As visões da Raven (That’s so Raven) foi uma série de TV exibida pela Disney entre 2003 e 2007. Conta a história de Raven Baxter e sua família, de forma bem humorada, em casa ou na escola, com suas paqueras, amizades, eventos e conflitos com a adolescência. Junto de Raven (protagonista) temos seus melhores amigos Eddie (Orlando Brown) e Chelsea (Anneliese van der Por), além de seu irmão e de seus pais.

That's So Raven' Spinoff Ordered By Disney Channel; Full Cast Set ...

Raven é uma menina tão bonita que tem cara de fuinha e é tão feia de assustar. Ela possui poderes de vidência, porém suas visões às vezes são frutos de suas ações na intenção de tentar impedi-las ou de realizá-las (em alguns episódios, isso não acontece). Suas visões nem sempre são tão claras e às vezes confundem a protagonista, como na vez em que ela estava apresentando sua roupa feita por ela mesma (uma de suas vocações) e a Chelsea diz: “Raven, elas amaram sua roupa”, e ela acredita que a plateia havia curtido seu modelo, mas depois descobrimos que, na verdade, eram abelhas que foram pra cima dela, pois eram roupas feitas de flores.

Como praticamente toda série da Disney no estilo Infanto-Juvenil, temos uma personagem que expressa humor através de sua inteligência questionável (Chelsea), como a London da série Zack e Cody, ou do PJ em Boa Sorte, Charlie ou da Harper em Feiticeiros de Waverly Place (apenas um aperitivo das outras séries da Disney). Também temos um irmão que bagunça a vida da protagonista, ambiente escolar e muitos, muitos personagens masculinos cujo o único objetivo de vida aparenta ser agradar mulheres de seu círculo social. Ah, claro, não nos esqueçamos das inúmeras músicas que a série apresenta (algumas realmente boas).

Ao longo da série, a protagonista se depara com alguns conflitos, como algumas garotas que impõe sua rivalidade ou garotos que ela flerta, mas não é correspondida, conflitos entre seus amigos, pondo a prova do que é a verdadeira amizade, professores que falam soltando chuvas de salivas, dificuldade em arrumar empregos, crianças que se apaixonam por elas, desobediência aos pais, falta de grana, castigos, mas tudo com doses de humor resumidas a episódios de 20 minutos cada, que não levam um segmento da trama entre um e outro (uma história ou outra se sustenta, porém esse não é o intuito da série).

Divertida? Sim, além da diversidade de temas nos episódios, a série entrete bem e também trata de alguns assuntos que, mesmo tendo sendo exibido antes da década passada, são bem atuais.

Episódio 10 – “A história do Negro” (3ª temporada)

O episódio começa na casa da Raven (ah vá, certo?). Raven anuncia que ela e Chelsea irão trabalhar na Sassy (Çassi, Saci, Sahsyh), uma loja de roupas em que Raven gasta toda a sua mesada (fixo aqui o primeiro ponto: Raven é uma cliente bastante fiel à loja).

Então, como é de se esperar da série, ela vai contando o episódio de forma cômica, onde ambas preenchem o questionário de emprego da loja, sendo que Chelsea responde que não possui experiência, qualificações especiais e também diz que não faz ideia porque deseja o emprego. Raven já é mais otimista, dizendo que desenha as próprias roupas (e não é mentira).

Então, conhecemos Chloe, a gerente da Sassis (eu não sei como se escreve isso, aaaaaah). Uma mulher simpática, com sorriso no rosto e que demanda testes com serviços rotineiros da loja para analisar a qualificação das duas.

Os testes são: separar e dobrar suéteres, atender clientes reais e não tem outro nem nada, eram só essas duas.

Raven vai bem em todos os dois testes, o que agrada a vendedora, mas Chelsea vai muito mal, muito mal mesmo, mas ela segue positiva. Então, algum tempo depois, Chelsea recebe a ligação da gerente que diz que ela estava contratada. Fiquei me perguntando o motivo disso, se ela havia ido tão mal, mas aí caiu minha ficha quando Chelsea diz à própria Raven que ela não seria contratada. E aí, Raven tem uma visão, onde a gerente diz que não contrata negros (nem latinos, pelo visto). E aí eles começam o plano para expô-la de alguma forma.

Mesmo já tratando para o lado do racismo, a série não perde a linha do humor. Chloe diz que vai voltar ao trabalho apenas para pedir demissão, mas, ao ver um programa de TV, eles pedem para que Chloe seja o pivô para desmascará-la. A apresentadora srta. Johnson então lhe entrega uma câmera disfarçada no chapéu.

Chloe diz que certas pessoas precisam de “mais atenção” e pede para que Chelsea vigie um cliente negro que acaba de chegar à loja (disfarce da Raven), mas que a gerente não reconhece.

Aí, ele diz que foi nomeado o novo gerente geral da Sassy’s internacional (reparem que, a cada vez eu coloco o nome diferente) e fala que é o mês da história negra e a gerente fica desconsertada e por aí vai. Tenta convencer de que na loja não possui nenhum tipo de discriminação (não com essas palavras) e para o azar dela, Eddie aproveita a ocasião e pede um emprego. Então, Chloe se afasta para pegar uma ficha de entrevista de emprego, Chelsea se aproxima perguntando quando ele vai começar e aí ela, finalmente, assume que não contrata negros.

No fim, ela é denunciada no programa da srta. Johnson.

Paralela a história da Raven, no mesmo episódio, Cory (seu irmão caçula) precisa escrever uma história sobre a história do negro. Ele enrola bastante, mas no final consegue se sair bem, contando a história de muitas pessoas importantes.

Quem quiser ver o episódio na integra, até que não está difícil de encontrá-lo na internet. Vai lá que vale a pena.

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