Ele já não tinha mais esperanças de nada. Ela também não.

Duas pessoas, dois mundos distintos, duas cabeças distantes, um mesmo motivo. Parece que ambos agora se ladeavam por um mesmo passado obscuro e sombrio.

Ele, tão sozinho que ninguém o pudesse notar. Ele sem entender porque nunca recebera um belo sorriso, um sorriso tão singelo e puro que apenas uma pessoa pudesse lhe dar. Ela, tão triste porque nunca fora compreendida pelas pessoas que mais a amam, nunca tivera alguém que lhe pudesse ouvir o coração.

Agora, ali se encontravam como duas almas perdidas que faziam brotar uma lágrima do coração, visível nos olhos. Tão triste, pois nunca pudera dizer o quanto valia seu sentimento para ninguém, por nunca conseguir fazer florescer um sentimento em alguém tão importante, mesmo sabendo que semente estava ali, brotar. Ela, por nunca ter alguém que lhe regasse os sentimentos mais belos que nela já morria. Por só alimentar o que nada valia a um ser humano tão puro e tão gentil quanto àquela garota que agora estava ali, ao lado de um garoto que sofria tão igual.

Sentados, tão quietos, vendo seus pés tão distantes do chão. “Não pule” – pensava o garoto ao olhar bem para os olhos da garota, tão tímido. “Você, tão bela, tão gentil, não deve terminar assim”. Ela, mais sofrida, pensava “por que você não me impede e mostra que ainda não deveria perder todas as minhas esperanças?”.

Por um minuto, seus pensamentos se calaram. Seus olhares se fixaram. Suas mãos se encontraram. Talvez tenha sido o bastante para que essa história tivesse um início.

Rabisque abaixo

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