Mais do que imaginava amar

Era só mais um de nossos cafés-da-manhã, acompanhado de biscoitos e uma conversa trivial em mais um sábado qualquer. Aquela padaria vivenciava outra vezes nossos olhares de cumplicidade silenciosa. Olhares que muito dizia, mas apenas a nós. Você lendo algumas notícias, enquanto tomava sua xícara de café amargo acompanhada de um pãozinho de queijo quente e recheado, e eu lá planejando nosso dia, bebendo meu chocolate quente com uma tapioquinha. 

Era uma manhã fria de sol, mas meu coração estava quentinho em sua companhia. Não há pressa pra nada, pois sabemos que cada momento é único e pode ser aproveitado de distintas maneiras, mesmo que na sua forma mais tranquila e calma, pois já não somos aqueles adolescentes, que ainda vê no amor uma novidade e que perde todo o fôlego no primeiro olhar. O coração já não soa com o mesmo ímpeto, por conta de cicatrizes vindas de momentos em que rotulávamos como amor, mas ele ainda vibra e dança em sincronia quando se apaixona por uma nova história. 

E eu estava lá por completo desde o nosso primeiro instante, abraçado por um sentimento de felicidade impossível de se medir. E toda essa felicidade, que me envolve e segura firme minha mão para seguir em frente, contém você. 

Se eu pudesse repetir todo o ano que, juntos, vivemos, eu o faria. E em todos os 365 dias que reviveríamos, de novo, eu te amaria. Não mais e não menos, pois o amor que carrego é tão grande que já não cabe em mim, transborda. Ter você, em companhia à minha vida, é saber que serei bem cuidado, com todo o carinho que você me oferta. E eu te ofereço também meu amor, carinho e companheirismo. 
 
Se hoje, mais uma vez, há nossa breve e casual despedida, levo o coração cheio. Volto tranquilo sabendo que, algum dia, esses momentos se extinguirão, pois, algum dia, não muito distante, não apenas em seu coração, serei inteiro. 

 
Eu te amo. Até mais do que imaginava amar. 

Invisível aos olhos – O Pequeno Príncipe

Sobre o livro

A última obra (e a mais famosa) de Antoine de Saint-Exupéry, foi escrita em 1939 e conta a história de um piloto que precisou fazer um pouso forçado no deserto do Saara, em um local totalmente inóspito. Ele precisa ser rápido, pois só possui água para passar oito dias naquele local.

Enquanto tenta salvar a si mesmo, um baixotinho loirinho se aproxima já chegando na maior intimidade lhe pedindo uma ovelha. O motivo: seu pequeno planeta está sendo invadido por criaturas arborísticas terríveis chamadas “Baobás” e precisa de alguma coisa que possa destruí-las enquanto são pequenas e fofas.

Mas, para ele não é suficiente. Ele conta a história de seu planeta, enquanto o narrador-personagem tenta se concentrar na mecânica de seu piloto para voltar onde existe aviação. Porém, como não consegue, acaba se rendendo às histórias do pequenino e conhece personagens como a rosa que é dramática e precisa de atenção o tempo todo, apelando para o sentimentalismo humano, alegando ser alérgica ao ar e que muitas criaturas irão aparecer para devorá-la se o pequeno príncipe a deixar.

Além dela, também conhecemos o vaidoso, que precisa ouvir a cada 10 minutos de que é muito lindo, o rei, que precisa muito ordenar alguém, senão fica frustrado, o contador de estrelas e o acendedor de lampiões, que não param por um minuto, pois sempre precisam trabalhar, a raposa, que é o personagem mais famoso do livro, aquela que precisa ser cativada e coisa e tal, o carregador de trens, que não tem ideia pra onde sua carga vai, o milagreiro, que vende uma pílula, jurando que aquilo substitui água e por aí vai.

Ao final do livro, claro, o piloto precisa deixar o príncipe e voar de volta à civilização, mas não vou contar como termina, pois aí seria muito spoiler. Caso queiram ver minha análise capítulo a capítulo, acessem minha página no Skoob

Sobre o autor

O escritor do livro, Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944), também foi ilustrador e piloto francês, o que o influenciou nas escritas. Outros livros que escreveu: O aviador (1926), Correio do Sul (1929) e Terra dos Homens (1939). É curioso notar que na ficção, o narrador-personagem cai num deserto inóspito, onde conhece o príncipe, enquanto o escritor desapareceu numa missão de reconhecimento em 1944 e nunca mais foi encontrado. Talvez, tal qual o príncipe, o escritor foi morar nas estrelas

Referências

Leia sobre o autor aqui: https://www.ebiografia.com/antoine_de_saint_exupery/
https://www.oexplorador.com.br/saint-exupery/

Para descontrair

@affthehype

📚 Clássicos da literatura resumidos para caber no tiktok: o pequeno príncipe

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