Não basta só ser sincero

Por que se preocupar tanto se as pessoas falam mal de você ou não? Por que imaginar que você é o centro das atenções para alguém que adora falar mal dos outros? Por que achar se você é o alvo de pessoas assim?

Ver frases do tipo “Sua inveja faz minha fama” é comum para quem diz não se importar com ninguém. Mas, não se importar não seria tratar tais atos com indiferença? Não seria melhor mudar de rumo quando isso acontece?

E aqueles que dizem que é sempre bom ser sincero e que “fala tudo na cara”, quando não consegue aceitar o que os outros têm a dizer, ou não sabe medir as próprias palavras. Prefere apenas criticar, quando tem muito a elogiar. Apenas vê os defeitos. Ser sincero é importante, mas deve-se aplicar o respeito e a educação. Devemos cativar amigos, não colecionar inimigos.

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Palavras bonitas nem sempre fazem o efeito certo

O dia foi péssimo, você fica mal e a primeira coisa que você sente é raiva ou tristeza, quando não as duas juntas. Alguns se isolam, outros preferem gritar para Deus e o mundo e outros tentam descontar na primeira coisa que veem. E aí, alguém, querendo ajudar, senta-se ao seu lado e fazem aquela típica pergunta: “aconteceu alguma coisa?”. Obviamente, você não está com cabeça para responder.

Quando uma pessoa quer ajudar, mesmo que as intenções sejam as melhores, nem sempre conseguem ir pelo melhor método. As duas coisas mais comum que vemos, são pessoas que nos enchem de perguntas e outras que nos dizem palavras maravilhosas.

Pessoalmente, o primeiro caso, para mim, é o pior. Quando uma pessoa está neste estado, a última coisa que quer é falar alguma coisa, quanto mais responder inúmeras perguntas. No estado em que ela se encontra, tudo fica confuso e ela briga com si mesma para por todas as coisas no lugar. Algumas ainda respiram fundo e tentam responder a tudo na medida do possível e pode até dar certo, mas não se ela estiver muito alterada. Elevar o tom de voz é outro ponto impróprio que chamo a atenção para este caso.

As pessoas que falam bonitas coisas podem nos atingir diretamente no coração e nos fazer refletir, mas, de primeira instância, não é nada legal. Primeiro, a pessoa não encontra saída, exatamente por não ter motivos para brigar com quem diz isso. Pelo contrário, o efeito sai ao inverso: Brigamos com nós mesmos, exatamente por percebermos o quão errado estávamos. Todos já ouviram inúmeras frases e já leram textos que os motivaram, portanto, essa não é uma hora adequada para relembrá-los, pelo menos não de imediato, como já disse.

É importante ter em mente que muitos não gostam de contar seus problemas, portanto, respeite o sigilo que uma pessoa possa ter quanto a seu problema. Se ela não quer contar, é óbvio que este tipo de coisa não deve ser insistido.

Posso estar errado quanto a isso, mas o que penso é o seguinte: em primeiro lugar, por mais que a pessoa goste de ficar só nestes momentos, essa pode não ser uma boa solução. Sente-se ao lado da pessoa e tire o foco em que ela esteja, mesmo que você não saiba qual. Uma boa saída é sempre partir para o humor, alguma coisa inocente, infantil, algum acontecimento engraçado, às vezes até comparando sua infelicidade com alguma coisa não desagradável. Nada de piadas manjadas ou se fazer de engraçado. Também não comece contando sobre suas histórias trágicas ou sobre coisas ruins que lhe aconteceram. O que a pessoa precisa é de uma boa dose de auto-estima, não de mais pensamentos ruins.

Quando a pessoa der um sorriso, ou você perceber que ela já sente mais a vontade de conversar, aí sim é hora de dizer algumas palavras de ânimo, mas não exagere. Ouça, deixe-a falar algumas coisas, sem que seja pressionada. Isso é bom, pois alivia o coração e permite que a pessoa consiga reunir forças contra aquilo que luta. Depois, fica fácil conduzir, mesmo sendo com brincadeiras, histórias trágicas que se tornaram cômicas e até mesmo fazendo algumas perguntas. Isso varia de acordo com a situação.

Lembro-me, certa vez, numa noite de chuva, uma amiga minha, chorando, isolou-se da turma. No intervalo, resolvi sentar-me ao lado dela e logo soltei: “Isso não está certo! Chuva lá fora e chuva aqui dentro também? Precisamos mudar isso!”. Conquistei um sorriso e ganhei meu dia. Um ano mais tarde, os papeis se inverteram e ela fez o mesmo comigo. Só então, havia me dado conta o quanto aquilo era significativo.

Daí, pude concluir: O que adianta dizermos lindas palavras se a marca que deixamos em um coração entristecido não o faz renascer da escuridão em que ele se encontra? Se você conhece bem os pontos que precisa atingir, cativará uma pessoa e lhe deixará uma boa marca.

À Mayara, dedico este texto.

Uma ótima semana a todos.

De novo, Tiago?

Eu tenho um professor que aprendeu a pegar no meu pé. O nome dele é Tiago. O motivo? Bem, vamos lá…

Eu sou um garoto, de 20 anos, pouco sociável. Não sou muito de me expor aos outros por pura timidez, o que é impossível na minha sala, já que todo mundo faz questão que eu seja notado. Muito bem!

Esses dias, a bomba: meu professor anunciou que teria três meses para me mudar (até dezembro!). Tudo isso porque, num dia estressante, entrei no meio da sala, abaixei a cabeça e fui sentar-me ao fundo, evitando todos que estavam ali dentro. Meu professor já anunciou em alto e bom som: “quando entramos em um lugar, nós dizemos boa noite!”.

Pois, bem! Depois dessa, sabia que ele ficaria em meu pé por um bom tempo. Ele me obrigou a sentar na primeira fileira até o fim do ano. Como se não bastasse, agora teria que ser bastante participativo nas aulas. Não é que ele vá me tirar notas ou coisa do tipo, mas ele não ia parar de buzinar na minha cabeça.

Nesta sexta, pensando que escaparia, estava quase indo para o fundo da sala quando, novamente, ele me abordou. Até aí tudo bem, mas ele me chamou à frente da sala para uma nova dinâmica. Ele estava demonstrando como deveria ser o modo correto de cumprimento e me pediu para que eu mostrasse, na frente de todos, como eu cumprimentava. Como meus colegas sabiam muito bem que eu o fazia de forma bastante amigável (braço direito nas costas, cabeça no peito, três batidinhas leves na barriga – isso seria uma espécie de abraço solitário), exigiram para que fizesse com ele. Claro, a vergonha tomou conta, mas precisei fazê-lo. Para piorar, ele ainda pegou na minha 4 ou 5 vezes para demonstrar como as pessoas faziam (algumas vezes era zoação, como a vez que ele me cumprimentou e balançou as sobrancelhas rapidamente). Aquilo foi constrangedor para mim (mas, confesso que me diverti um pouco) e, claro, gerou bastante risadas entre o pessoal. Para terminar, todos tiveram que cumprimentar uns aos outros para entender se aprenderam bem.

É! Agora já vi que até o final do ano vou sofrer nas mãos do meu professor.

Pra quem quiser saber como é cumprimento que ele falou: mão firme, olhos nos olhos, sem balançar muito a mão do companheiro e com um pensamento de que você gosta da pessoa. Com certeza, traz uma sensação de “firmeza” para quem aperta sua mão.

Um ótimo domingo e um forte aperto de mão a todos!

Ele e ela, juntos?

Ele já não tinha mais esperanças de nada. Ela também não.

Duas pessoas, dois mundos distintos, duas cabeças distantes, um mesmo motivo. Parece que ambos agora se ladeavam por um mesmo passado obscuro e sombrio.

Ele, tão sozinho que ninguém o pudesse notar. Ele sem entender porque nunca recebera um belo sorriso, um sorriso tão singelo e puro que apenas uma pessoa pudesse lhe dar. Ela, tão triste porque nunca fora compreendida pelas pessoas que mais a amam, nunca tivera alguém que lhe pudesse ouvir o coração.

Agora, ali se encontravam como duas almas perdidas que faziam brotar uma lágrima do coração, visível nos olhos. Tão triste, pois nunca pudera dizer o quanto valia seu sentimento para ninguém, por nunca conseguir fazer florescer um sentimento em alguém tão importante, mesmo sabendo que semente estava ali, brotar. Ela, por nunca ter alguém que lhe regasse os sentimentos mais belos que nela já morria. Por só alimentar o que nada valia a um ser humano tão puro e tão gentil quanto àquela garota que agora estava ali, ao lado de um garoto que sofria tão igual.

Sentados, tão quietos, vendo seus pés tão distantes do chão. “Não pule” – pensava o garoto ao olhar bem para os olhos da garota, tão tímido. “Você, tão bela, tão gentil, não deve terminar assim”. Ela, mais sofrida, pensava “por que você não me impede e mostra que ainda não deveria perder todas as minhas esperanças?”.

Por um minuto, seus pensamentos se calaram. Seus olhares se fixaram. Suas mãos se encontraram. Talvez tenha sido o bastante para que essa história tivesse um início.

Pequena mudança

Precisei migrar meu Live Spaces para o WordPress. Motivo? O Live desativará este serviço.

Nunca mexi com o WordPress, então é provável que eu ainda vá apanhar muito até conseguir fazer do jeito que quero.

Quero agradecer ao meu primo @tsuuuhsuriani que me ajudou e que agora vai me ajudar com este blog com postagens completamente diferente das minhas. Espero que vocês gostem!

Só é uma pena que não há como eu mudar o endereço do meu blog.

Abraços.

Na Real

Escrever é um de meus hobbies favoritos. Todo aquele movimento de passar para um papel ou para outro lugar algum pensamento que carrego comigo me deixa animado. É o que se pode ver por aqui, neste blog. Tão bom quanto escrever, me dá prazer conhecer pessoas que escrevem, como Larissa, uma amiga, que sempre me pede opiniões sobre seus livros.

Nesse domingo, conheci um cara que também adora. Trocamos ideias a respeito, e percebemos as diferenças na escrita que temos. O estilo que mais gosto de escrever é o cômico. Sempre que posso, incluo algumas passagens de humor nos textos que escrevo. Um livro que me inspira bastante quanto a isso se chama “O guia do mochileiro das galáxias” que tem um humor parecido ao meu (tento procurar uma descrição legal a respeito, mas não encontro). Entretanto, aqui nesse blog não cheguei a escrever qualquer texto neste gênero (a maioria dos meus são de reflexões, outro tipo de texto que também gosto de escrever).

Na última sexta-feira, um amigo disse ter escrito um poema. O texto é bom, e, na minha opinião, funcionaria bem como uma letra de música. Ela fala sobre um homem que resolve abrir o jogo com sua parceira, que nunca esteve com ela por amor. Vale a pena conferir e deixar a crítica. Só falando, esse tipo de texto (amores e desamores) não é muito meu gênero para escrever, não tenho dom para tal tema. Ao Karlos, os meus cumprimentos pelo texto (e, por favor, não me bata por postá-lo aqui, rs).

Na real

Na real, nada é verdade
Tudo o que te disse era ilusão
Dor, … era o sentimento
que eu queria despertar em ti

Na real, a vontade era obrigação
A alegria, era o tédio disfarçado
E você, para, mim só servia como diversão
Calma baby, não mereço o seu choro

Na real, de você eu mereço o desprezo
Mas você é tão “pura”
Que me presenteia com o amor
Chega de dor, baby

Na real, nunca senti o amor
Nem seu jeito meigo foi capaz
De a mim despertar
Uma simples paixão

Na real, segue sua vida, baby
Aproveite este meu momento lúcido
Em que te digo
Que não sou aquele que você pensava que um dia fui

Porque do contrário
Na real, você jamais sairá
deste seu vício
que sou eu…

Eder Karlos

Crédito da Imagem: Image by Tú Anh from Pixabay

Voltaremos àqueles tempos?

Foi bom para você?
Aquele tempo que tivemos juntos
Os bons e os maus
Aqueles que deixamos passar
E os que nunca aconteceram

Foi tão bom para você?
Lembra daquele domingo de sol
Daquelas tardes de futebol
Dos passeios a cavalo
E das viagens aos sábados.

Grandes amigos nós éramos
Compartilhando sorrisos e tristezas
Ajudando quando mais precisávamos
E tudo, de repente, se foi
Tudo partiu sem qualquer aviso.

E fico aqui pensando
Se esses dias valeram a pena
Se era melhor nunca ter acontecido
Ou se essa lembrança não é problema.
Algum dia voltaremos a ser amigos?

Voltaremos àquelas velhas lembranças
Quando tudo parecia tão normal
Quando o fim não parecia tão próximo
Quando a distância sequer existia
Quando eu sabia que poderia contar com alguém
Que também poderia contar comigo.

Se é o tempo que resolve
Se é o tempo quem faz tudo isso
Se eu não posso confiar no tempo
Se é o tempo quem me faz perder o juízo
Não é o tempo quem vai resolver tudo isso.

Sempre sem tempo

Pode até parecer manha ou simplesmente palavras de um cara que simplesmente não tem mais o que fazer, a não ser reclamar da vida que tem, mas, esse último semestre de faculdade tem tirado minhas noites sem dormir. Sem tempo e de cabeça, completamente preocupada, já não faço nem mais ideia se devo continuar seguindo em frente. Se você entra em desespero fácil ou acredita que este texto vai te deixar completamente pra baixo, para neste ponto.

Como eu ia dizendo, último semestre, de agosto a dezembro, são 5 meses para a distribuição de 50 pontos. Que 5 que nada! Agosto voou e o mês letivo de dezembro só ocupa uma semana. Tenho só setembro, outubro e novembro. Os professores, acreditando que temos tanto tempo e tanta eficiência, nos enchem de trabalhos, e trabalhos relativamente grandes, com prazos de um mês para serem desenvolvidos. Se esquecem de que podemos desenvolver trabalhos em sala também, que temos mais 9 outras matérias, que temos estágio a cumprir, que temos projeto de conclusão de curso, que temos que, em algum momento, comer!

Com cabeça preocupada que determinado trabalho não está correndo como planejado, vêm as consequências: as horas de dormir passam a ser bem menores que 6h por dia, o mal-humor aumenta, a pressão no trabalho é forte, seu chefe nem quer saber se você não tem condições para um melhor rendimento e reclama se você pescar por 5 minutos. A família reclama que você não tem mais tempo para ela, “esse menino só vive no computador, só pensa em faculdade”, briga pelas ausências nas festas dos tios, os amigos furiosos porque você não sai mais com eles, a namorada reclama que você não é mais aquele namorado presente e briga com você todas as vezes que você tenta dar alguma explicação, o namoro já fica por um fio e o stress acaba aumentando. Você precisa brigar com você mesmo por nunca estar fazendo um trabalho ideal, acredita que deveria ser melhor mas nunca o é e passa a se cobrar mais. Os professores não entendem que seu dia só tem 24h, (e sabe-se lá o tempo disponível) e reclama que você nunca faz os trabalhos de modo completo (quando não o fazem, realmente).

Nada que você consiga fazer é 100% e nada você aprende com 100% de capacidade. Comer, dormir, descansar, se divertir, passou a ser ocasiões que você só fará em tempo livre, e se tiver. Sábado, domingo, feriados? Isso ainda existe.

Enfim, deixo aqui um desabafo, mesmo que meio pesado, mas é o que eu tenho sentido e, às vezes, é bom deixá-lo escorrer um pouco para conseguir mais ânimo. Os trabalhos não se farão, nem serão feitos por outros, preciso de energia pra continuar. É preciso relaxar, às vezes, de certa forma.
Quando eu ler este texto, daqui a uns 4 anos, mais ou menos, vou pensar o quão bobo eu fui de deixar minha ira momentânea me dominar, mas, é a vida e nem sempre estamos dispostos a tudo.

Abraços a todos.

O aplicativo Tamires.exe

Abri meu notepad e comecei a programar. Milhões de palavras fui capaz de digitar com essa garota tão maravilhosa denominada “Tamires.exe”. Todas elas positivas.

Já fico até confuso com o que ainda possa codificar. Afinal, o que essa pessoinha aí já me ajudou, não foi brincadeira.

Ter um amigo não é tão complicado, mas se ele se torna um anjo para você, é sinal de que há uma grande interconexão de dois corações para que nenhum dos dois saia de rede.

Aconteceu assim: Ela deu dois cliques em minha pessoa, me adicionou como amigo em sua Vida.com, me seguiu e me fez seguir no site da amizade e ainda conseguiu acesso àqueles aplicativos restritos a quase todos os usuários que façam parte do meu networking.

Quanto à amizade, foi assim: definimos nosso escopo. Planejamos bastante todos os detalhes e começamos a projetá-la. Tivemos cuidado ao montar as interfaces para que tudo seja compreensível, tanto para um quanto para o outro. Partimos para os testes e estamos em melhoria contínua para que nada caia em desuso ou seja mal utilizado.

Agora, estamos numa fase de ação, mas, sempre fazendo as devidas manutenções, para que tudo continue perfeito. E tudo o que vivemos é bem guardado em um banco de dados bastante seguro demonstrar confiabilidade e integridade.

E é assim que nossa amizade se constrói, aos poucos.

Agora, já são 4 anos e meio. Esse programa chamado “Amizade” já passou por muitas versões, não concorda? Portanto, para essa nova versão que começa hoje (a 23.0), eu desejo muitas páginas de felicitações, com uma perfeita master page e que todos os links direcionem para harmonia, paz, sabedoria e iluminação.

Sem você, meu S.O. não funciona perfeitamente.
Um grande abraço e tudo de bom.
Salvando arquivo e finalizando.

Onde você aprendeu português?

Pus esse título em homenagem a uma conversa que eu tive com um amigo via orkut, quando ele cometeu uma gafe de português. Já aviso que, se ele estiver lendo, eu tinha corrigido só pra zuar mesmo XD. Mas, o erro que vou comentar aqui não era sobre o dele.

Hoje, tive a infelicidade de ouvir uma piadinha relacionada a saco com cimento ou saco de cimento. Provavelmente, você diria que “saco com cimento” quer dizer um saco cheio de cimento e, na segunda opção, teríamos um saco vazio. Você errou, e feio! O mesmo vale para copo de água e copo com água.

Por que isso acontece? As pessoas querem se mostrar sabidas e fazem questão de corrigir o outro: “Se você quer uma caixa de bombons, eu vou te dar só a caixa. Você tem que pedir uma caixa com bombons.”

A preposição de, neste caso, indica o conteúdo. Na preposição com, você especifica a quantidade (um copo com 300 ml de água, por exemplo).Veja um bom exemplo: você não pede um maço com cigarros, nem uma garrafa com vinho.

Portanto, se alguém vier com alguma piadinha como essa do terceiro parágrafo, não hesite em consertar. Está errado!

Você pode enteder melhor esse assunto nos sites Ciberdúvida e Juris.

Matar ou salvar?

Não é possível que se tenha ética quando obrigaamos as pessoas a fazerem qualquer coisa, quanto mais quando é arriscado para sua vida. Tudo o que fazemos e gera qualquer dano a outras vidas, não é viável, mesmo que seus objetivos sejam bons.
O filme “Medidas extremas” mostra que um médico encontrou um caminho para a cura de quem não consegue mais andar. Entretanto, as cobaias devem ser utilizadas para que as respostas sejam encontradas. Algo grave, já que “brinca” com a vida das pessoas.
A ideia poderia ser encontrar pessoas que estejam tetraplégicas e submetê-las a um tratamento. Como nem sempre era possível encontrar alguém assim, as pessoas eram forçadas a tal: recebiam uma pancada forte na coluna vertebral, quebrando algum osso, perdendo a capacidade de andar.
As pessoas não eram consultadas, nem voluntárias: eram, secretamente, escolhidas. Eram pessoas que viviam nas ruas dadas como pessoas que não fariam falta à sociedade.
Tudo bem, eles até poderiam ser considerados heróis, permitir que a ciência se desenvolva e que salvem milhões de futuras vidas. Olhando apenas para os aspectos positivos é mais fácil concordar com tal ideia. Hitler fez isso em sua época.
Mas, e quanto às vidas perdidas ou sofridas? Será que elas não valem nada? Será que não possuem seus direitos? E se fosse algum de seus amigos, alguém de sua família ou, até mesmo, você? Você permitiria arriscar sua vida ou perder sua capacidade de andar para fazer parte de um experimento médico que poderia não dar certo?
O juramento médico foca bem esta parte: eles estão se formando para salvar vidas, não para destruí-las. Então, haverá outras maneiras de encontrar essa cura. Não se deve julgar quais vidas devem ser perdidas e quais devem ser salvas, ninguém ter o poder para isso. Não é nada profissional, ou ético.
Se o profissional é realmente bom em sua área, ele consegue encontrar caminhos alternativos com excelentes resultados, sem danos ou prejuízos.

Maldito brilho que me ofusca

Era sábado de manhã. Eu, Rayne e Álvaro estávamos sentados vendo vídeos de música, enquanto esperávamos pelo horário de aula. Estávamos no saguão da faculdade, sentados em um banco. Eu com meu notebook no colo e os dois ao meu lado, pedindo para que buscássemos algum vídeo no youtube.
De repente, meu coordenador surge. Ele se senta e começa a papear conosco. Ele nos conta uma história que eu achei ser muito interessante, pois é o que passamos em certas ocasiões na vida.
É válido ressaltar que o texto que se segue serve para refletirmos, não só como a vítima (o vagalume), mas como o “predador” (serpente). Será que apenas os outros querem nos ver mal? Será que não tratamos algumas pessoas assim também?

A SERPENTE E O VAGALUME
 
Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vagalume.
Este fugia rápido, com medo da feroz predadora e a serpente nem pensava 
em desistir.
Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada....
No terceiro dia, já sem forças o vagalume parou e disse à cobra:
- Posso lhe fazer uma pergunta?
- Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te devorar
 mesmo, pode perguntar.
- Pertenço a sua cadeia alimentar?
- Não.
- Eu te fiz algum mal?
- Não.
- Então, por que você  quer acabar comigo?
- Porque não suporto ver você brilhar!
    
"Pense nisso e selecione as pessoas em quem confiar."

Até mais e obrigado pelo livro

Já comentei algumas vezes sobre meu professor de redes, o Flávio, aquele que eu encho muito o saco e que se diverte com a gente.
O cara é legal, brincou conosco no boliche, quando fomos a uma visita a mando da faculdade e é, oficialmente, o nome da nossa turma.
Não é pra menos, ser mais criança e rir de coisas bobas, não ser tão sérios e querermos sempre o bem para o outro é nosso dilema por ali e ele faz bem nosso perfil.
Mas, a história que eu tenho pra contar é um pouco diferente.

No primeiro semestre, fomos aprender um pouco de Linux. Ele nos mostrou dois livros que usaríamos e montou seu material em cima dele. Ele o usa também em outro curso que ministra em outra escola.
Resolvi pedir-lhe emprestado para poder estudar um pouco. Ele se recusou. Falei para ele que o devolveria logo, então ele concordou. Passaram alguns dias e nada. Ele disse que estava precisando…

Então, resolvi jogar um pouco mais pesado. Como saberia que aquele livro seria usado na faculdade e como eu sempre tive grande liberdade com ele, resolvi dizer-lhe que não devolveria, pelo menos por enquanto. Ele, meio contrariado, permitiu. Permitiu tanto que, certa vez, em sala, ele pegou o livro para confirmar o que ele disse e fez questão de me devolver (reparem na moral.. haeuhaehuea).

Em abril, fomos a Uberlândia (uma cidade vizinha). Passeamos pelo shopping e uma hora ele comprou um livro, chamado “A arte da guerra”. Quando voltamos a normalidade (ou não) das aulas, vi-o em sua pasta. Pra variar (e pra chatear também XD) resolvi pedir-lhe emprestado. Ele, novamente, recusou meu pedido, alegando que, por ele viajar muito e estar sempre em hoteis, seria o único passatempo dele. Pedi-lhe novamente alegando devolver logo. Ele emprestou. Passei um fim de semana lendo e, na segunda (pedi num sábado) devolvi. Ele estranhou a agilidade dessa vez.

Os meses foram passando. Nessa segunda (02), tivemos a primeira aula dele do segundo semestre. A nova matéria era Windows Server 2003. Ele nos apresentou um novo livro. Brinquei com ele. Perguntei-lhe se tinha outro livro da mesma matéria e ele disse que não.

– Ah, esse aqui serve! – disse eu, colocando o livro na pasta.
– Não, eu preciso desse aí pra montar os slides. – diz ele, desesperado, tirando o livro das minhas mãos.
– Mas, você teve um mês de férias para isso! Agora eu posso levá-lo! – Brinquei.
– Não, mas esse aqui eu vou precisar. Vou passar um material todinho pra vocês. – diz ele.

Nessa hora, ele se lembrou que tinha um livro comigo. Falei que ainda não o devolveria.

– Ok, eu não vou precisar muito dele não, eu tenho outro. Você pode ficar com ele.
Não resisti e lhe dei um abraço de felicidade e o agradeci muito. Ganhei um livro. Alguns ainda perguntam porque eu ainda sou um grande fã dele…

Me empresta sua moto?

– E ae, vamos dar um pulinho lá na casa da Carol?
– Bora, Rafael! Mas, antes eu preciso pegar minha moto ali em cima. Me dá uma carona?
– Ok, beleza, sobe aí! Em 5 segundos chegamos lá.
– Ah, vamos fazer diferente? Deixa eu pilotando ela até lá.
Peguei a moto de Rafael, ele foi na garupa e fomos até minha moto, estacionada um pouco acima. Estávamos na faculdade e iríamos para a casa de uma colega nossa.
Chegando lá, ele me pede a moto. Resolvi fazer algo diferente. Entreguei-lhe as chaves da minha moto e fui experimentar a dele. Passeamos por um tempo, ladeados, devagar, aproveitando o vento frio daquela noite.
Chegamos. Descemos e contamos as experiências passadas. A moto dele tem uma embreagem bem mais curta que a minha e parece ter um guidão mais baixo que o meu. Ele também sentiu diferença na minha moto. Perguntou porque eu usava uma embreagem tão alta e eu disse que me habituei a isso. Nunca a regulei. E nunca tive experiências com outras motos, por isso, estranhei ao dirigir a dele, mas foi legal!
Depois disso, falamos sobre outros assuntos…

A fórmula de uma boa amizade

Como já escrevi algumas vezes, não sou a melhor pessoa do mundo para falar sobre relacionamento. Afinal, não sou uma pessoa que tenha muitos amigos, tampouco sociável. Mas, isso não quer dizer que eu não possa sentir o que é uma verdadeira amizade.
Quando conversamos com uma pessoa por questões afins ou estamos perto devido à circunstância, não quer dizer que sejamos amigos. Veja um exemplo de seu ambiente de serviço ou de sua faculdade: todos ali estão pelo mesmo motivo que você, mas, quantos você confiaria algum segredo ou admitiria que é seu amigo?

Sempre enfatizamos que temos colegas e amigos, que são distintos. Colegas, como dito, são nossos companheiros de trabalho. Amigos são nossos companheiros para a vida. Para o amigo, temos aquele sentimento de amizade, de querer estar perto, de querer conversar sobre qualquer tipo de assunto (ou quase todos), querer contar um pouco da vida, compartilhar felicidades, momentos, entre outros. Com o colega, não. Queremos tê-los por perto apenas se temos interesse em algo. Tanto faz se amanhã os veremos ou não, não faz diferença.

Quando separamos os colegas dos amigos, temos a tendência de não misturá-los e, por quê? Eles não poderão se tornar nossos amigos algum dia? Os amigos não foram nossos colegas há algum tempo? Por que não tentar?

Todos nós precisamos de amigos, nossos colegas também. É interessante arrumarmos certo tempo para conversar com eles, mesmo que o assunto seja algo “sem futuro”. Já pensou quantas coisas em comum podemos descobrir? E, se a pessoa não nos agradar, tudo bem! Estamos apenas conversando, falando sobre assuntos comuns. Conversar com esses colegas quando estamos com amigos também pode ser legal para enturmá-lo. As pessoas tendem a ser amigáveis com quem não tem muita afinidade. Só assim poderão descobrir se alguma amizade nascerá ali.

Quanto aos amigos, não podemos descuidar deles. Lembram-se da história que a amizade é como uma planta, que deve ser regada sempre? As pessoas gostam de um amigo que seja educado, que seja o mais positivo possível, que ajude, que converse. Se você está num dia de mal-humor, é normal que muitos se afastem de você, não que seja pessoal. Se você começa a tratá-los mal, é pior. Um amigo não quer que você brigue sempre com ele por algo que ele não fez. Eles se decepcionam por isso. Quando estiver com algum problema pessoal, não desconte na primeira pessoa que você encontrar, ao contrário, desabafe. Tanto você quanto ela se sentirão melhor: você tirará um peso nas costas e a pessoa se sentirá feliz por ter ajudado, mesmo que em algo ínfimo.

Não estar presente apenas em horas boas é essencial. Todo mundo gosta de sorrir, de contar piada, de falar sobre algum feito, das horas de zuação, festa, saúde, riqueza, e por aí vai… Essas são as horas que menos precisamos de alguém, pois todos querem estar por perto. Quando estamos tristes, isolados, decepcionados, são as horas que mais precisamos de uma mão amiga. É quando vemos quem realmente se importa, além de nos aproximar mais.

Por eu não ser uma pessoa muito sociável, sei bem como é se sentir isolado, não é nada legal. Por isso, tento fazer com que alguns colegas meus não se sintam assim. Mesmo que eu não tenha interesse em fazer qualquer amizade, é muito bom saber que você pode fazer alguma diferença. Me sinto bem com isso. As pessoas se sentem mais a vontade para conversar, mesmo que coisa à toa. Isso é uma consequência para aumentar sua rede social (network) e melhora no seu desempenho como pessoa. Faça um teste! E tente ser o melhor, sempre.

A todos, uma ótima quinta-feira.
Dedico esse texto a um amigo que me pediu que o fizesse.
Abraço a todos!

Os pensamentos mudam

Você tem um pensamento e acredita que sempre agirá daquela forma.
Condena todos aqueles que agem ao contrário de você e tenta imaginar o que o fez agir assim.

O
tempo passa, a vida te molda, os amigos mudam, os pensamentos são
outros. Você age de uma maneira diferente do que agia, age até mesmo
como você condenava e aí, você entra em conflito com o seu eu do
passado.

Como agir? Qual o mais correto? O que te fez mudar daquele jeito? Qual a melhor forma para se continuar seguindo?

Viva mais e pense um pouco menos. Seus pensamentos moldam sua vida, mas sua forma de viver molda seus pensamentos.

Amizade por exclusão

Essa semana nós comemoramos o dia da amizade (terça-feira, 20).
Normalmente, eu passo esse dia com meus amigos virtuais, mas, esse ano,
passei na casa de alguns amigos… não foi aquela coisa de “abraço
sentimental” ou “choros com momentos marcantes da nossa vida”, nem nada.
Passamos o dia como sempre passamos qualquer outro: conversando,
debatendo e “dando cortes” um no outro, mas, foi legal. Mas, não é sobre
isso que eu quero falar e sim, sobre a dificuldade que nós tímidos
temos para fazer novos amigos.



De qual tipo de pessoa você preferiria ser amigo? Daqueles bem
extrovertidos que adoram conversar com todos, festeiros e que sempre
estão de bem com todo mundo ou daqueles mais tímidos, calados, que preferem
ouvir a falar? Pois bem, não adianta querermos que nossos amigos sejam sempre como nós, pensem como nós ou ajam como nós, isso não existe. Não há porque achar que eles devam mudar pela gente e nem nós deveremos nos mudar por eles, devemos nos respeitar, pois é isso que a amizade prega. Ter amigos sempre é bom, compartilhar momentos e enfrentar desafios. Mas, e aqueles que não conseguem começar uma conversa?


Um tímido gosta de ser educado com as pessoas e conhecer novos amigos, mas, a vergonha pode impedi-lo. Ele pode se sentir acanhado de puxar assunto com quem se senta ao seu lado e ter medo da forma que age com determinada situação nova. Além disso, procurar um papo legal que não deixe qualquer um dos dois de mal jeito, pode se tornar um desafio para o nosso heroi introvertido. A dificuldade se torna ainda maior quando são adicionadas muitas pessoas que ele não conhece numa mesma roda.

Bem, contemos meu caso. Na sexta-feira, estava numa roda com meu primo e mais duas amigas dele. Outra prima nossa, também estava. Eu não conhecia qualquer uma das duas, mas elas se empolgaram com meu primo, pois não o viam há muito tempo. Como eu nunca tive contato com elas e sabendo que eu não sou muito bom com palavras ditas, fiquei apenas prestando atenção na conversa deles, mesmo que isso não seja educado. Essa não foi a primeira vez que algo assim me ocorreu. Já aconteceu muitas outras vezes quando eu conhecia apenas uma das pessoas na roda. Não acredito que seja muito fácil se enturmar.

O problema encontrado é a dificuldade em se relacionar com pessoas desconhecidas. Primeiro, assunto não é nosso forte, já que precisamos encontrar algo em comum. Segundo, a pessoa tem por tendência não te dar muita moral, se há outras pessoas que ela conheça mais e você é o estranho por ali. Não é questão de ter medo quanto ao que as pessoas pensarão, nem se elas não te tratarão bem, é questão de não conseguir um momento para tomar um pouco de atenção na dose certa.

No caso das meninas, eu não cheguei a ser o único excluído: minha prima também foi, mesmo sabendo que ela as conhecia. Foi legal, pois resolvemos xeretar um pouco da conversa deles e rir um pouco do que falavam. O divertido foi que passamos o tempo inteiro rindo, despreocupados se estávamos ou não sendo excluídos. Aquilo foi bom para nosso ego e também para (pelo menos) a minha imagem como amigo, já que, quando você demonstra positividade, acaba ganhando pontos em relação às outras pessoas.

Entre os tantos amigos que eu tenho, eu prefiro esses que se excluem socialmente. Amigos que eu aprendi a dar mais valor, exatamente por não terem tantos amigos. Tanto com meus amigos reais ou virtuais, eu troco experiências de vida e descubro certos macetes para driblar estes obstáculos. Quer algo melhor que isso para enfrentar a timidez?

Todos dizem que devemos enfrentar a timidez de frente, passando por situações constrangedoras. Pra mim, isso sempre me gerou certo trauma por determinado acontecimento, pois você se sente obrigado a enfrentar determinada situação sem qualquer preparo. Quando você conta com amigos semelhantes a você, ameniza a situação e torna-se mais fácil enfrentá-la. O melhor mesmo é ouvir o seu próprio coração e lutar contra seus obstáculos da forma em que achar melhor.

Esse post eu dedico a esses amigos com quem eu tanto me identifico e que me fazem ser uma pessoa melhor a cada dia, por me respeitarem e por permitirem que eu seja quem eu sou. Aos tímidos, meus desejos de muita sorte para encontrar grandes amigos. E, quem se identificou com o texto, não hesitem em deixar um comentário.

Abraços a todos e um ótimo fim de sábado.

Diferença musical



É fato que ninguém tem o mesmo gosto que ninguém. O que diríamos para a música, que tem um cenário tão amplo por aí? É comum ouvirmos coisas do tipo “você gosta disso?” ou “isso é pra criança” quando um de nossos gostos não são os mesmos de outra pessoa. Ao invés de criticar o gosto, não é muito mais fácil de dizer que não gosta e ponto final?
É comum todo mundo dizer que o seu gosto é bom e que pessoas com gostos parecidos tenham “bom gosto” musical. Claro, é de se esperar. Um fã jamais defenderia um cantor que ele não gosta, apenas seus ídolos. Mas, passa a ser um problema quando o artista é, simplesmente, rebaixado.
Ninguém é obrigado a gostar de um cantor, mas, deve-se respeitar o gosto dos outros, afinal, cada um tem o seu.

Ecléticos são pessoas que têm um gosto bastante variado, não pessoas que curtem todo tipo de música. Para elas, é mais fácil aceitar o que os outros escutam. Se ela passa a não ter preconceitos quanto a cantor algum, acabam por descobrir várias músicas.

Em relação aos artistas, às vezes, alguns escolhem o single errado. Escolhem uma música que passa a ser modinha e várias pessoas não gostam dele por uma simples música e ignoram qualquer outra música que ele tenha criado ou que ele vá criar. É interessante como as pessoas preferem viver em seu singelo círculo musical.

Muitas pessoas também reclamam das músicas de hoje: “não há rock como o de antigamente” e abominam quando seu próprio ídolo muda um pouco seus estilos musicais ou não atendem às expectativas. Já pensou se todas as músicas e bandas tivessem o mesmo toque, o mesmo estilo? Você aguentaria ficar em um show com músicas apenas dançantes, o tempo todo? E por que não apoiar seu artista que resolveu fazer uma inovação?

Como dito, você não precisa gostar de tudo o que vê pela frente, mas, não deve julgar apenas porque ouviu uma música ou uma vez, apenas. Lembre-se: a crítica construtiva pode ajudar um cantor a crescer, mas isso não te faz um crítico automaticamente.

Humilhemos o mais fraco

Robert tem muitos amigos, mas para ele nada disso importa.
O que importa é o prazer de comentar casos alheios para se sentir bem e gerar risos em outras pessoas, não importa o quanto isso fira os sentimentos de uma pessoa.
O que é mais importante? Ser bastante popular, ter várias pessoas que te admiram e você só falar mal das costas dela ou ser mais simples, humilde e, verdadeiramente, conquistar seus amigos?

O que Robert quer é ser mais que todo mundo. Faz questão de mostrar tudo que sabe e sempre ouvir coisas do tipo: “Robert é o cara”. Quer que as pessoas dependam dele e o que ele faz? Sempre diz coisas legais a essa pessoa, diz o quanto ela está bonita, que ela é inteligente e que não é só ele quem consegue fazer esse tipo de coisa, nem que é algo tão difícil. Ou seja, elogia todas as pessoas que o elogiam e trata seu trabalho apenas como outra coisa simples que qualquer um seja capaz de fazer. Mas, e quando ele está longe? Prefere falar mal de outras pessoas, explicitar os defeitos delas para que todos possam rir e se sentir importante por todo mundo depender dele. Isso é bom? Já que ele age assim com todos, é normal que as pessoas se afastem sentimentalmente dele e apenas demonstre interesse por seus serviços, afinal, ele é o “bonzão” em tudo e, se todos dependem dele, vamos depender dele também.

Isso pode gerar certa revolta por parte de Robert: “As pessoas pedem, pedem e pedem e, na hora de retribuir, fazem pouco caso. Quando nós erramos, também é motivo para eles apontarem sempre algum defeito. Não farei mais nada por ela.” e é assim que funciona: caras como Robert preferem demonstrar ótimo serviço, fazem das pessoas dependentes e exigem algum tipo de retribuição prestativa. Não basta apenas retribuir, tem que mostrar serviço. E, quanto àquele simples humilde que não sabe tanto quanto Robert, mas que tenta ajudar aos outros como podem,  Robert deve humilhá-lo para que ele sempre se sinta inferior, pois nada pode ferir sua popularidade.

O humilde sempre será aquele cara que gosta de ajudar aos outros, não pelo reconhecimento, mas para se sentir melhor, pelo prazer em ser útil em algo. Não questiona e não humilha e, quando recebe um agradecimento, se mostra satisfeito de seu próprio trabalho. Pode ser que nem sempre esteja disponível ou não esteja muito preparado para tal, mas não faz questão de humilhar os outros por alguma coisa que ele não sabe fazer ou pelos defeitos e não importa se tem tantos ou poucos amigos, na verdade, esses poucos amigos que lhe fazem ser uma pessoa com um grande caráter que ele tem.

E aí eu pergunto: Ser o tal Robert é ser, realmente o legalzão da galera?

Abraços a todos e uma ótima noite de terça.

Todo nerd merece um cantinho para chamá-lo de seu

Habitación Virtual

Todo nerd necesita una habitación para llamarla de suya