Rock in Games – pt. 3

E hoje é dia de mais um dia de “Rock in Games”

1 – Xenoblade Chronicles

Compositores: Manami Kiyota, ACE+, Yoko Shimomura, Yasunori Mitsuda

Xenoblade Chronicles é um RPG com uma premissa muito única: dois titãs gigantescos travaram uma batalha quase sem fim, até que no final ambos foram congelados. O jogo se passa sobre o corpo desses dois gigantes petrificados onde vivem várias raças diferentes.  Você explora vários lugares com visuais impressionantes, e a trilha sonora acompanha cada localidade perfeitamente.

Mas estamos aqui pra falar de Rock, correto? Não se preocupe porque é nos temas de batalha que esse gênero aparece. Xenoblade faz uma coisa que eu particularmente gosto muito, que é misturar Rock com orquestra. E para exemplificar isso peguei a música Mechanical Rhythm, que é um dos temas de batalha do jogo. Só escutem como ela começa com um Rock pesado e a partir do refrão a orquestra entra e vira um mix de guitarras e violinos.

2 – Tropical Freeze

Compositor: David Wise

Donkey Kong Country: Tropical Freeze marca o retorno do compositor David Wise para a série, que tinha composto as trilhas dos jogos de SNES e mostrou que ainda sabe o que faz.

Pelo menos metade dos temas de chefes desse jogo são Rock/Metal, o que eu imagino que pegou muitos jogadores de surpresa. Por exemplo, você imaginou que enfrentando um urso polar viking que está com raiva porque você derrubou o seu picolé você escutaria algo como a música abaixo?

3 – F-Zero X

Compositores: Taro Bando & Hajime Wakai

F-Zero X talvez seja uma das trilhas sonoras mais Rock que a Nintendo já fez. Os caras realmente abraçaram o gênero. É até difícil escolher somente uma música por conta da alta qualidade sonora, desde versões na guitarra das músicas do jogo de SNES, como diversas composições novas. Fiquem com uma das novas faixas, Dream Chaser, da pista Silence.

Detalhe para o solo de guitarra maravilhoso a partir de 0:41

4 – Mega Man X

Compositor: Toshihiko Horiyama

A série Mega Man sempre teve um pé no Rock (não é à toa que no Japão o jogo se chama Rockman). Com a introdução da série X e o avanço de cada geração de consoles isso foi ficando mais evidente. Cada vez mais guitarras, baterias, baixos e outros instrumentos começavam a aparecer nas músicas.

A música da vez é da fase Sky Lagoon de Mega Man X4, que foi o primeiro Mega Man a sair em consoles com CDs, e com isso permitiu qualidade maior ainda de áudio em relação aos jogos anteriores.

5 – Street Sk8er

Street Sk8er como você pode imaginar é um jogo de skate, seu objetivo é atingir uma certa quantidade de pontos em cada pista em um limite de tempo.

Seguindo a onda de jogos como a série Tony Hawk Pro Skater, o jogo possui várias músicas de diversas bandas de punk/rock

6 – Guilty Gear

Compositor: Daisuke Ishiwatari

Guilty Gear é uma série de jogos de luta desenvolvido pela Arc System Works. O jogo segue um estilo de gameplay parecido com a série Street Fighter.

Uma das inspirações de seu criador, Daisuke Ishiwatari, foi o seu amor por heavy metal dos anos 70 e 80, então já podemos imaginar como a trilha sonora é. Aliás, Daisuke também é um dos compositores dos jogos.

Aqui temos uma música do jogo mais recente da série, Guilty Gear Strive.

7 – Need For Speed Most Wanted

A série Need for Speed já é bem conhecida se você curte jogos de corrida, no seu auge ela era uma das mais populares. Então vamos voltar para um dos jogos de maior sucesso da série, Need For Speed Most Wanted lançado em 2005.

Como já é um tanto comum em jogos de corrida nesse estilo mais realista, a trilha sonora possui em sua maioria músicas licenciadas, e claro que Rock estaria no meio da seleção de músicas, aqui temos uma das faixas que toca no jogo, uma música do Avenged Sevenfold!

Foto de Edward Eyer no Pexels

Estranhos pelas ruas

Vim como um estranho para vagar pelas ruas, em busca de algum resquício de amor que possam me oferecer. Me prometeram que haveria algum por aí, mas vejo tudo cinza. Disseram que todos estavam prontos pra isso. Estavam? Pois o que vejo é indiferença espalhada pelas imensas obras monocolores de cimento impenetrados por qualquer afeto. 

Por que viemos espalhar amor se nada nos ensinaram? É um sentimento muito bonito para se compartilhar de qualquer jeito. Será que desistiram de seguir com sua missão? Será que é tão difícil para deixarem de se importar tão facilmente? Receberam em mãos uma quantia tão boa, mas deixaram-na se esparramar como areia, sem abraçar ninguém. 

Caminho sem esperanças por aí. Talvez alguns de nós tenha desistido por sentir que é tudo em vão. Eles não se importam com algo tão simples, é só detalhe. Correm por aí como loucos, por sempre estarem sem tempo. E o que fazem que o gastam tanto? É possível viver com sossego? 

Mas, mesmo que eu não encontre aqui nas ruas, há um pouco em meu peito, de estranhos, como eu, que me encontraram pelas ruas e seguem a meu lado para colorirmos um pouco o chão cinza com esse sentimento. E eu sorrio por terem me acolhido, mesmo conhecendo meus defeitos. Não precisa de muito, basta priorizar o respeito. 

Sente-se e espalhe o que você tem de bom aí dentro. Somos estranhos pelas ruas, espalhando cores pelos cinzas em forma de concreto. 

Image by min woo park from Pixabay

O paizão Darth Vader

Veja outros quadrinhos de Darth Vader como um bom pai no site da IGN clicando aqui

Bloqueio meu

Hoje bateu um bloqueio criativo. Fiquei horas andando pela casa para até pensar o que escrever. Ontem a noite até perdi um pouco de sono: que assunto seria melhor?

Desisti. Falar de qualquer coisa, de qualquer jeito, pode ser fácil, mas fazer um post de qualidade leva tempo e criatividade.

Não deu. Desisti.

Fiquem com esta ausência de post.

Até amanhã

Foto de olia danilevich no Pexels

Blossom floresce

Blossom

Em 1991, na NBC estreava Blossom, série de comédia dos EUA protagonizada por Mayim Bialik, que também atuou em Big Bang Theory, no papel de Blossom Russo. Blossom vive com o pai e seus dois irmãos mais velhos e conta com o drama de não ter a mãe por perto, pois ela foi seguir sua carreira na música, em outros países.

Por conta da ausência da mãe, Blossom se encontra em conflitos por conta de sua transformação de menina para mulher (aí o nome do primeiro episódio, Blossom Floresce), onde sua primeira ‘regra’ chega. Ela tem um pai amoroso em casa, mas ela queria mesmo os conselhos da mãe, para que não passe sozinha por isso. Para tentar compensar a falta, tenta se apoiar em Agnes, uma senhora mais experiente, e em sua amiga de mesma idade Six. Vejamos como foi o primeiro episódio da série:

1 – Comprando ‘tampons’

O episódio começa com Blossom em um mercadinho minúsculo, porém com um carrinho de mão pa pa pa ra pa pa pa gigante de supermercado. Ela vai correndo por aquele corredor a mais de 600km/h por hora e joga a caixa de absorvente de forma natural e segue sua vida.

Ao ver que o operador de caixa é um de seus colegas de escola, ela joga a caixinha pro alto e decide comprar umas coisas aleatórias. Mas, o cara vê aquele produto ali abandonado e pergunta se é dela.

2 – Conversa com Six

Blossom conta para sua amiga o que aconteceu no mercadinho. “Bom, pelo menos eu não fui a milionésima cliente”. Imagine a Blossom com a sirene tocando e ela com a caixa de absorventes na mão. Six, a amiga, tenta explicar a ela os tipos de absorventes que existem. Como ambas têm praticamente a mesma idade, é notável que Six também não tem nenhuma experiência.

Agora vamos para entrevista com Six. Six, qual é a melhor marca para se usar?

“Ah, isso é muito fácil, a que oferecer o melhor brinde”

“Tem uma que não tem aplicadores e dizem que é melhor para o meio ambiente”

“Tem uma marca que tem asas”, “Talvez seja a preferida das aeromoças”

Que bom que isso só vai acontecer pelos próximos 30 ou 40 anos, né Blossom?

3 – Os irmãos não ajudam

4 – E o pai não é uma boa escolha

Os irmão são imaturos, mas, mesmo com toda a compreensão de seu velho, Blossom prefere não contar nada para o pai, que tenta adivinhar o que está acontecendo.

5 – A mãe é a escolha certa

Ao descer novamente à cozinha, sua mãe a espera com um gigante bolo. Sem dizer uma palavra, a mãe já sabe o que está acontecendo e explica a ciência da menstruação de forma prática (e poética, diria). Uma linda maneira de explicar a transformação da menina em mulher.

Uma pena que tudo não passa de um sonho. A mãe, na verdade, está em Paris. Ela até tenta ligar para ela, mas ela não está. Mais uma vez, a ausência da mãe pesa.

6 – Pai e irmãos

O pai Nick tenta conversar com os irmãos sobre o fato de ela estar estranha. Eles especulam e nada. Então, Nick tenta conversar com a filha que, finalmente, abre o jogo.

E aí, eles vão fazer o que toda família normal faria nessas ocasiões: eles vão ao restaurante chinês para comemorar a puberdade da garota.

Fim do episódio

Seleção de fases de DKC1

Lançado para Super Nintendo em 1994, Donkey Kong Country é um jogo de plataforma desenvolvido pela extinta Rare. Nesse clássico, você controla um furioso Donkey Kong que teve sua bananas roubadas e vão passando por cada stage memorável com seu companheiro Diddy, até chegar ao temível King K. Rool. Enquanto o encontro não acontece, vamos ver algumas fases pelas quais você e uma pessoa a sua escolha passarão.

1 – Mine Cart Carnage

A primeira fase de carrinho da série está no segundo mundo “Monkey Mines” do primeiro jogo. Pra quem gosta só de curtir a fase, pode se deliciar com ela na íntegra, sem se preocupar com bônus (inexistente nela) e, pra que nem não curtir, pode usar o atalho localizado logo no início dela. Outro detalhe: reparem na música: ela é a mesma música, porém mais lenta, da primeira fase do jogo e dos bônus do segundo DKC. Se for sua primeira vez, você vai ter um certo nível de dificuldade.

2 – Stop and go station

Com ambientação mais sombria, seja na iluminação ou na música, a próxima fase de Monkey Mines, apresenta uma mecânica semelhante a um semáforo. Desative os barris de “Go” (escrito em verde), fazendo os crocodilos de pedra adormecerem por alguns segundos para conseguir passar sem tomar hit. Quanto mais você avança, menos tempo de efeito os barris terão.

3 – Tree Top Town

Com um cenário inspirado na cidade dos Ewoks (Star Wars VI: Return of Jedi), essa fase aparentemente se passa numa cidade de castores gigantes construída no topo de grandes árvores (reparem o delicioso cenário ao fundo). Ela apresenta a mecânica clássica de lançar os macacos de barril em barril como canhões, algo utilizado nos outros jogos da série e que vai testar o timming do jogador.

4 – Temple Tempest

Você chega em casa cansado, vai até a gaiola do seu hamster e o vê correndo numa rodinha. Fofo, né? Agora, imagina isso 10x maior, porém com um castor no lugar. Você precisa correr enquanto não cai nos inúmeros buracos ou toma dano dos inimigos à sua frente. Mas o cenário é lindo: essa é a segunda fase com tema de templo no jogo.

5 – Orang-utan Gang

Não sei o que tem nela, só fiquei reparando no sol se pondo ali no fundo. Nessa fase, você vai passar por cima das árvores montado na Expresso, uma avestruz que não aprendeu a voar direito. Ela possui também 5 bônus muito bem escondidos e é aqui que você vai conhecer Manky Kong, inimigos que possuem uma história bem peculiar. Aparentemente, esses orangotangos foram rejeitados pela família Kong. Se é verdade ou não, descobriremos apenas no Casos de Família, com Kristina Kong.

6 – Snow Barrel Blast

Essa fase nem deveria estar aqui, por ser uma das mais difíceis e uma das que mais me fez passar raiva no jogo, mas ganha destaque pelo efeito de neve, que vai aumentando a medida em que se avança nela (não é a única nesse estilo).

7 – Slipslide Ride

A primeira caverna de gelo da série, apresenta a mecânica de sobe e desce. As cordas azuis deslizam os Kongs para cima e as vermelhas, para baixo. Saiba a hora certa de pular para a próxima corda ou plataforma. Destaque para o visual de gelo e brilho da fase.

8 – Blackout Basement

Se a companhia de energia do seu estado tem uma péssima reputação por fazerem seus usuários viverem mais no escuro do que na luz, provavelmente foi daqui que eles foram contratados. Nessa fábrica, a fiação é péssima, provavelmente está corroída pelos ratos e, na hora de arrumar, alguém só botou um chiclete e remendou tudo. Prepare-se para passar a fase toda com a luz piscando mais do que na época de natal. Pelo menos, essa fase é ambientada com a melhor música do jogo (disponível apenas em mais uma fase).

9 – Tanked Up Trouble

Você já deve ter aprendido que não se deve gastar gasolina à toa. Aqui, você precisa pegá-la no momento certo, para não ter problemas. Para piorar, alguns tanques não enchem toda a energia do carrinho. Mas é uma fase excelente e com uma música relaxante. Com certeza, uma ótima escolha para o último mundo.

Na próxima, faremos uma seleção de fases do DKC2. Até lá.

Sonhos Desvanecentes

Parece até piada, eu me vejo e não entendo quase nada. Aonde foi que me perdi do meu destino? Aonde foi que me deixei estacionado? Eu ainda estou tentando entender se está acontecendo mesmo ou se só estou me vendo sob outra perspectiva, enquanto você olha pra mim e faz de conta que não há nada torto. E só eu me sinto assim, nem sei há quanto tempo. 

Eu me lembro dos nossos passeios. O mesmo hambúrguer todo mês, naquela lanchonete que a gente costumava ir. E, depois, pegar o carro e sair por aí sob o pôr do sol, vendo o céu totalmente laranja enquanto a gente escutava uns ‘rock bem loco’ pra curtir como nunca. Tudo seguia bem. 

Planejávamos cada momento importante que iríamos viver, dividíamos nossos sonhos em cada amanhecer. Eu te contava meus medos e você me olhava nos olhos, me acalentava com seu sorriso depois me beijava os lábios pra me fazer mais forte. E como eu me sentia? Leve como pluma. 

Éramos tão perfeitos juntos que um dia resolvemos contar pra todo mundo o ‘você e eu’. O ‘Sim’ aconteceu. Assim como os cafés de todas as manhãs, as caminhadas do fim da tarde e os beijos pela noite. A gente perdia um tempão ali embaixo das cobertas. Mas o tempo que a gente perdeu, foi realmente o tempo que perdi. 

Mas aos poucos, o ‘sim’ virava ‘não’. O ‘não é você’, o ‘não sou eu’, o ‘não quero estar aqui’. Eu via todos os nossos sonhos e planos se desmancharem pouco a pouco e você parecia nem se preocupar. Nenhuma das minhas palavras importavam, você fingia que me ouvia e, depois de um tempo, nem isso mais. Até minhas atividades precisei parar de fazer com tanto tom de ameaça implícito em suas palavras ditas de forma tão doce. E você nega, mas eu sentia todo um boicote em minha felicidade por trás de cada ‘eu te amo’ que você me falava. O ‘eu’ ia deixando seus rastros pelo caminho até se perder por completo. 

Não, você não é a mesma pessoa, talvez tenha sido assim o tempo todo e eu não percebia por estar cegamente apaixonado. Estou aqui perdendo um tempo precioso deitado em seus braços, quando eu deveria estar lá sendo feliz comigo mesmo, mas não! Preferência ou desespero? Eu só sei que há tanto lá fora, mas estou aqui preso naquilo que insisto em chamar de sossego. Talvez, mais cedo, eu tivesse fugido daqui, mas tenho me estranhado tanto nesses últimos meses, que eu nem sei se seria capaz de fugir da pessoa que você me tornou. 

Sugestão do conto:

Foto de John Diez no Pexels