Cinco Patinhos

Conto infantil proibido para menores

Era uma vez, uma mamãe e seus cinco filhos. Após o almoço, os cinco jovens foram dar uma volta. Entretanto, um deles havia se perdido do grupo e encontrou uma gangue da pesada que vendia substâncias ilícitas. E o primeiro filho viu como aquilo o trazia dinheiro e resolveu ficar com seus novos amiguinhos. No fim da tarde, a mãe gritou: “Filhos, é hora do jantar!” E apenas quatro filhos voltaram para casa.

No segundo dia, após o almoço, os quatro jovens foram dar seu passeio vespertino. A segunda moça se perdeu do grupo e se envolveu com alguns homens que trocavam certo trabalho íntimo por dinheiro. E a segunda filha viu como aquele seu novo trabalho lhe rendia bons lucros e resolveu ficar com seus novos amiguinhos. No fim da tarde, a mãe gritou: “Filhos, é hora do jantar!” E apenas três filhos voltaram para casa.

No terceiro dia, após o almoço, lá se vão três jovens para seu passeio diário. O terceiro filho se perdeu do grupo e conheceu alguns caras legais que ajudam as pessoas que tinham baixa renda. Eles vendiam produtos de origem duvidosa a preços muito modestos. Era um pouco arriscado, pois alguns homens maus tentavam acabar com esse serviço. Mas, o terceiro filho viu como aquilo podia lhe trazer sustento e resolveu permanecer com sua nova família generosa. No fim da tarde, a mãe gritou: “Filhos, é hora do jantar!” E apenas dois filhos voltaram para casa.

No quarto dia, após o almoço, lá se vão os dois caçulas passear pelo já conhecido caminho. O quarto filho se perdeu do caçula e conheceu uma mulher rica que lhe prometia tudo. Seu único serviço seria trocar um pequeno pedaço de papel escrita uma quantia em dinheiro com uma assinatura que não lhe pertencia por mercadorias. E ele viu como aquilo o mantinha em uma vida confortável e resolveu continuar com sua nova namoradinha. No fim do dia, a mãe gritou: “Filhos, hora do jantar!” E apenas o caçula retornou para casa.

No quinto dia, após o almoço, o filho sai de casa sozinho. Encontrou vários homens com armas nas mãos caçando espécie raras de animais para retirar suas peles. Como aquilo era tudo muito lindo, o caçula resolveu se aproximar e conhecer melhor aquele velho trabalho. Os homens disseram que se vendiam muitas peles para as pessoas na cidade e no final se faturava uma boa grana. O filho ficou feliz com a  informação e resolveu aceitar seu novo emprego. No fim do dia, a mãe gritou: “Filhos, hora do jantar!” E ninguém voltou.

No sexto dia, que era sábado, a mãe ficou com preguiça e não saiu da cama. Era um dia lindo.

No sétimo dia, a mãe foi até a polícia e disse que algo estava estranho. Sua casa costumava viver cheia e perguntou qual era o mistério. A polícia perguntou se mais alguém morava naquela casa e ela disse que tinha mais 5 ‘alguma coisa’ que moravam com ela. Então, ela se lembrou dos filhos e se apavorou. A polícia foi atrás e começou a dar tiros. Assustados, os filhos foram aparecendo um a um arrependidos. Eles não foram presos, pois entregaram seus ‘superiores’, que também não foram presos (mas isso é outra história). A mãe lhes deu uma surra e eles nunca mais saíram de casa, durante vinte e cinco anos.

Moral da história: Se você tem filhos e suspeitar que um deles desapareceu, conte. É bem provável que sua suspeita esteja correta.

Firework

Hoje acordei com mais uma missão: ajudar um grupo de pessoas abaladas pelo mal da sociedade: o julgamento. Ela não é feliz e quer que nenhum ser vivente seja. Mesmo que deem o seu melhor, sempre haverá algo de errado. Entenda: o erro está neles.

Quanta gente. Nenhuma alegria. Esses olhares tristes me dão certo frio na espinha.

“Vocês estão todos aqui pelo mesmo motivo?” – Perguntei.

A resposta foi única: Não! Cada um alegava uma dor diferente.

  • Minhas amigas são todas magras, saradas, enquanto estou 25kg acima de meu peso. Não consigo um namorado e todos me apelidam de algum animal pesado.
  • Tenho apenas 9 anos e tenho câncer. Meus colegas de escola têm medo de se aproximarem de mim, pois não querem se contagiar com minha doença incurável.
  • Todos os homens da minha família são bem-sucedidos. Eu não. Meu carro é antigo, ganho um salário que mal paga minhas contas, tenho quase 40 e não me casei.
  • Sou gay. Perdi meus amigos quando me assumi, minha família mal fala comigo e os que ainda tentam, dizem que devo me curar, se eu quiser ser salvo ou se eu não quiser apanhar pelas ruas.
  • Sou negra. Tratam-me como uma escrava, como um ser inferior. Já tentaram me estuprar, dizendo que eu vim a esse mundo apenas para servir.
  • Minhas tatuagens e meus piercings não me permitem arrumar um bom emprego, tratam-me como um criminoso, mesmo que minhas atitudes sejam executadas pensando no bem do próximo.

Eram problemas diversos, mas todos provindos de uma mesma razão: a sociedade não os aceitava por serem diferentes. Pressão, por não estarem num padrão. São tantas palavras ruins que é impossível não se sentirem como um frágil castelo de cartas, facilmente derrubado com um sopro.

Com alto e bom som, iniciei meu discurso:

“Prestem atenção no que tenho a dizer! Vocês estão se permitindo afundar num mar de sangue e lágrimas que lhes puxam sem qualquer piedade. Tem sido uma luta difícil com tantos obstáculos, já presentes numa velha rotina. Precisamos sair disso, juntos!

Fechem seus olhos. Tudo está tão escuro, não é? Se vocês repararem bem, perceberão um pequeno ponto de luz, ao longe. Caminhem até ele, façam-no crescer até que sejam capaz de senti-la.

Todos aqui tem algo especial que o torna único. Talvez você ainda não tenha descoberto qual o propósito de seguirem por essa jornada. Eu sugiro que tentem, quebrem mais a cara, arrisquem-se mais. Talvez vocês percam a fé por ser algo tão trabalhoso e não verem um resultado tão breve, mas sei que cada um de vocês aqui hoje, começando pequenos ou não, vão surpreender cada pessoa que teve a audácia de julgá-los, de desacreditarem e dizerem que foram fracos.

E quando vocês reencontrarem a fé, esse pequeno ponto os envolverá. Esse pequeno ponto é a luz que os faz brilhar, que os faz pessoas melhores, que os faz olharem nos olhos de cada um e dizer: eu sou capaz, eu sou vitorioso. E essa luz, brilhando em você, se explodirá no céu, como fogos de artifícios, admirando a todos esses olhos que não fizeram parte de sua luta.

Agora vão! Lutem! A vida é muito curta para vocês lamentarem seus fracassos. É hora de se desafiarem, é hora de conquistar seus troféus, é hora de vencerem.”

À sociedade julgadora, um apelo: vamos parar com as críticas e elogiar mais, ajudar mais, olhar o que há de melhor nas pessoas e fazer desse um lugar melhor para viver? Reflita sobre esses atos. Eu acredito que possamos mudar e fazer a diferença, então: vem comigo. Vamos limpar essa bagunça que deixamos em nossos quartos.