O aplicativo Tamires.exe

Abri meu notepad e comecei a programar. Milhões de palavras fui capaz de digitar com essa garota tão maravilhosa denominada “Tamires.exe”. Todas elas positivas.

Já fico até confuso com o que ainda possa codificar. Afinal, o que essa pessoinha aí já me ajudou, não foi brincadeira.

Ter um amigo não é tão complicado, mas se ele se torna um anjo para você, é sinal de que há uma grande interconexão de dois corações para que nenhum dos dois saia de rede.

Aconteceu assim: Ela deu dois cliques em minha pessoa, me adicionou como amigo em sua Vida.com, me seguiu e me fez seguir no site da amizade e ainda conseguiu acesso àqueles aplicativos restritos a quase todos os usuários que façam parte do meu networking.

Quanto à amizade, foi assim: definimos nosso escopo. Planejamos bastante todos os detalhes e começamos a projetá-la. Tivemos cuidado ao montar as interfaces para que tudo seja compreensível, tanto para um quanto para o outro. Partimos para os testes e estamos em melhoria contínua para que nada caia em desuso ou seja mal utilizado.

Agora, estamos numa fase de ação, mas, sempre fazendo as devidas manutenções, para que tudo continue perfeito. E tudo o que vivemos é bem guardado em um banco de dados bastante seguro demonstrar confiabilidade e integridade.

E é assim que nossa amizade se constrói, aos poucos.

Agora, já são 4 anos e meio. Esse programa chamado “Amizade” já passou por muitas versões, não concorda? Portanto, para essa nova versão que começa hoje (a 23.0), eu desejo muitas páginas de felicitações, com uma perfeita master page e que todos os links direcionem para harmonia, paz, sabedoria e iluminação.

Sem você, meu S.O. não funciona perfeitamente.
Um grande abraço e tudo de bom.
Salvando arquivo e finalizando.

Onde você aprendeu português?

Pus esse título em homenagem a uma conversa que eu tive com um amigo via orkut, quando ele cometeu uma gafe de português. Já aviso que, se ele estiver lendo, eu tinha corrigido só pra zuar mesmo XD. Mas, o erro que vou comentar aqui não era sobre o dele.

Hoje, tive a infelicidade de ouvir uma piadinha relacionada a saco com cimento ou saco de cimento. Provavelmente, você diria que “saco com cimento” quer dizer um saco cheio de cimento e, na segunda opção, teríamos um saco vazio. Você errou, e feio! O mesmo vale para copo de água e copo com água.

Por que isso acontece? As pessoas querem se mostrar sabidas e fazem questão de corrigir o outro: “Se você quer uma caixa de bombons, eu vou te dar só a caixa. Você tem que pedir uma caixa com bombons.”

A preposição de, neste caso, indica o conteúdo. Na preposição com, você especifica a quantidade (um copo com 300 ml de água, por exemplo).Veja um bom exemplo: você não pede um maço com cigarros, nem uma garrafa com vinho.

Portanto, se alguém vier com alguma piadinha como essa do terceiro parágrafo, não hesite em consertar. Está errado!

Você pode enteder melhor esse assunto nos sites Ciberdúvida e Juris.

Matar ou salvar?

Não é possível que se tenha ética quando obrigaamos as pessoas a fazerem qualquer coisa, quanto mais quando é arriscado para sua vida. Tudo o que fazemos e gera qualquer dano a outras vidas, não é viável, mesmo que seus objetivos sejam bons.
O filme “Medidas extremas” mostra que um médico encontrou um caminho para a cura de quem não consegue mais andar. Entretanto, as cobaias devem ser utilizadas para que as respostas sejam encontradas. Algo grave, já que “brinca” com a vida das pessoas.
A ideia poderia ser encontrar pessoas que estejam tetraplégicas e submetê-las a um tratamento. Como nem sempre era possível encontrar alguém assim, as pessoas eram forçadas a tal: recebiam uma pancada forte na coluna vertebral, quebrando algum osso, perdendo a capacidade de andar.
As pessoas não eram consultadas, nem voluntárias: eram, secretamente, escolhidas. Eram pessoas que viviam nas ruas dadas como pessoas que não fariam falta à sociedade.
Tudo bem, eles até poderiam ser considerados heróis, permitir que a ciência se desenvolva e que salvem milhões de futuras vidas. Olhando apenas para os aspectos positivos é mais fácil concordar com tal ideia. Hitler fez isso em sua época.
Mas, e quanto às vidas perdidas ou sofridas? Será que elas não valem nada? Será que não possuem seus direitos? E se fosse algum de seus amigos, alguém de sua família ou, até mesmo, você? Você permitiria arriscar sua vida ou perder sua capacidade de andar para fazer parte de um experimento médico que poderia não dar certo?
O juramento médico foca bem esta parte: eles estão se formando para salvar vidas, não para destruí-las. Então, haverá outras maneiras de encontrar essa cura. Não se deve julgar quais vidas devem ser perdidas e quais devem ser salvas, ninguém ter o poder para isso. Não é nada profissional, ou ético.
Se o profissional é realmente bom em sua área, ele consegue encontrar caminhos alternativos com excelentes resultados, sem danos ou prejuízos.

Maldito brilho que me ofusca

Era sábado de manhã. Eu, Rayne e Álvaro estávamos sentados vendo vídeos de música, enquanto esperávamos pelo horário de aula. Estávamos no saguão da faculdade, sentados em um banco. Eu com meu notebook no colo e os dois ao meu lado, pedindo para que buscássemos algum vídeo no youtube.
De repente, meu coordenador surge. Ele se senta e começa a papear conosco. Ele nos conta uma história que eu achei ser muito interessante, pois é o que passamos em certas ocasiões na vida.
É válido ressaltar que o texto que se segue serve para refletirmos, não só como a vítima (o vagalume), mas como o “predador” (serpente). Será que apenas os outros querem nos ver mal? Será que não tratamos algumas pessoas assim também?

A SERPENTE E O VAGALUME
 
Conta a lenda que uma vez uma serpente começou a perseguir um vagalume.
Este fugia rápido, com medo da feroz predadora e a serpente nem pensava 
em desistir.
Fugiu um dia e ela não desistia, dois dias e nada....
No terceiro dia, já sem forças o vagalume parou e disse à cobra:
- Posso lhe fazer uma pergunta?
- Não costumo abrir esse precedente para ninguém, mas já que vou te devorar
 mesmo, pode perguntar.
- Pertenço a sua cadeia alimentar?
- Não.
- Eu te fiz algum mal?
- Não.
- Então, por que você  quer acabar comigo?
- Porque não suporto ver você brilhar!
    
"Pense nisso e selecione as pessoas em quem confiar."

Até mais e obrigado pelo livro

Já comentei algumas vezes sobre meu professor de redes, o Flávio, aquele que eu encho muito o saco e que se diverte com a gente.
O cara é legal, brincou conosco no boliche, quando fomos a uma visita a mando da faculdade e é, oficialmente, o nome da nossa turma.
Não é pra menos, ser mais criança e rir de coisas bobas, não ser tão sérios e querermos sempre o bem para o outro é nosso dilema por ali e ele faz bem nosso perfil.
Mas, a história que eu tenho pra contar é um pouco diferente.

No primeiro semestre, fomos aprender um pouco de Linux. Ele nos mostrou dois livros que usaríamos e montou seu material em cima dele. Ele o usa também em outro curso que ministra em outra escola.
Resolvi pedir-lhe emprestado para poder estudar um pouco. Ele se recusou. Falei para ele que o devolveria logo, então ele concordou. Passaram alguns dias e nada. Ele disse que estava precisando…

Então, resolvi jogar um pouco mais pesado. Como saberia que aquele livro seria usado na faculdade e como eu sempre tive grande liberdade com ele, resolvi dizer-lhe que não devolveria, pelo menos por enquanto. Ele, meio contrariado, permitiu. Permitiu tanto que, certa vez, em sala, ele pegou o livro para confirmar o que ele disse e fez questão de me devolver (reparem na moral.. haeuhaehuea).

Em abril, fomos a Uberlândia (uma cidade vizinha). Passeamos pelo shopping e uma hora ele comprou um livro, chamado “A arte da guerra”. Quando voltamos a normalidade (ou não) das aulas, vi-o em sua pasta. Pra variar (e pra chatear também XD) resolvi pedir-lhe emprestado. Ele, novamente, recusou meu pedido, alegando que, por ele viajar muito e estar sempre em hoteis, seria o único passatempo dele. Pedi-lhe novamente alegando devolver logo. Ele emprestou. Passei um fim de semana lendo e, na segunda (pedi num sábado) devolvi. Ele estranhou a agilidade dessa vez.

Os meses foram passando. Nessa segunda (02), tivemos a primeira aula dele do segundo semestre. A nova matéria era Windows Server 2003. Ele nos apresentou um novo livro. Brinquei com ele. Perguntei-lhe se tinha outro livro da mesma matéria e ele disse que não.

– Ah, esse aqui serve! – disse eu, colocando o livro na pasta.
– Não, eu preciso desse aí pra montar os slides. – diz ele, desesperado, tirando o livro das minhas mãos.
– Mas, você teve um mês de férias para isso! Agora eu posso levá-lo! – Brinquei.
– Não, mas esse aqui eu vou precisar. Vou passar um material todinho pra vocês. – diz ele.

Nessa hora, ele se lembrou que tinha um livro comigo. Falei que ainda não o devolveria.

– Ok, eu não vou precisar muito dele não, eu tenho outro. Você pode ficar com ele.
Não resisti e lhe dei um abraço de felicidade e o agradeci muito. Ganhei um livro. Alguns ainda perguntam porque eu ainda sou um grande fã dele…