1 minuto com Deus

George Tomas, um pregador
Inglês, apareceu um dia em sua pregação carregando uma gaiola e a colocou no
púlpito, começou a falar.

 

‘Estava andando pela rua
ontem, e vi um menino levando essa gaiola com 3 pequenos passarinhos dentro com
frio e com medo.

Eu perguntei:

– Menino o que você vai
fazer com esses passarinhos?

Ele respondeu:

– Levá-los para casa
tirar as penas e queimá-los, vou me divertir com eles.  

– Quanto você quer por
esses passarinhos menino?

O menino respondeu:

– O senhor não vai querê-los!
Eles não servem para nada. São feios!

O pregador os comprou por
10 dólares! E os soltou em uma árvore!

 

Um dia Jesus e Satanás
estavam conversando e Jesus perguntou a satanás o que ele estava fazendo para
as pessoas aqui na terra.

Ele respondeu:

– Estou me divertindo com
elas, ensino a fazer bombas e a matar, a usar revolver, a odiar umas a outras,
a casar e a divorciar, ensino a abusar de criancinhas, ensino os jovens a usar drogas, a beber e fazer tudo o que não se deve e que os conduzirá a maldição futura!

– Estou me divertindo
muito com eles!

Jesus perguntou:

– E depois, o que você
vai fazer com eles?

– Vou matá-los e acabar
com eles!

Jesus perguntou:

– Quanto você quer por
eles?

Satanás respondeu:

– Você não vai querer
essas pessoas, elas são traiçoeiras, mentirosas, falsas, egoístas e avarentas!

– Elas não vão te amar de
verdade, vão bater e cuspir no Teu rosto, vão te desprezar e nem vão levar
em consideração o que você fizer!

– Quanto você quer por
elas satanás?

– Quero toda a tua
lágrima e todo o teu sangue!

– Trato feito!

E Jesus pagou o preço da
nossa liberdade!  

 

Como nós podemos nos
esquecer de Jesus! Acreditamos em tudo o que nos ensina, mas sempre questionamos as coisas que vêm de Deus! Todos querem um dia estar com Deus, mas não querem conhecê-lo! E amá-lo!  Muitos dizem: Eu acredito em Deus, (Satanás também!), mas não fazem nada por Ele!

Falando sobre Amizade

Amizade não se vende nem se compra, se conquista!

Serapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade. Ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira lata branco e preto que atendia pelo nome de Malhado. Serapião não pedia dinheiro. Aceitava sempre um pão, uma banana, um pedaço de bolo ou um almoço feito com sobras de comida dos mais abastados. Quando suas roupas estavam imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma caridosa. Mudava a apresentação e era alvo de brincadeiras. Serapião era conhecido como um homem bom, que perdera a razão, a família, os amigos e até a identidade. Não bebia bebida alcoólica, estava sempre tranquilo, mesmo quando não havia recebido nem um pouco de comida.

Dizia sempre que Deus lhe daria um pouco na hora certa e, sempre na hora que Deus determinava, alguém lhe estendia uma porção de alimentos. Serapião agradecia e rogava a Deus pela pessoa que o ajudava. Tudo que ganhava, dava primeiro para o malhado, que, paciente, comia e ficava a esperar por mais um pouco. Não tinha onde dormir, onde anoiteciam, lá dormiam.

Quando chovia, procuravam abrigo embaixo da ponte do ribeirão Bonito e, ali o mendigo ficava a meditar, com um olhar perdido no horizonte. Aquela figura me deixava sempre pensativo, pois eu não entendia aquela vida vegetativa, sem progresso, sem esperança e sem um futuro promissor que Serapião levava. Certo dia, com a desculpa de lhe oferecer umas bananas fui bater um papo com o velho Serapião. Iniciei a conversa falando do Malhado, perguntei pela idade dele, o que Serapião, não sabia. Dizia não ter idéia, pois se encontraram um certo dia quando ambos andavam a toa pelas ruas.

– Nossa amizade começou com um pedaço de pão – disse o mendigo.
Ele parecia estar faminto e eu lhe ofereci um pouco do meu almoço e ele agradeceu abanando o rabo, e daí, não me largou mais. Ele me ajuda muito e eu retribuo essa ajuda sempre que posso.
– Como vocês se ajudam? Perguntei.
– Ele me vigia quando estou dormindo; ninguém pode chegar perto que ele late e ataca. Também quando ele dorme, eu fico vigiando para que outro cachorro não o incomode.

Continuando a conversa, perguntei:
– Serapião, você tem algum desejo de vida?
– Sim, respondeu ele – tenho vontade de comer um cachorro quente, daqueles que a Zezé vende ali na esquina.
– Só isso? Indaguei.
– É, no momento é só isso que eu desejo.
– Pois bem, vou satisfazer agora esse grande desejo. Saí e comprei um cachorro quente para o mendigo. Voltei e lhe entreguei.

Ele arregalou os olhos, deu um sorriso, agradeceu a dádiva e em seguida tirou a salsicha, deu para o Malhado, e comeu o pão com os temperos.
Não entendi aquele gesto do mendigo, pois imaginava ser a salsicha o melhor pedaço.
– Por que você deu para o Malhado logo a salsicha? – Perguntei intrigado.
Ele, com a boca cheia, respondeu:
– Para o melhor amigo, o melhor pedaço.

E continuou comendo, alegre e satisfeito. Despedi-me do Serapião, passei a mão na cabeça do Malhado e saí pensando com meus botões: Aprendi alguma coisa hoje.

Como é bom ter amigos. Pessoas em que possamos confiar. E saber reconhecer neles o seu real valor, agindo em consonância. Por outro lado, é bom ser amigo de alguém e ter a satisfação de ser reconhecido como tal.

Jamais esquecerei a sabedoria daquele eremita:
“PARA O MELHOR AMIGO, O MELHOR PEDAÇO”.

Das vantagens de ser bobo

O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir, tocar
no mundo.
O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por
duas horas. Se perguntado
por que não faz alguma coisa, responde:
“Estou fazendo, estou pensando”.

Ser bobo às vezes oferece um mundo
de saída porque os espertos só se lembram de
sair por meio da
esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a idéia.
O
bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não vêem. Os
espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se
descontraem diante dos bobos, e estes os vêem como simples pessoas
humanas.

O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver.
O bobo
parece nunca ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um
Dostoievski.
Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo,
confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado
de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso
porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o
aparelho sem vê-lo sequer.
Resultado: não funciona.

Chamado um
técnico, a opinião deste era que o aparelho estava tão estragado que o
concerto seria caríssimo: mais vale comprar outro.
Mas, em
contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e,
portanto estar tranqüilo.
Enquanto o esperto não dorme à noite com
medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo
não percebe que venceu.

Aviso: não confundir bobos com burros.
Desvantagem:
pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas
que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: “Até tu,
Brutus?”

Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!
Os bobos,
com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu.
Se Cristo
tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.

O bobo é sempre tão
simpático que há espertos que se fazem passar por bobos.
Os espertos
ganham dos outros. Em compensação, os bobos ganham a vida.
Bem-aventurados
os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás,
não se
importam que saibam que eles sabem.

Há lugares que facilitam mais as
pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro,
com tolo, com
fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem
por
não nascer em Minas!

Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando
por cima das casas.
É quase impossível evitar excesso de amor que o
bobo provoca.
É que só o bobo é capaz de excesso de amor.
E só o
amor faz o bobo.

Clarice Lispector

De qual grupo você faz parte? Dos 5%?

Quando eu estava fazendo primeiro ano de faculdade, minha professora Maria Tereza, em sua primeira aula, nos apresentou um texto que fala sobre os melhores da turma. O texto, exatamente, se refere que apenas uma pequena porcentagem (no caso, 5) se destaca (independente de qual lugar seja).

Pois bem, aquele foi um texto que ficou na cabeça de muitos e vimos que, realmente, as coisas funcionam assim. No primeiro ano, nós éramos 55. Agora, no último, da mesma turma, somos 13 (há os outros que entraram logo após mas não fizeram parte da turma original). Muitos desistiram, outros repetiram, outros mudaram de curso, de cidade, enfim.

Tudo bem que 13 é, mais ou menos 23% do que éramos, mas é interessante (e lastimável) ver como nossa turma foi diminuindo gradativamente (55 no primeiro, 45 no segundo, 14 no terceiro e agora 13).

O texto segue abaixo, vale a pena conferi-lo.

Os 5% que fazem a diferença

Um velho professor entrou na sala e imediatamente percebeu que iria ter trabalho para conseguir silêncio. Com grande dose de paciência tentou começar a aula pedindo um pouco mais de silêncio, mas ninguém daquela turma se preocupou em atendê-lo.

Com certo constrangimento, o professor tornou a pedir silêncio educadamente. Não adiantou muito, pois os alunos ignoraram a solicitação e continuaram firmes com a animada conversa dentro da sala de aula. Foi aí que o velho professor perdeu a paciência e decidiu tomar uma atitude mais drástica.

– Agora prestem atenção, porque eu vou falar isso uma única vez – disse, levantando a voz e um silêncio carregado de culpa se instalou em toda a sala e o professor continuou.

– Desde que comecei a lecionar, isso já faz muito anos, descobri que nós professores, trabalhamos apenas 5% dos alunos de uma turma. Em todos esses anos observei que de cada cem alunos, apenas cinco são realmente aqueles que fazem alguma diferença no futuro; apenas cinco se tornam profissionais brilhantes e contribuem de forma significativa para melhorar a qualidade de vida das pessoas. Os outros 95% servem apenas para fazer volume; são medíocres e passam pela vida sem deixar nada de útil.

– O interessante, é que esta porcentagem vale para todo o mundo. Se vocês prestarem atenção, notarão que de cem professores, apenas cinco são aqueles que fazem a diferença; de cem garçons, apenas cinco são excelentes; de cem motoristas de táxi, apenas cinco são verdadeiros profissionais; e podemos generalizar ainda mais: de cem pessoas, apenas cinco são verdadeiramente especiais.

– É uma pena muito grande, não termos como separar estes 5% do resto, pois se isso fosse possível, eu deixaria apenas os alunos especiais nesta sala e colocaria os demais para fora, então teria o silêncio necessário para dar uma boa aula e dormiria tranquilo, sabendo ter investido nos melhores.

– Mas, infelizmente, não há como saber quais de vocês são estes alunos. Só o tempo, será capaz de mostrar isso. Portanto, terei de me conformar e tentar dar uma aula para os alunos especiais, apesar da confusão que estará sendo feita pelo resto. Claro que cada um de vocês, sempre pode escolher a qual grupo pertencerá. Obrigado pela atenção e vamos à aula de hoje.

Não é preciso dizer, que o silêncio que ficou na sala e o nível de atenção que o professor conseguiu após aquele discurso foi devastador. Aliás, essa observação, tocou fundo em todos aqueles alunos, pois a partir dali, aquela turma teve um comportamento exemplar, em todas as aulas.

Hoje, certamente há muitos que não lembram muita coisa destas aulas, mas a observação do professor, essa nunca mais esquecerão. Aquele professor foi um dos 5% que fizeram a diferença na vida de muitos. De fato, podemos perceber que ele tinha razão e desde então, a maioria de seus alunos, fizeram de tudo para ficar sempre no grupo dos 5%, mas, como ele disse, não haveria como saber quem estava indo bem ou não; só o tempo mostraria a qual grupo cada um pertenceria no futuro próximo.

A pergunta persiste: Você faz parte do grupo dos 5% ?”

Uma ótima semana a todos.

28 dicas de como escrever melhor

Essa aqui foi tirada do blog do meu professor Baciotti, que tirou de outro lugar na internet, vai se saber onde. As dicas trazem de forma, cômica, dicas de como se escrever bem. Gosto deste tipo de linguagem, é mais fácil de memorizar.

  1. Vc. deve evitar abre., etc.
  2. Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente
    rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos copidesques.
    Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo
    narcisístico.
  3. Anule aliterações altamente abusivas.
  4. “não esqueça das maiúsculas”, como já dizia dona loreta, minha professora lá no colégio alexandre de gusmão, no ipiranga.
  5. Evite lugares-comuns assim como o diabo foge da cruz.
  6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
  7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
  8. Chute o balde no emprego de gíria, mesmo que sejam maneiras, tá ligado?
  9. Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa merda.
  10. Nunca generalize: generalizar, em todas as situações, sempre é um erro.
  11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma
    palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra
    repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
  12. Não abuse das citações. Como costuma dizer meu amigo: “Quem cita os outros não tem idéias próprias”.
  13. Frases incompletas podem causar
  14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas
    diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em
    outras palavras, não fique repetindo a mesma idéia.
  15. Seja mais ou menos específico.
  16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!
  17. Em escrevendo, não se esqueça de estar evitando o gerúndio.
  18. A voz passiva deve ser evitada.
  19. Use a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente será que ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação
  20. Quem precisa de perguntas retóricas?
  21. Conforme recomenda a A.G.O.P., nunca use siglas desconhecidas.
  22. Exagerar é cem bilhões de vezes pior do que a moderação.
  23. Evite mesóclises. Repita comigo: “mesóclises: evitá- las-ei!”
  24. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
  25. Não abuse das exclamações! Nunca! Seu texto fica horrível!
  26. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a
    compreensão da idéia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem
    mais de uma idéia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo
    acessível, forçando, desta forma, o pobre leitor a separá-la em seus
    componentes diversos, de forma a torná-las compreensíveis, o que não
    deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que
    devemos estimular através do uso de frases mais curtas.
  27. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língüa portuguêza.
  28. Seja incisivo e coerente, ou não.

Descobrindo o mundo de Nárnia

Nunca fui muito fã de ler, nunca mesmo. Lia sempre o que achava necessário, como informações úteis, uma coisa ali ou aqui ou piadinha de blog, coisas do gênero. O último livro que havia lido fora “Helena” de Machado de Assis (há quase 3 anos, nem me lembro da história).

Mas, nos últimos dias, com essa febre de Crepúsculo e Harry Potter (ele já foi mais), resolvi dar umas passeadas pelos livros do Submarino, quando encontro um leão na capa que me chama a atenção (não, não estou falando daquele da declaração de impostos, ou qualquer coisa do tipo), estou falando de “As crônicas de Nárnia”.

A primeira coisa que me chamou a atenção foi o “Volume único”, que eu ainda não tinha certeza do que era (não, não estou falando que não sabia que aquilo era um único volume, mas queria saber porque ele o era, entende? Não? Então não me peça explicações). Quando pesquisei mais a fundo, percebi que a série tem 7 volumes, escritos em uma ordem totalmente estranha.

Sim, alguns podem até dizer que conhece, já que a obra tem (mais ou menos) sessenta anos de existência, entretanto, eu só descobri agora (descobri a América, pessoal, que emoção!). Resolvi começar pela ordem cronológica das históricas (o livro tem duas ordens de leitura, a de publicação e a cronológica, qualquer uma é recomendada). Então, li o primeiro livro “O sobrinho do mago” em 4 horas (isso num sábado, a noite). Depois resolvi ler “O leão, a feiticeira e o guarda-roupa” no mesmo dia em que vi o filme.

Confesso que, apesar da história infantil, o livro me prendeu bastante, a ponto de eu querer ler os outros. O livro conta sobre um mundo que coisas fantásticas aconteciam, mas é contado de uma forma em que você consegue se prender. Percebi que não estou tão velho para ler esse tipo de história (é bom soltar a criança que há em nós).

A série é uma obra de C.S. Lewis e já possui 2 filmes (o terceiro promete sair no fim deste ano).
E você? Lê algum livro?

Pitty – Todos estão mudos

Já não ouço mais clamores
Nem sinal das frases de outrora
Os gritos são suprimidos
O corvo diz: “Nunca mais!”

Não parece haver mais motivo
Ou coragem pra botar a cara pra bater
Um silêncio assim pesado
Nos esmaga cada vez mais

Não espere, levante!
Sempre vale a pena bradar
É hora!
Alguém tem que falar

Alguém tem que falar

Há quem diga que isso é velho
Tanta gente sem fé num novo ar
Mas existe o bom combate
É não desistir sem tentar

Não espere, levante!
Sempre vale a pena bradar
É hora!
Alguém tem que falar.

A fruta mineira

“Viajei para Frutal-MG e eu chamo de ‘A fruta mineira’, porque era aniversário da minha prima (…) e lá comemos galinhada (com galinha).”

10 anos depois, estou eu citando a mim mesmo da vez em que fui para a cidade de Frutal (MG), localizada no triângulo mineiro. Foi toda uma excursão para lá, num ônibus, onde fomos em família (e isso inclui meus pais, primos e minha avó).

Como minha família é parte formada por evangélicos, o evento aconteceu num sítio nomeado de “Sítio Canaã da Assembleia de Deus”. Como eu me lembro disso? Eu não sei! E lá, chegamos até que cedo para curtirmos um pouco do sítio. Claro eu, como uma boa criança, fui me divertir ali naquela área de chão batido, mas que continha um barracão próprio para festas, cultos e etc.

A aniversariante do dia estava fazendo 15 anos, o famoso ‘baile de debutante’. Foi uma festa bonita, com direito a orações, homenagens e, sim! Lá tinha galinhada com galinha!

O lugar era bem bonito mas, com certeza, eu não me lembro de tantos detalhes. Afinal, eu só tinha 10 anos e ainda estudava na segunda parte do Ensino Fundamental (também conhecido como 5ª série).

E era isso!

O Peso do meu Chão

Eu sou apenas a sombra de um passado que carrego em minhas costas por onde passo. Um recordista em ausências e mestre em sobreviver com o pouco que me resta. O Brasil, esse gigante de memórias longas, parece não ter reservado um espaço em seu futuro.

Vivo no abismo de uma linha que divide o mundo entre os que têm e eu. Olho para a vitrine e o que vejo não é um objeto de desejo, mas o espelho da minha própria autoestima ferida. É o nó na garganta de precisar e nada encontrar, senão o vazio.

Ao meu redor, a casa é cheia de vozes. Meus filhos são a riqueza que o meu bolso não conhece; neles deposito o amor que não supre a ausência do dinheiro. Amanheço antes do sol, gasto a sola do sapato e a esperança atrás de um sustento que nunca vem. Bato em portas que não se abrem e sinto o gosto amargo do abandono de quem deveria olhar por nós.

Dói ver que, no dia da urna, a mão que sofre é a mesma que esquece. Elegemos os mesmos fantasmas, vestimos as mesmas promessas e o ciclo se fecha como uma armadilha. Sinto que o amanhã é apenas uma cópia desgastada de hoje, gerando mais escassez e mais uma vez o silêncio de uma noite mal-dormida.

Falta atitude. De quem nos lidera, sim, mas também sinto falta de um grito que finalmente nos liberte desse mesmo modo de existir. Enquanto isso, fico aqui, me equilibrando entre o sobreviver e o querer ser.

Teias de aranha por aqui

É muito bom poder escrever e ver como a gente evolui (ou não) em pensamentos, em redação e etc. Também é bacana contarmos a nós mesmos (o eu do passado contar para o eu do presente) o que estava pensando no momento. Como fomos nós mesmos, sabemos exatamente o que estavámos pensando e sentindo, não é o mesmo que contar para alguém.

Bem, agora o que estou fazendo por agora? Último ano de faculdade, preciso fazer o projeto final, estágio e estudar para as outras nove matérias que temos. Sem contar que isso é só a noite e fins de semana, porque (junto e sem acento por não ser pergunta e não estar perto de ponto nem ser substantivado) no resto do tempo estou no trabalho, mas, não quero deixar isso de lado, isso é algo pessoal, é algo onde possa me expressar.

Sempre vi como um ponto positivo a troca de experiências, não aquilo de sanguessuga (sangue-suga/ sangue suga/ çangue çuga), em que apenas um tenta obter êxito em cima dos outros, não está certo, mas enfim…

Bem, tenho um monte de coisas pra postar aqui, então continuemos, né? Até porque tô inspirado! (Na verdade tô é com sono, mas parece que meu cérebro só funciona assim, enfim…)

Espero que todos tenham uma ótima segunda, terça, quarta e quinta. Sexta não, porque aí é demais.

Quando o Silêncio Acolhe

Às vezes, no meio da pressa do mundo, tudo o que precisamos é de um instante de pausa — um lugar onde a alma possa respirar. Se você chegou até aqui, espero que este momento seja exatamente isso: um pequeno refúgio. Quero que saiba que, mesmo sem conhecer sua história, torço para que hoje tenha sido gentil com você, ou ao menos que agora comece a ser.

Há dias em que o coração pesa mais do que deveria, e outros em que ele parece leve como brisa. Em qualquer um desses dias, você merece cuidado, merece descanso, merece sentir que existe beleza ao seu redor. Que você encontre serenidade nas pequenas coisas, e que elas te lembrem de que há sempre algo bom esperando para florescer.

E enquanto você segue seu caminho, desejo que a vida te trate com delicadeza. Que seus passos sejam firmes, que seus sonhos encontrem espaço para crescer, e que você nunca se esqueça de que merece o melhor. Que este texto te abrace por dentro e te lembre: você importa, e o mundo fica mais bonito quando você se cuida.

De volta a 1991

Guns N’ RosesDon’t Cry

Bananarama Long Train Running

Pearl JamEven Flow

QueenHeadlong

Metallica The Unforgiven

U2 One

Michael JacksonBlack or White

Linguagem, Língua e Fala

Comunicar é o ato de tornar comum, conhecido. Toda vez que tornamos algo comum, conhecido por alguém, estamos realizando um ato de comunicação. Várias linguagens podem ser utilizadas para exercermos atos de comunicação: a linguagem dos surdos-mudos, o código Morse, as placas e os sinais de trânsito, etc.

Linguagem é todo sistema de sinais convencionais que nos permite realizar atos de comunicação. De acordo com o sistema de sinais que utiliza, a linguagem pode ser:

Verbal – aquela cujos sinais são as palavras. A língua que você usa para atos de comunicação é linguagem verbal. A palavra verbal provém do latim verbalis, que, por sua vez, vem de verbum, que significa palavra.

Não verbal – aquela que utiliza outros sinais que não as palavras. Os sinais empregados pelos surdos-mudos para efeito de comunicação constituem, portanto, um tipo de linguagem não verbal. Da mesma forma, o conjunto dos sinais de trânsito utilizados para orientar os motoristas e as bandeiras que orientam os pilotos em corridas de automóveis constituem um tipo de linguagem não verbal.

Sem dúvida alguma, a linguagem que mais utilizamos para praticar atos de comunicação é a língua. A língua é a linguagem que usa a palavra como sinal de comunicação. Trata-se de um sistema de natureza gramatical, pertencente a um grupo de indivíduos formado por um conjunto de sinais (as palavras) e por um conjunto de regras para sua combinação. É, portanto, uma instituição social de caráter abstrato, exterior ao indivíduo que a utiliza, que somente se concretiza através da fala, que é um ato individual de vontade e inteligência.

Dessa forma, a língua possui um caráter social: ela é patrimônio de toda uma coletividade. (Por exemplo, a língua portuguesa é patrimônio de toda a comunidade de falantes da língua portuguesa e só a comunidade pode agir sobre ela). Entretanto, cada membro da comunidade pode usar a língua de forma particular, criando, assim, a fala.

Língua – é o conjunto de sinais baseados em palavras.

Também não devemos confundir língua com escrita, já que são dois sistemas distintos. A escrita representa um estágio posterior de uma língua, tanto que muitas pessoas utilizam a língua sem saber utilizar sua forma escrita (por exemplo, os analfabetos). Há, ainda, muitas línguas ágrafas, isto é, que não são representadas por nenhuma forma de escrita.

Embora todos no Brasil falem o português, existem usos diferentes dessa língua em decorrência de inúmeros fatores, entre os quais destacamos os seguintes:

Fatores regionais – você já deve ter percebido que o português falado no Sul do país difere do português falado no norte. Mesmo dentro de uma mesma região, encontram-se variações no uso da língua.

Fatores culturais – o grau de escolaridade e a formação cultural do indivíduo são também fatores que determinam usos diferentes da língua. Uma pessoa escolarizada utiliza a língua de maneira diversa da pessoa que não teve acesso à escolarização formal.

Fatores contextuais – um mesmo falante altera o registro de sua fala de acordo com a situação em que se encontra. Numa roda de amigos em que se discute futebol, o falante utiliza a língua de maneira diversa daquela que utilizaria ao solicitar um emprego numa empresa. Por outro lado, a forma oral geralmente se caracteriza por uma maior espontaneidade do que a forma escrita.

Fatores naturais – o uso da língua pelo falante sofre influência de fatores naturais, tais como sua idade e sexo. Uma criança não utiliza a língua da mesma forma que um adulto, daí falar-se em linguagem infantil e linguagem adulta.

Níveis de Linguagem – Em decorrência do caráter individual da fala, podemos observar vários níveis, também chamados níveis de linguagem ou registro:

Nível coloquial-popular: é a fala que a maioria das pessoas utiliza no seu dia a dia, sobretudo nas situações informais. Caracteriza-se pela espontaneidade; ou seja, quando empregamos um nível coloquial popular, não estamos preocupados em saber se aquilo que falamos está de acordo ou não com as normas estabelecidas pelas convenções que sustentam o uso formal.

Nível formal-culto: é o nível de fala normalmente utilizado pelas pessoas em situações formais, bem como pela grande maioria dos órgãos de imprensa. Caracteriza-se por um cuidado maior com o vocabulário e pela obediência às regras que estabelecem o uso padrão.

É claro que existem outros níveis de fala além do coloquial-popular e do formal-culto. A fala que alguns profissionais, como advogados e economistas, utilizam no exercício de suas atividades corresponde a um nível chamado profissional ou técnico.

A utilização da língua com finalidade expressiva pelos artistas da palavra (poetas e romancistas, por exemplo) corresponde a um nível chamado artístico ou literário.

Referência:
Português: Linguagens
Autores: William Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães
Vol. Único — Editora Atual
Comunicação e Língua Portuguesa Linguagem, língua, fala

Ronaldinho Soccer 97

Um jogo de futebol nunca foi um atrativo pra mim. Ok, eu brincava na rua e também cheguei a frequentar uma escolinha na minha infância, mas de todos os esportes, esse eu só praticava com pouca vontade, nada que fosse meu esporte favorito.

No video game não era diferente. Evitava alguns jogos, mas brincava com eles pela diversão de brincar com os amigos. Nada de mais.

Aí foi só um cara pegar um jogo de futebol famoso, dublá-lo e colocar o nome de Ronaldinho que eu fui me apaixonar. A propósito, a edição que eu tinha de fita era a “Ronaldinho Campeonato Brasileiro 98”, ambas com uma narração muito portunhol.

O pior é que, escrevendo este post, até deu vontade de jogá-lo de novo.

Ronaldinho era um jogo de super nintendo que, não bastasse o mal português, ainda falava “Lariatana” (ou algo assim) quando a bola saía pela lateral.

No jogo, a gente podia até personalizar a roupa da cor que a gente queria, colocar regras, participar de campeonatos, copas, treinos e tudo isso digitando passwords imensos, porque não tinha save nele. Ah, e quando um jogador fazia 3 gols, você ainda era homenageado com um telão.

Ronaldinho Soccer, um jogo hackeado de super nintendo que fazia sucesso com a garotada.

Ah, e ainda dava pra escolher times brasileiros de futebol.

Troféu “Quarto Virtual” 2009

Tais como prêmios importantes como Oscar, Grammy e Troféu Imprensa do SBT, criamos agora o Troféu “Quarto Virtual” 2009. Neste post, iremos premiar apenas posts feitos em 2009. Também teremos as categorias de premiar melhor livro, melhor música, melhor jogo e etc. Então, vamos começar elencando a partir das 14 categorias do blog.

Atualização: quando este post foi feito, ainda não havíamos definido um nome para as categorias e o nome do blog ainda não havia sido batizado como “Quarto Virtual”. Atualizamos os posts após isso.

Categoria: Connection

Categoria: Degustação

Categoria: Estante

Categoria: Fones

Categoria: Iluminar

Categoria: Joystick

Categoria: Lápis e Borracha

Categoria: Move It

Categoria: Primer Player

Categoria: Sunshine

Categoria: Treasure

Categoria: Watching

Categoria: XP

Categoria: Zero e Um

O enfermeiro – Machado de Assis

Chegando à vila, tive más notícias do coronel. Era homem insuportável, estúrdio, exigente, ninguém o aturava, nem os próprios amigos. Gastava mais enfermeiros que remédios. A dous deles quebrou a cara. Respondi que não tinha medo de gente sã, menos ainda de doentes; e depois de entender-me com o vigário, que me confirmou as notícias recebidas, e me recomendou mansidão e caridade, segui para a residência do coronel.

Achei-o na varanda da casa estirado numa cadeira, bufando muito. Não me recebeu mal. Começou por não dizer nada; pôs em mim dous olhos de gato que observa; depois, uma espécie de riso maligno alumiou-lhe as feições, que eram duras. Afinal, disse-me que nenhum dos enfermeiros que tivera prestava para nada, dormiam muito, eram respondões e andavam ao faro das escravas; dous eram até gatunos!

— Você é gatuno?

— Não, senhor.

Em seguida, perguntou-me pelo nome: disse-lho e ele fez um gesto de espanto. Colombo? Não, senhor: Procópio José Gomes Valongo. Valongo? achou que não era nome de gente, e propôs chamar-me tão-somente Procópio, ao que respondi estaria pelo que fosse de seu agrado.

Conto-lhe esta particularidade, não só porque me parece pintá-lo bem, como porque a minha resposta deu de mim a melhor ideia ao coronel. Ele mesmo o declarou ao vigário, acrescentando que eu era o mais simpático dos enfermeiros que tivera. A verdade é que vivemos uma lua-de-mel de sete dias.

No oitavo dia, entrei na vida dos meus predecessores, uma vida de cão, não dormir, não pensar em mais nada, recolher injúrias, e, às vezes, rir delas, com um ar de resignação e conformidade; reparei que era um modo de lhe fazer corte. Tudo impertinências de moléstia e do temperamento. A moléstia era um rosário delas, padecia de aneurisma, de reumatismo e de três ou quatro afecções menores.

Tinha perto de sessenta anos, e desde os cinco toda a gente lhe fazia a vontade. Se fosse só rabugento, vá; mas ele era também mau, deleitava-se com a dor e a humilhação dos outros. No fim de três meses estava farto de o aturar; determinei vir embora; só esperei ocasião.

Não tardou a ocasião. Um dia, como lhe não desse a tempo uma fomentação, pegou da bengala e atirou-me dois ou três golpes. Não era preciso mais; despedi-me imediatamente, e fui aprontar a mala. Ele foi ter comigo, ao quarto, pediu-me que ficasse, que não valia a pena zangar por uma rabugice de velho. Instou tanto que fiquei.

Todo nerd merece um cantinho para chamá-lo de seu

Habitación Virtual

Todo nerd necesita una habitación para llamarla de suya