Na Real

Escrever é um de meus hobbies favoritos. Todo aquele movimento de passar para um papel ou para outro lugar algum pensamento que carrego comigo me deixa animado. É o que se pode ver por aqui, neste blog. Tão bom quanto escrever, me dá prazer conhecer pessoas que escrevem, como Larissa, uma amiga, que sempre me pede opiniões sobre seus livros.

Nesse domingo, conheci um cara que também adora. Trocamos ideias a respeito, e percebemos as diferenças na escrita que temos. O estilo que mais gosto de escrever é o cômico. Sempre que posso, incluo algumas passagens de humor nos textos que escrevo. Um livro que me inspira bastante quanto a isso se chama “O guia do mochileiro das galáxias” que tem um humor parecido ao meu (tento procurar uma descrição legal a respeito, mas não encontro). Entretanto, aqui nesse blog não cheguei a escrever qualquer texto neste gênero (a maioria dos meus são de reflexões, outro tipo de texto que também gosto de escrever).

Na última sexta-feira, um amigo disse ter escrito um poema. O texto é bom, e, na minha opinião, funcionaria bem como uma letra de música. Ela fala sobre um homem que resolve abrir o jogo com sua parceira, que nunca esteve com ela por amor. Vale a pena conferir e deixar a crítica. Só falando, esse tipo de texto (amores e desamores) não é muito meu gênero para escrever, não tenho dom para tal tema. Ao Karlos, os meus cumprimentos pelo texto (e, por favor, não me bata por postá-lo aqui, rs).

Na real

Na real, nada é verdade
Tudo o que te disse era ilusão
Dor, … era o sentimento
que eu queria despertar em ti

Na real, a vontade era obrigação
A alegria, era o tédio disfarçado
E você, para, mim só servia como diversão
Calma baby, não mereço o seu choro

Na real, de você eu mereço o desprezo
Mas você é tão “pura”
Que me presenteia com o amor
Chega de dor, baby

Na real, nunca senti o amor
Nem seu jeito meigo foi capaz
De a mim despertar
Uma simples paixão

Na real, segue sua vida, baby
Aproveite este meu momento lúcido
Em que te digo
Que não sou aquele que você pensava que um dia fui

Porque do contrário
Na real, você jamais sairá
deste seu vício
que sou eu…

Eder Karlos

Crédito da Imagem: Image by Tú Anh from Pixabay

Voltaremos àqueles tempos?

Foi bom para você?
Aquele tempo que tivemos juntos
Os bons e os maus
Aqueles que deixamos passar
E os que nunca aconteceram

Foi tão bom para você?
Lembra daquele domingo de sol
Daquelas tardes de futebol
Dos passeios a cavalo
E das viagens aos sábados.

Grandes amigos nós éramos
Compartilhando sorrisos e tristezas
Ajudando quando mais precisávamos
E tudo, de repente, se foi
Tudo partiu sem qualquer aviso.

E fico aqui pensando
Se esses dias valeram a pena
Se era melhor nunca ter acontecido
Ou se essa lembrança não é problema.
Algum dia voltaremos a ser amigos?

Voltaremos àquelas velhas lembranças
Quando tudo parecia tão normal
Quando o fim não parecia tão próximo
Quando a distância sequer existia
Quando eu sabia que poderia contar com alguém
Que também poderia contar comigo.

Se é o tempo que resolve
Se é o tempo quem faz tudo isso
Se eu não posso confiar no tempo
Se é o tempo quem me faz perder o juízo
Não é o tempo quem vai resolver tudo isso.

Sempre sem tempo

Pode até parecer manha ou simplesmente palavras de um cara que simplesmente não tem mais o que fazer, a não ser reclamar da vida que tem, mas, esse último semestre de faculdade tem tirado minhas noites sem dormir. Sem tempo e de cabeça, completamente preocupada, já não faço nem mais ideia se devo continuar seguindo em frente. Se você entra em desespero fácil ou acredita que este texto vai te deixar completamente pra baixo, para neste ponto.

Como eu ia dizendo, último semestre, de agosto a dezembro, são 5 meses para a distribuição de 50 pontos. Que 5 que nada! Agosto voou e o mês letivo de dezembro só ocupa uma semana. Tenho só setembro, outubro e novembro. Os professores, acreditando que temos tanto tempo e tanta eficiência, nos enchem de trabalhos, e trabalhos relativamente grandes, com prazos de um mês para serem desenvolvidos. Se esquecem de que podemos desenvolver trabalhos em sala também, que temos mais 9 outras matérias, que temos estágio a cumprir, que temos projeto de conclusão de curso, que temos que, em algum momento, comer!

Com cabeça preocupada que determinado trabalho não está correndo como planejado, vêm as consequências: as horas de dormir passam a ser bem menores que 6h por dia, o mal-humor aumenta, a pressão no trabalho é forte, seu chefe nem quer saber se você não tem condições para um melhor rendimento e reclama se você pescar por 5 minutos. A família reclama que você não tem mais tempo para ela, “esse menino só vive no computador, só pensa em faculdade”, briga pelas ausências nas festas dos tios, os amigos furiosos porque você não sai mais com eles, a namorada reclama que você não é mais aquele namorado presente e briga com você todas as vezes que você tenta dar alguma explicação, o namoro já fica por um fio e o stress acaba aumentando. Você precisa brigar com você mesmo por nunca estar fazendo um trabalho ideal, acredita que deveria ser melhor mas nunca o é e passa a se cobrar mais. Os professores não entendem que seu dia só tem 24h, (e sabe-se lá o tempo disponível) e reclama que você nunca faz os trabalhos de modo completo (quando não o fazem, realmente).

Nada que você consiga fazer é 100% e nada você aprende com 100% de capacidade. Comer, dormir, descansar, se divertir, passou a ser ocasiões que você só fará em tempo livre, e se tiver. Sábado, domingo, feriados? Isso ainda existe.

Enfim, deixo aqui um desabafo, mesmo que meio pesado, mas é o que eu tenho sentido e, às vezes, é bom deixá-lo escorrer um pouco para conseguir mais ânimo. Os trabalhos não se farão, nem serão feitos por outros, preciso de energia pra continuar. É preciso relaxar, às vezes, de certa forma.
Quando eu ler este texto, daqui a uns 4 anos, mais ou menos, vou pensar o quão bobo eu fui de deixar minha ira momentânea me dominar, mas, é a vida e nem sempre estamos dispostos a tudo.

Abraços a todos.