não acontece). Suas visões nem sempre são tão claras e às vezes confundem a protagonista, como na vez em que ela estava apresentando sua roupa feita por ela mesma (uma de suas vocações) e a Chelsea diz: “Raven, elas amaram sua roupa”, e ela acredita que a plateia havia curtido seu modelo, mas depois descobrimos que, na verdade, eram abelhas que foram pra cima dela, pois eram roupas feitas de flores.

Como praticamente toda série da Disney no estilo Infanto-Juvenil, temos uma personagem que expressa humor através de sua inteligência questionável (Chelsea), como a London da série Zack e Cody, ou do PJ em Boa Sorte, Charlie ou da Harper em Feiticeiros de Waverly Place (apenas um aperitivo das outras séries da Disney). Também temos um irmão que bagunça a vida da protagonista, ambiente escolar e muitos, muitos personagens masculinos cujo o único objetivo de vida aparenta ser agradar mulheres de seu círculo social. Ah, claro, não nos esqueçamos das inúmeras músicas que a série apresenta (algumas realmente boas).

Ao longo da série, a protagonista se depara com alguns conflitos, como algumas garotas que impõe sua rivalidade ou garotos que ela flerta, mas não é correspondida, conflitos entre seus amigos, pondo a prova do que é a verdadeira amizade, professores que falam soltando chuvas de salivas, dificuldade em arrumar empregos, crianças que se apaixonam por elas, desobediência aos pais, falta de grana, castigos, mas tudo com doses de humor resumidas a episódios de 20 minutos cada, que não levam um segmento da trama entre um e outro (uma história ou outra se sustenta, porém esse não é o intuito da série).

Divertida? Sim, além da diversidade de temas nos episódios, a série entrete bem e também trata de alguns assuntos que, mesmo tendo sendo exibido antes da década passada, são bem atuais.

Episódio 10 – “A história do Negro” (3ª temporada)

O episódio começa na casa da Raven (ah vá, certo?). Raven anuncia que ela e Chelsea irão trabalhar na Sassy (Çassi, Saci, Sahsyh), uma loja de roupas em que Raven gasta toda a sua mesada (fixo aqui o primeiro ponto: Raven é uma cliente bastante fiel à loja).

Então, como é de se esperar da série, ela vai contando o episódio de forma cômica, onde ambas preenchem o questionário de emprego da loja, sendo que Chelsea responde que não possui experiência, qualificações especiais e também diz que não faz ideia porque deseja o emprego. Raven já é mais otimista, dizendo que desenha as próprias roupas (e não é mentira).

Então, conhecemos Chloe, a gerente da Sassis (eu não sei como se escreve isso, aaaaaah). Uma mulher simpática, com sorriso no rosto e que demanda testes com serviços rotineiros da loja para analisar a qualificação das duas.

Os testes são: separar e dobrar suéteres, atender clientes reais e não tem outro nem nada, eram só essas duas.

Raven vai bem em todos os dois testes, o que agrada a vendedora, mas Chelsea vai muito mal, muito mal mesmo, mas ela segue positiva. Então, algum tempo depois, Chelsea recebe a ligação da gerente que diz que ela estava contratada. Fiquei me perguntando o motivo disso, se ela havia ido tão mal, mas aí caiu minha ficha quando Chelsea diz à própria Raven que ela não seria contratada. E aí, Raven tem uma visão, onde a gerente diz que não contrata negros (nem latinos, pelo visto). E aí eles começam o plano para expô-la de alguma forma.

Mesmo já tratando para o lado do racismo, a série não perde a linha do humor. Chloe diz que vai voltar ao trabalho apenas para pedir demissão, mas, ao ver um programa de TV, eles pedem para que Chloe seja o pivô para desmascará-la. A apresentadora srta. Johnson então lhe entrega uma câmera disfarçada no chapéu.

Chloe diz que certas pessoas precisam de “mais atenção” e pede para que Chelsea vigie um cliente negro que acaba de chegar à loja (disfarce da Raven), mas que a gerente não reconhece.

Aí, ele diz que foi nomeado o novo gerente geral da Sassy’s internacional (reparem que, a cada vez eu coloco o nome diferente) e fala que é o mês da história negra e a gerente fica desconsertada e por aí vai. Tenta convencer de que na loja não possui nenhum tipo de discriminação (não com essas palavras) e para o azar dela, Eddie aproveita a ocasião e pede um emprego. Então, Chloe se afasta para pegar uma ficha de entrevista de emprego, Chelsea se aproxima perguntando quando ele vai começar e aí ela, finalmente, assume que não contrata negros.

No fim, ela é denunciada no programa da srta. Johnson.

Paralela a história da Raven, no mesmo episódio, Cory (seu irmão caçula) precisa escrever uma história sobre a história do negro. Ele enrola bastante, mas no final consegue se sair bem, contando a história de muitas pessoas importantes.

Quem quiser ver o episódio na integra, até que não está difícil de encontrá-lo na internet. Vai lá que vale a pena.

Nintendo na E3

Hoje, 9 de junho, deveria ser a apresentação de 2020 da Nintendo na E3 (Electronic Entertainment Expo – feira anual internacional dedicada a jogos, desde 1995), por volta de 1h da tarde. Infelizmente, devido aos acontecimentos atuais, a E3 foi cancelada e infelizmente perdemos a apresentação que nós, fãs, esperamos todos os anos.

Mas, para celebrar este dia, vamos trazer alguns momentos da Nintendo na E3 durante todos esses anos.

1 – A primeira vez que o público viu o The Legend of Zelda – Twilight Princess

2 – Figuras importantes da Nintendo se transformam em bonecos de Star Fox

3 – Wii revelado

4 – A banda Nintendo apresenta Wii Music

5 – My Zombie is Reggie

6 – Após anos, Donkey Kong recebe a atenção que merece

7 – Em uma loja por aí, a Nintendo faz fãs das nintendo pirarem só com uma imagem de Metroid Prime 4

8 – Splatoon nasce

Créditos

Imagem banner: Nintendo Hall

Defenestração – Luis Fernando Veríssimo

Certas palavras têm o significado errado. Falácia, por exemplo, devia ser o nome de alguma coisa vagamente vegetal. As pessoas deveriam criar falácias em todas as suas variedades. A Falácia Amazônica. A misteriosa Falácia Negra.

Hermeneuta deveria ser o membro de uma seita de andarilhos herméticos. Onde eles chegassem, tudo se complicaria.

– Os hermeneutas estão chegando!

– Ih, agora é que ninguém vai entender mais nada…

Os hermeneutas ocupariam a cidade e paralisariam todas as atividades produtivas com seus enigmas e frases ambíguas. Ao se retirarem deixariam a população prostrada pela confusão. Levaria semanas até que as coisas recuperassem o seu sentido óbvio. Antes disso, tudo pareceria ter um sentido oculto.

– Alo…

Traquinagem devia ser uma peça mecânica.

– Vamos ter que trocar a traquinagem. E o vetor está gasto.

Plúmbeo devia ser o barulho que um corpo faz ao cair na água.

Mas nenhuma palavra me fascinava tanto quanto defenestração. A princípio foi o fascínio da ignorância. Eu não sabia o seu significado, nunca me lembrava de procurar no dicionário e imaginava coisas. Defenestrar devia ser um ato exótico praticado por poucas pessoas. Tinha até um certo tom lúbrico.

Galanteadores de calçada deviam sussurrar no ouvido das mulheres:

– Defenestras?

A resposta seria um tapa na cara. Mas algumas… Ah, algumas defenestravam. 

Também podia ser algo contra pragas e insetos. As pessoas talvez mandassem defenestrar a casa. Haveria, assim, defenestradores profissionais. Ou quem sabe seria uma daquelas misteriosas palavras que encerravam os documentos formais? “Nestes termos, pede defenestração…”

Era uma palavra cheia de implicações. Devo até tê-la usado uma ou outra vez, como em:

– Aquele é um defenestrado.

Dando a entender que era uma pessoa, assim, como dizer? Defenestrada. Mesmo errada, era a palavra exata.

Um dia, finalmente, procurei no dicionário. E aí está o Aurelião que não me deixa mentir. “Defenestração” vem do francês “defenestration”. Substantivo feminino. Ato de atirar alguém ou algo pela janela.

Ato de atirar alguém ou algo pela janela! Acabou a minha ignorância, mas não a minha fascinação. Um ato como este só tem nome próprio e lugar nos dicionários por alguma razão muito forte. Afinal, não existe, que eu saiba, nenhuma palavra para o ato de atirar alguém ou algo pela porta, ou escada abaixo. Por que, então, defenestração?

Talvez fosse um hábito francês que caiu em desuso. Como o rapé. Um vício como o tabagismo ou as drogas, suprimido a tempo.

– Les defenestrations. Devem ser proibidas.

– Sim, monsieur le Ministre.

– São um escândalo nacional. Ainda mais agora, com os novos prédios.

– Sim, monsieur le Ministre.

– Com prédios de três, quatro andares, ainda era admissível. Até divertido. Mas daí pra cima vira crime. Todas as janelas do quarto andar para cima devem ter um cartaz: “Interdit de defenestrer”. Os trangressores serão multados. Os reincidentes serão presos.

Na Bastilha, o Marquês de Sade deve ter convivido com notórios defenestreurs. E a compulsão, mesmo suprimida, talvez ainda persista no homem, como persiste na sua linguagem. O mundo pode estar cheio de defenestradores latentes.

– E esta estranha vontade de atirar alguém ou algo pela janela, doutor…

– Hmm. O impulsus defenestrex de que nos fala Freud. Algo a ver com a mãe. Nada com o que se preocupar – diz o analista, afastando-se da janela.

Quem entre nós nunca sentiu a compulsão de atirar alguém ou algo pela janela?

A basculante foi inventada para desencorajar a defenestração. Toda a arquitetura moderna, com suas paredes externas de vidro reforçado e sem aberturas, pode ser uma reação inconsciente a esta volúpia humana, nunca totalmente dominada.

Na lua-de-mel, numa suíte matrimonial no 17º andar.

– Querida… 

– Mmmm?

– Há uma coisa que preciso lhe dizer…

– Fala, amor!

– Sou um defenestrador.

E a noiva, em sua inocência, caminha para a cama:

Estou pronta para experimentar tudo com você!

Em outra ocasião, uma multidão cerca o homem que acaba de cair na calçada.

Entre gemidos, ele aponta para cima e balbucia:

– Fui defenestrado…

Alguém comenta:

– Coitado. E depois ainda atiraram ele pela janela?

Agora mesmo me deu uma estranha compulsão de arrancar o papel da máquina, amassá-lo e defenestrar esta crônica. Se ela sair é porque resisti.

O romance de antigamente

Família reunida no churrasco. Papai assando aquela carne deliciosa, enquanto mamãe preparava a mandioca e o molho a campanha. Enquanto curtíamos o violão de nosso primo cantor e esperávamos por aquele pão de alho quentinho, conversávamos animados ao redor da mesa.

Depois de meu pai ter dado um susto no gato que havia derrubado as panelas de mamãe, muitos começaram a falar como era o relacionamento de cada um, quando resolvi perguntar à vovó como ela conheceu meu, hoje falecido, avó. Então, ela começou a contar.

“Nós vivíamos numa cidade pequena, onde nossa única diversão era dar voltas e voltar pela praça do centro. Não havia outro lugar que ficasse cheio na cidade. Na verdade, não havia outros lugares na cidade. A iluminação daquela praça era bonita, a fonte ainda funcionava e a estátua e as paredes não eram pichadas. Eu namorava Genóbio, um moço bonito que era muito paquerado pelas moças”.

“Gente, vocês viram o tanto que a Tereza engordou?”

PLOFT! Este foi o barulho da cara de minha prima levando um tomate pesado, após ter interrompido minha avó, sendo atirado por alguém na mesa (que ninguém sabia ao certo quem era).

– Yes! – comemorei baixinho, pra ninguém perceber que havia sido eu.

Após o olhar de recriminação de minha avó, seguido de uma risada alta, acompanhado da gargalhada de todos que estavam na mesa, vovó voltou a contar, de forma séria, sua história.

“Então, um belo dia, resolvi fazer vai-e-vem na praça. Vai-e-vem era quando todas as garotas do colégio desciam a rua, enquanto todos os garotos ficavam nos olhando nas calçadas, pensando quem eles gostariam de namorar. Menina, desce dessa mesa que você vai cair…”

Uma de nossas primas crianças estava dançando funk sobre a mesa, sem ao menos ter música. Puxamos a pobre garota de forma que ela caísse no chão.

“Então, seu avô, que era muito bonito, veio falar comigo, perguntando se eu queria tomar um sorvete na praça. Dias depois, Genóbio, com uma voz fina, que engrossava e depois afinava, veio chorando para meu lado:

– Você gosta dele! Você vai se casar com ele!

– Claro que não! De onde você tirou isso?

Olhei Genóbio de cima a baixo e vi como ele era feio e entendi porque nenhuma garota queria ele”.

Após ela dizer isso, todos na mesa ficaram assim:

Gringos 'roubam' meme da vilã Nazaré Tedesco e Twitter brasileiro ...

Inclusive a própria Nazaré, que não parava de ouvir a minha avó.

“Seu avô e eu começamos a namorar, mas escondidos, pois o pai dele não gostava de mim, pois eu era pobre e o pai dele achava que a pobreza era lixo. Eu era uma simples empregada doméstica, nos meus 17 anos. Mesmo assim, seu avô não desistiu de mim”.

Então, meu primo puxou o violão e começou a cantar:

Todos ali na mesa cantaram com ele. Continuamos a comer carne, comentando a história da vovó e como Genóbio estava certo, visto que ela se casou com meu avô, dois anos após começarem a namorar. Então, surgiu uma dúvida na mesa.

– O que aconteceu com Genóbio?

– Quem? – Minha avó perguntou.

– Genóbio, o cara que a senhora dispensou?

– Quem é Genóbio? De quem vocês estão falando?

E foi assim que jamais soubemos o destino do pobre Genóbio.

Zelda Songs em várias versões

Olá, galerinha. Tudo bem com vocês?

Enaltecendo a trilha sonora maravilhosa de um dos melhores jogos de todos os tempos – The Legend of Zelda / Ocarina of Time, originalmente lançado para Nintendo 64, trago pra vocês, trago pra vocês alguns temas musicais tocados por fãs de forma criativa. Curtam aí:

Ênfase nesta última que tem toda uma superprodução do Tema da Floresta do Tempo, com direito a música cantada.

Espero que tenham gostado. Até a próxima!

Todo nerd merece um cantinho para chamá-lo de seu

Habitación Virtual

Todo nerd necesita una habitación para llamarla de suya