De novo, Tiago?

Eu tenho um professor que aprendeu a pegar no meu pé. O nome dele é Tiago. O motivo? Bem, vamos lá…

Eu sou um garoto, de 20 anos, pouco sociável. Não sou muito de me expor aos outros por pura timidez, o que é impossível na minha sala, já que todo mundo faz questão que eu seja notado. Muito bem!

Esses dias, a bomba: meu professor anunciou que teria três meses para me mudar (até dezembro!). Tudo isso porque, num dia estressante, entrei no meio da sala, abaixei a cabeça e fui sentar-me ao fundo, evitando todos que estavam ali dentro. Meu professor já anunciou em alto e bom som: “quando entramos em um lugar, nós dizemos boa noite!”.

Pois, bem! Depois dessa, sabia que ele ficaria em meu pé por um bom tempo. Ele me obrigou a sentar na primeira fileira até o fim do ano. Como se não bastasse, agora teria que ser bastante participativo nas aulas. Não é que ele vá me tirar notas ou coisa do tipo, mas ele não ia parar de buzinar na minha cabeça.

Nesta sexta, pensando que escaparia, estava quase indo para o fundo da sala quando, novamente, ele me abordou. Até aí tudo bem, mas ele me chamou à frente da sala para uma nova dinâmica. Ele estava demonstrando como deveria ser o modo correto de cumprimento e me pediu para que eu mostrasse, na frente de todos, como eu cumprimentava. Como meus colegas sabiam muito bem que eu o fazia de forma bastante amigável (braço direito nas costas, cabeça no peito, três batidinhas leves na barriga – isso seria uma espécie de abraço solitário), exigiram para que fizesse com ele. Claro, a vergonha tomou conta, mas precisei fazê-lo. Para piorar, ele ainda pegou na minha 4 ou 5 vezes para demonstrar como as pessoas faziam (algumas vezes era zoação, como a vez que ele me cumprimentou e balançou as sobrancelhas rapidamente). Aquilo foi constrangedor para mim (mas, confesso que me diverti um pouco) e, claro, gerou bastante risadas entre o pessoal. Para terminar, todos tiveram que cumprimentar uns aos outros para entender se aprenderam bem.

É! Agora já vi que até o final do ano vou sofrer nas mãos do meu professor.

Pra quem quiser saber como é cumprimento que ele falou: mão firme, olhos nos olhos, sem balançar muito a mão do companheiro e com um pensamento de que você gosta da pessoa. Com certeza, traz uma sensação de “firmeza” para quem aperta sua mão.

Um ótimo domingo e um forte aperto de mão a todos!

Ele e ela, juntos?

Ele já não tinha mais esperanças de nada. Ela também não.

Duas pessoas, dois mundos distintos, duas cabeças distantes, um mesmo motivo. Parece que ambos agora se ladeavam por um mesmo passado obscuro e sombrio.

Ele, tão sozinho que ninguém o pudesse notar. Ele sem entender porque nunca recebera um belo sorriso, um sorriso tão singelo e puro que apenas uma pessoa pudesse lhe dar. Ela, tão triste porque nunca fora compreendida pelas pessoas que mais a amam, nunca tivera alguém que lhe pudesse ouvir o coração.

Agora, ali se encontravam como duas almas perdidas que faziam brotar uma lágrima do coração, visível nos olhos. Tão triste, pois nunca pudera dizer o quanto valia seu sentimento para ninguém, por nunca conseguir fazer florescer um sentimento em alguém tão importante, mesmo sabendo que semente estava ali, brotar. Ela, por nunca ter alguém que lhe regasse os sentimentos mais belos que nela já morria. Por só alimentar o que nada valia a um ser humano tão puro e tão gentil quanto àquela garota que agora estava ali, ao lado de um garoto que sofria tão igual.

Sentados, tão quietos, vendo seus pés tão distantes do chão. “Não pule” – pensava o garoto ao olhar bem para os olhos da garota, tão tímido. “Você, tão bela, tão gentil, não deve terminar assim”. Ela, mais sofrida, pensava “por que você não me impede e mostra que ainda não deveria perder todas as minhas esperanças?”.

Por um minuto, seus pensamentos se calaram. Seus olhares se fixaram. Suas mãos se encontraram. Talvez tenha sido o bastante para que essa história tivesse um início.

Pequena mudança

Precisei migrar meu Live Spaces para o WordPress. Motivo? O Live desativará este serviço.

Nunca mexi com o WordPress, então é provável que eu ainda vá apanhar muito até conseguir fazer do jeito que quero.

Quero agradecer ao meu primo @tsuuuhsuriani que me ajudou e que agora vai me ajudar com este blog com postagens completamente diferente das minhas. Espero que vocês gostem!

Só é uma pena que não há como eu mudar o endereço do meu blog.

Abraços.