Pitty – Todos estão mudos

Já não ouço mais clamores
Nem sinal das frases de outrora
Os gritos são suprimidos
O corvo diz: “Nunca mais!”

Não parece haver mais motivo
Ou coragem pra botar a cara pra bater
Um silêncio assim pesado
Nos esmaga cada vez mais

Não espere, levante!
Sempre vale a pena bradar
É hora!
Alguém tem que falar

Alguém tem que falar

Há quem diga que isso é velho
Tanta gente sem fé num novo ar
Mas existe o bom combate
É não desistir sem tentar

Não espere, levante!
Sempre vale a pena bradar
É hora!
Alguém tem que falar.

Trabalho na casa dos colegas

No ensino fundamental, os professores lotam a gente de trabalhos criativos. Não só isso, mas trabalhos em grupos. Ali nos anos 90 e início dos anos 2000, ter um computador com internet em casa era um luxo. Biblioteca em cidade pequena também não é um dos melhores lugares do mundo. E aí, o que fazer? Reunir na casa dos colegas!

A logística era bem simples: a gente recebia o trabalho, combinava de fazer o trabalho na casa de alguém e avisava aos nossos pais que, depois da aula, iríamos pra lá. Depois, eles nos buscavam (ou, se fosse perto, a gente ia a pé pra casa mesmo). Como eu estudava a tarde, eu ia pra lá por volta das 17h e voltava pra casa ali pelas 19h.

Os trabalhos eram criativos: a gente tinha que usar cartazes, simular um jornal ou um noticiário, fazia teatros, passos de danças, fazia cópias em folhas. Até visitar uma borracharia eu visitei.

Entre as crianças, sempre tinha aquela mãe que adorava receber as crianças. Ela gostava de ver a casa cheia e sempre nos recebia com algum lanche. A gente ainda aproveitava pra conversar e colocar o papo em dia. Discussão era raro de ter. Éramos crianças! E a gente se divertia por sair de casa e conhecer a casa de outro colega que sempre foi tão diferente.

Eu tinha uma colega de serviço que adorava fazer teatro. Ela criava todo o roteiro e a gente decorava as falas e encenava. Lembro que a gente até encenou “Viagem ao céu”, título do Sítio do Pica-Pau amarelo, do Monteiro Lobato (que ganhará uma publicação aqui no blog). E, na situação, eu era o Pedrinho.

Bons tempos de estarmos reunidos com nossos colegas. Na faculdade também tivemos coisas do tipo, mas não é a mesma criança de quando somos crianças. Os colegas, infelizmente, se vão, mas a memória de ter tido essa conexão com eles sempre será eterna.

Ano 2000 – Lendas musicais

Runaway Linkin Park

One Wild NightBon Jovi

Most GirlsP!nk

Tema de AmorMarisa Monte

Yellow Coldplay

My WayLimp Bizkit

Elevation U2

Run for coverSugababes

She bangsRicky Martin

Fonologia – um pequeno resumo

Letra – Símbolo gráfico usado para reproduzir as palavras na língua escrita – grafema.

Fonema – São as menores unidades sonoras da fala. Ex: sala – 4 letras, 4 fonemas; galinha – 7 letras, 6 fonemas; táxi – 4 letras e 5 fonemas; encantador – 10 letras e 8 fonemas.

Encontros vocálicos – São três: ditongo, tritongo, hiato.

Ditongo é a combinação de uma vogal + uma semivogal, ou vice-versa, na mesma sílaba. Exs: pai, rei, sou, quando.

Dividem-se os ditongos em:
a) Orais – pai, pouco, jeito, fui
b) Nasais – mãe, pão, põe, muito, bem, andavam
c) Decrescente (vogal + semivogal) – pauta, meu, riu
d) Crescente (semivogal + vogal) – gênio, pátria, névoa, aguentar, tênue

Tritongo é o conjunto semivogal + vogal + semivogal formando uma só sílaba. Pode ser:

a) Oral: iguais, averiguei, averiguou
b) Nasal: quão, saguão, minguam, enxáguem

Hiato é o encontro de duas vogais pronunciadas em dois impulsos distintos, formando sílabas diferentes.

sa – a – ra | pre – en – cher | cre – em | fa – ís – ca | cru – el | po – ei – ra | po – di – a | fre – ar | la – go – a | sa – ú – de | vo – o

Encontros consonantais – Encontro consonantal é a sequência de dois ou mais fonemas consonânticos num vocábulo e pode ocorrer:

a) na mesma sílaba: clima, flores, du-plo, bra-do, re-pre-sa, le-tra, czar, pneu-dô-ni-mo, mne-mô-ni-co

b) em sílabas diferentes: ad-ven-to, ob-tu-so, ap-to, pac-to, suc-ção, sub-lo-car, in-cóg-ni-ta, ét-ni-co, obs-tá-cu-lo

Dígrafo – é o grupo de duas letras representando um só fonema.

a) Dígrafos que representam consoantes:
ch – chapéu, cheio | gu – guerra, seguinte
lh – pilha, galho | qu – querido, quinto
nh – banho, ganhar | sc – descer, piscina
rr – erro, carro | sç – desça, cresça
ss – asseio, passo | xc – exceção, exceto

b) Dígrafos que figuram vogais nasais:
am – tampa | an – santo
em – tempo | en – vento
im – limpo | in – lindo
om – ombro | on – sonda
um – jejum | un – mundo

Liquidação maluca dos 10 minutos

O primeiro episódio de Os Feiticeiros de Waverly Place começa com Justin Russo duplicando um coelho enjaulado com o feitiço Edgebono utoosis. Mas dá errado, pois Justin pensa num cachorro ao conjurar o feitiço e seu coelho acaba latindo.

Alex Russo recebe uma mensagem dizendo que em alguns dias haverá a liquidação de 10 minutos, que é uma promoção maluca que uma loja de roupas faz e ela quer ir porque sua inimiga número 1, a Gigi, vai estar lá. Entretanto, seu pai não a deixa ir.

Tá, mas quem é Gigi? Gigi é uma patricinha que anda com 2 amigas que são mais parecidas com clones. Elas descem a escada com as suas amigas com curativos no nariz, enquanto Alex conversa com sua melhor amiga Harper.

— Quando sarar, eles serão iguais ao da Gigi.

— E quando o da Gigi vai sarar?

O que faz que Alex mude de ideia e resolva faltar ao compromisso de família é que Gigi diz que vai comprar a jaqueta que ela viu que Alex estava babando por ela. Então, o que a Alex faz? Edgebono utoosis.

— Quem não pode ir mesmo?

Ela vai, mas não conta com sua mãe indo ao evento, que tenta se enturmar com Harper. Porém, a melhor amiga faz de tudo pra ela sumir e manda ela comprar um tal de Tapuccino. O que é isso? Ninguém sabe!

Gigi já está colada na vitrine da loja quando Alex aparece.

—Eu não tô acreditando que trouxe a sua avó pra cá. Ela não vai te ajudar a achar primeiro.

—Ela não é a minha avó, achei ela num parquinho. Tá aqui só pra bloquear.

Harper continua na saga para tirar a mãe de Alex da jogada, mas ela está na luta para encontrar algo legal para sua filha.

—Só pode ser brincadeira! Eu só tenho 8 minutos pra achar alguma coisa pra Alex. O que acha que ela ia gostar?

—Que você fosse embora!

—O quê?

— É do seu tamanho. Vá experimentar!

Do outro lado da série, a varinha de Max chega e ele a usa no clone de Alex na função marionete. Então, a Alex de verdade se estapeia, imita galinha, roda que nem um pião e etc. Nessa confusão toda, Alex é pega pelos pais.

—Bate na cara, bate na cara, bate na cara!

—Por que que você está se batendo?

—Eu não sei.

— Ah, eu já sei o que você tá fazendo. A gente tá perto da jaqueta e você tá tentando me distrair.

—Ah! Você tá se batendo? Que baixa autoestima, hein?

— Gostei!

— É! Eu pensei e falei. Legal, né?

No final, alguém molha Gigi, que acham que ela fez xixi nas calças, Max leva bronca e Alex fica de castigo.

— Atenção, pessoal! Atenção, pessoal! O nome verdadeiro da Gigi é Gertrudes, hahahaha. Agora eu posso ir presa!

— A cada ano essa liquidação fica cada vez mais maluca.

Forest of Illusion – Super Mario World

Entre as tantas mecânicas existentes em Super Mario World, de super nintendo, estão as fases vermelhas, que devem ser passadas duas vezes. Geralmente sendo uma na chegada original e outra na chavinha.

Há um mundo bem melhor, todo feito pra você localizado logo após o castelo do Ludwig’s (conhecido por castelo 4) que se domina como Floresta da ilusão (as mortes são bem reais pra mim) que, praticamente todas as fases são vermelhas. Vamos comentar algumas delas.

Forest of Illusion 1

A primeira fase, Forest of Illusion 1, é aquela cheia de cobrinhas amarelas que, quando você pisa nelas, ficam vermelhas de raiva. Esta já é uma fase para você se equipar: conta com cogumelos, vida, yoshi e também existe a possibilidade de pegar uma estrela e sair coletando vidas ao derrotar inimigos em sequência.

Depois de passar o checkpoint, basta caminhar um pouco mais e você encontrará a chave. Para pegá-la. Ande um pouco mais, bate num bloco de interrogação imediatamente a frente, pegue o P e volte voando como um balão.

Forest Ghost House

Esse é mais um daqueles castelos lotado de pequenos fantasmas e com os gigantes invadindo a área, mas não se assuste! Ele é bem tranquilo pra passar, principalmente se você não morrer.

Assim que você passar a primeira porta, você vai se deparar com mais uma dose de um monte de fantasmas. Se eles estiverem transparentes, eles não te matam, mas acho que você, de qualquer forma, não vai se preocupar com eles e sim com a outra metade do milhão que está ali presente, pronto para lamberem o seu rosto.

Pegue o botão P e leve-o até o fim da fase. Pise nele e entre na porta azul.

Aí é só voltar. A primeira porta te leva para a próxima fase. A segunda, só te dá uma lua com 3 vidas mesmo (mas é importante pegar esta saída também!).

Forest of Illusion 2

Essa é aquela fase que, depois de passada, você entra duas vezes para pegar as peninhas.

Aqui, você irá nadar, nadar, nadar e nadar mais um pouco até chegar a este bloco.

Aí é só nadar para a esquerda e pegar a chave. Não se preocupe se você achar esta fase um labirinto. Nem dá pra se perder tanto assim, pois todos os caminhos, basta dar meia volta e prosseguir. O caminho da chave te leva para o último bloco, o azul. O caminho tradicional te leva pra próxima fase.

Forest of Illusion 3

Você até pode pensar que está fase é cheia de ilusões, pois todos os monstros estão voando em bolhas e não podem atacar você. Aí você pensa: só deixá-lo em paz que eles não me atacam, correto?

Sim, mas como o limite do seu cartão de crédito, as bolhas também estouram. Aí, pode correr. Se você passar do modo tradicional, você volta para a Ghost House

Há um cano alto verde quase no fim da fase que te leva para a chave. Não entre nele pequeno, pois você precisará quebrar os blocos amarelos com sua rodada mortal.

Pegando a chave, você sai desta floresta (que ainda não acabou!).

Forest of Illusion 4

Se você não for uma pessoa gananciosa, vai sair fácil da fase. Basta não pecar a isca de vida.

Entre no cano azul e sua vida já terá sido resolvida!

Aqui, finalizamos as fases vermelhas. O resto é contigo =)

Home run sem nem saber

Wii sports é um jogão e tanto pra se jogar com a família ou com os amigos enquanto a gente simula que sua e você sabe o quanto eu gosto desde que você leu este post aqui sobre a chegada do meu Wii, o primeiro videogame que eu tive depois de adulto.

Mas, hoje eu não vim falar do videogame e nem do jogo em específico, mas de um esporte que tem lá e que nunca foi lá um grande conhecido meu, o baseball.

Não! Antes que você me diga algo como: “nossa, mas você nunca viu o baseball na vida?” , eu vou te responder: “err, quer dizer, nunca vi mesmo, só na TV e olha lá”. Na verdade, as poucas coisas que eu sabia, até então, era que o esporte consistia em bater uma bola com um taco e se você errar três vezes era fora. Também há a possibilidade de você bater na bola e ela ir pra longe, configurando um home run ou, como dizia Seu Madruga na dublagem brasileira: Rom Rom.

Um jogo muito parecido que eu já joguei foi o tal do Bete, que eu descrevo um pouco aqui da minha experiência, depois você volta aqui e clica. Mas, jogar baseball mesmo, talvez só nos consoles do Wii, utilizando meu Wii remote como um mini-taco (não sei se já tive outra experiência, se me lembrar, talvez eu comente aqui no blog algum dia), mas o que eu aprendi das regras foi exatamente isso:

Acerta essa bola, porcaria!

Se você estiver com o taco na mão, balança esse Wii remote na hora certa. Nem é difícil, só precisa acertar o timming. Se tudo der certo e o jogador adversário não pegar, você e os outros coleguinhas saem pulando que nem loucos pelo gramado (pulando porque não têm pernas).

Fiz pontos e aí?

Se você conseguiu mandar a bola pra longe, o seu bonequinho, e quem mais tiver no caminho de terra, vai andar até 4 segmentos. Fez os 4 segmentos, ou seja, a volta completa no campo, é ponto. Mas, atenção! Você pode errar ou falhar e aí, meu irmão, você vai trocar de lado com o adversário.

Arremessando a bola

Se você troca de lado, você ficará com aquela luva que eles usam pra mandar a bola (com a outra mão). Aí, eu acho que não tem segredo. Joga a bola e fica quieto.

Tá, e quem ganha?

Ganha quem fizer mais pontos. Tá, tá, eu entendi, mas eu não sei muito bem como funcionam as regras.

Mas, é isso, pessoal. Me contem aqui se vocês já jogaram baseball alguma vez na vida.

Credo

Creio em Deus Pai todo‑poderoso, Criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; padeceu sob Pôncio Pilatos; foi crucificado, morto e sepultado; desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu aos céus; está sentado à direita de Deus Pai todo‑poderoso; donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo; na santa Igreja Católica; na comunhão dos santos; na remissão dos pecados; na ressurreição da carne; na vida eterna.

O Voo da Esperança

Pinte o céu de com tons suaves para que a luz possa penetrar em seu lar. Há um horizonte azul atrás daquela janela manchada que se abre mesmo quando as nuvens parecem densas, e nele moram possibilidades que ainda não aprenderam a se calar. Respire fundo e sinta a brisa fresca do novo dia que promete recomeços.

Lembre-se do voo dos pássaros, da coragem que existe em bater asas contra o vento e seguir adiante. Se a sua dúvida pairar sobre seu peito, olhe para o alto e veja o quão alto estão, como encontram correntes favoráveis e transformam esforço em altitude. Não desista; a persistência é o vento que transforma quedas em trajetórias.

Eu tô te olhando daqui, mas acreditando que seu futuro é maravilhoso. Então, jovem gafanhoto, cultive pequenos gestos de cuidado, celebre as vitórias mínimas e confie que o tempo lapida sonhos em realidade. Siga em frente com ternura e coragem, porque há muitos voos de esperança esperando para pousar ao seu lado.

A fruta mineira

“Viajei para Frutal-MG e eu chamo de ‘A fruta mineira’, porque era aniversário da minha prima (…) e lá comemos galinhada (com galinha).”

10 anos depois, estou eu citando a mim mesmo da vez em que fui para a cidade de Frutal (MG), localizada no triângulo mineiro. Foi toda uma excursão para lá, num ônibus, onde fomos em família (e isso inclui meus pais, primos e minha avó).

Como minha família é parte formada por evangélicos, o evento aconteceu num sítio nomeado de “Sítio Canaã da Assembleia de Deus”. Como eu me lembro disso? Eu não sei! E lá, chegamos até que cedo para curtirmos um pouco do sítio. Claro eu, como uma boa criança, fui me divertir ali naquela área de chão batido, mas que continha um barracão próprio para festas, cultos e etc.

A aniversariante do dia estava fazendo 15 anos, o famoso ‘baile de debutante’. Foi uma festa bonita, com direito a orações, homenagens e, sim! Lá tinha galinhada com galinha!

O lugar era bem bonito mas, com certeza, eu não me lembro de tantos detalhes. Afinal, eu só tinha 10 anos e ainda estudava na segunda parte do Ensino Fundamental (também conhecido como 5ª série).

E era isso!

O Peso do meu Chão

Eu sou apenas a sombra de um passado que carrego em minhas costas por onde passo. Um recordista em ausências e mestre em sobreviver com o pouco que me resta. O Brasil, esse gigante de memórias longas, parece não ter reservado um espaço em seu futuro.

Vivo no abismo de uma linha que divide o mundo entre os que têm e eu. Olho para a vitrine e o que vejo não é um objeto de desejo, mas o espelho da minha própria autoestima ferida. É o nó na garganta de precisar e nada encontrar, senão o vazio.

Ao meu redor, a casa é cheia de vozes. Meus filhos são a riqueza que o meu bolso não conhece; neles deposito o amor que não supre a ausência do dinheiro. Amanheço antes do sol, gasto a sola do sapato e a esperança atrás de um sustento que nunca vem. Bato em portas que não se abrem e sinto o gosto amargo do abandono de quem deveria olhar por nós.

Dói ver que, no dia da urna, a mão que sofre é a mesma que esquece. Elegemos os mesmos fantasmas, vestimos as mesmas promessas e o ciclo se fecha como uma armadilha. Sinto que o amanhã é apenas uma cópia desgastada de hoje, gerando mais escassez e mais uma vez o silêncio de uma noite mal-dormida.

Falta atitude. De quem nos lidera, sim, mas também sinto falta de um grito que finalmente nos liberte desse mesmo modo de existir. Enquanto isso, fico aqui, me equilibrando entre o sobreviver e o querer ser.