Me empresta sua moto?

– E ae, vamos dar um pulinho lá na casa da Carol?
– Bora, Rafael! Mas, antes eu preciso pegar minha moto ali em cima. Me dá uma carona?
– Ok, beleza, sobe aí! Em 5 segundos chegamos lá.
– Ah, vamos fazer diferente? Deixa eu pilotando ela até lá.
Peguei a moto de Rafael, ele foi na garupa e fomos até minha moto, estacionada um pouco acima. Estávamos na faculdade e iríamos para a casa de uma colega nossa.
Chegando lá, ele me pede a moto. Resolvi fazer algo diferente. Entreguei-lhe as chaves da minha moto e fui experimentar a dele. Passeamos por um tempo, ladeados, devagar, aproveitando o vento frio daquela noite.
Chegamos. Descemos e contamos as experiências passadas. A moto dele tem uma embreagem bem mais curta que a minha e parece ter um guidão mais baixo que o meu. Ele também sentiu diferença na minha moto. Perguntou porque eu usava uma embreagem tão alta e eu disse que me habituei a isso. Nunca a regulei. E nunca tive experiências com outras motos, por isso, estranhei ao dirigir a dele, mas foi legal!
Depois disso, falamos sobre outros assuntos…

A fórmula de uma boa amizade

Como já escrevi algumas vezes, não sou a melhor pessoa do mundo para falar sobre relacionamento. Afinal, não sou uma pessoa que tenha muitos amigos, tampouco sociável. Mas, isso não quer dizer que eu não possa sentir o que é uma verdadeira amizade.
Quando conversamos com uma pessoa por questões afins ou estamos perto devido à circunstância, não quer dizer que sejamos amigos. Veja um exemplo de seu ambiente de serviço ou de sua faculdade: todos ali estão pelo mesmo motivo que você, mas, quantos você confiaria algum segredo ou admitiria que é seu amigo?

Sempre enfatizamos que temos colegas e amigos, que são distintos. Colegas, como dito, são nossos companheiros de trabalho. Amigos são nossos companheiros para a vida. Para o amigo, temos aquele sentimento de amizade, de querer estar perto, de querer conversar sobre qualquer tipo de assunto (ou quase todos), querer contar um pouco da vida, compartilhar felicidades, momentos, entre outros. Com o colega, não. Queremos tê-los por perto apenas se temos interesse em algo. Tanto faz se amanhã os veremos ou não, não faz diferença.

Quando separamos os colegas dos amigos, temos a tendência de não misturá-los e, por quê? Eles não poderão se tornar nossos amigos algum dia? Os amigos não foram nossos colegas há algum tempo? Por que não tentar?

Todos nós precisamos de amigos, nossos colegas também. É interessante arrumarmos certo tempo para conversar com eles, mesmo que o assunto seja algo “sem futuro”. Já pensou quantas coisas em comum podemos descobrir? E, se a pessoa não nos agradar, tudo bem! Estamos apenas conversando, falando sobre assuntos comuns. Conversar com esses colegas quando estamos com amigos também pode ser legal para enturmá-lo. As pessoas tendem a ser amigáveis com quem não tem muita afinidade. Só assim poderão descobrir se alguma amizade nascerá ali.

Quanto aos amigos, não podemos descuidar deles. Lembram-se da história que a amizade é como uma planta, que deve ser regada sempre? As pessoas gostam de um amigo que seja educado, que seja o mais positivo possível, que ajude, que converse. Se você está num dia de mal-humor, é normal que muitos se afastem de você, não que seja pessoal. Se você começa a tratá-los mal, é pior. Um amigo não quer que você brigue sempre com ele por algo que ele não fez. Eles se decepcionam por isso. Quando estiver com algum problema pessoal, não desconte na primeira pessoa que você encontrar, ao contrário, desabafe. Tanto você quanto ela se sentirão melhor: você tirará um peso nas costas e a pessoa se sentirá feliz por ter ajudado, mesmo que em algo ínfimo.

Não estar presente apenas em horas boas é essencial. Todo mundo gosta de sorrir, de contar piada, de falar sobre algum feito, das horas de zuação, festa, saúde, riqueza, e por aí vai… Essas são as horas que menos precisamos de alguém, pois todos querem estar por perto. Quando estamos tristes, isolados, decepcionados, são as horas que mais precisamos de uma mão amiga. É quando vemos quem realmente se importa, além de nos aproximar mais.

Por eu não ser uma pessoa muito sociável, sei bem como é se sentir isolado, não é nada legal. Por isso, tento fazer com que alguns colegas meus não se sintam assim. Mesmo que eu não tenha interesse em fazer qualquer amizade, é muito bom saber que você pode fazer alguma diferença. Me sinto bem com isso. As pessoas se sentem mais a vontade para conversar, mesmo que coisa à toa. Isso é uma consequência para aumentar sua rede social (network) e melhora no seu desempenho como pessoa. Faça um teste! E tente ser o melhor, sempre.

A todos, uma ótima quinta-feira.
Dedico esse texto a um amigo que me pediu que o fizesse.
Abraço a todos!

Os pensamentos mudam

Você tem um pensamento e acredita que sempre agirá daquela forma.
Condena todos aqueles que agem ao contrário de você e tenta imaginar o que o fez agir assim.

O
tempo passa, a vida te molda, os amigos mudam, os pensamentos são
outros. Você age de uma maneira diferente do que agia, age até mesmo
como você condenava e aí, você entra em conflito com o seu eu do
passado.

Como agir? Qual o mais correto? O que te fez mudar daquele jeito? Qual a melhor forma para se continuar seguindo?

Viva mais e pense um pouco menos. Seus pensamentos moldam sua vida, mas sua forma de viver molda seus pensamentos.

Amizade por exclusão

Essa semana nós comemoramos o dia da amizade (terça-feira, 20).
Normalmente, eu passo esse dia com meus amigos virtuais, mas, esse ano,
passei na casa de alguns amigos… não foi aquela coisa de “abraço
sentimental” ou “choros com momentos marcantes da nossa vida”, nem nada.
Passamos o dia como sempre passamos qualquer outro: conversando,
debatendo e “dando cortes” um no outro, mas, foi legal. Mas, não é sobre
isso que eu quero falar e sim, sobre a dificuldade que nós tímidos
temos para fazer novos amigos.



De qual tipo de pessoa você preferiria ser amigo? Daqueles bem
extrovertidos que adoram conversar com todos, festeiros e que sempre
estão de bem com todo mundo ou daqueles mais tímidos, calados, que preferem
ouvir a falar? Pois bem, não adianta querermos que nossos amigos sejam sempre como nós, pensem como nós ou ajam como nós, isso não existe. Não há porque achar que eles devam mudar pela gente e nem nós deveremos nos mudar por eles, devemos nos respeitar, pois é isso que a amizade prega. Ter amigos sempre é bom, compartilhar momentos e enfrentar desafios. Mas, e aqueles que não conseguem começar uma conversa?


Um tímido gosta de ser educado com as pessoas e conhecer novos amigos, mas, a vergonha pode impedi-lo. Ele pode se sentir acanhado de puxar assunto com quem se senta ao seu lado e ter medo da forma que age com determinada situação nova. Além disso, procurar um papo legal que não deixe qualquer um dos dois de mal jeito, pode se tornar um desafio para o nosso heroi introvertido. A dificuldade se torna ainda maior quando são adicionadas muitas pessoas que ele não conhece numa mesma roda.

Bem, contemos meu caso. Na sexta-feira, estava numa roda com meu primo e mais duas amigas dele. Outra prima nossa, também estava. Eu não conhecia qualquer uma das duas, mas elas se empolgaram com meu primo, pois não o viam há muito tempo. Como eu nunca tive contato com elas e sabendo que eu não sou muito bom com palavras ditas, fiquei apenas prestando atenção na conversa deles, mesmo que isso não seja educado. Essa não foi a primeira vez que algo assim me ocorreu. Já aconteceu muitas outras vezes quando eu conhecia apenas uma das pessoas na roda. Não acredito que seja muito fácil se enturmar.

O problema encontrado é a dificuldade em se relacionar com pessoas desconhecidas. Primeiro, assunto não é nosso forte, já que precisamos encontrar algo em comum. Segundo, a pessoa tem por tendência não te dar muita moral, se há outras pessoas que ela conheça mais e você é o estranho por ali. Não é questão de ter medo quanto ao que as pessoas pensarão, nem se elas não te tratarão bem, é questão de não conseguir um momento para tomar um pouco de atenção na dose certa.

No caso das meninas, eu não cheguei a ser o único excluído: minha prima também foi, mesmo sabendo que ela as conhecia. Foi legal, pois resolvemos xeretar um pouco da conversa deles e rir um pouco do que falavam. O divertido foi que passamos o tempo inteiro rindo, despreocupados se estávamos ou não sendo excluídos. Aquilo foi bom para nosso ego e também para (pelo menos) a minha imagem como amigo, já que, quando você demonstra positividade, acaba ganhando pontos em relação às outras pessoas.

Entre os tantos amigos que eu tenho, eu prefiro esses que se excluem socialmente. Amigos que eu aprendi a dar mais valor, exatamente por não terem tantos amigos. Tanto com meus amigos reais ou virtuais, eu troco experiências de vida e descubro certos macetes para driblar estes obstáculos. Quer algo melhor que isso para enfrentar a timidez?

Todos dizem que devemos enfrentar a timidez de frente, passando por situações constrangedoras. Pra mim, isso sempre me gerou certo trauma por determinado acontecimento, pois você se sente obrigado a enfrentar determinada situação sem qualquer preparo. Quando você conta com amigos semelhantes a você, ameniza a situação e torna-se mais fácil enfrentá-la. O melhor mesmo é ouvir o seu próprio coração e lutar contra seus obstáculos da forma em que achar melhor.

Esse post eu dedico a esses amigos com quem eu tanto me identifico e que me fazem ser uma pessoa melhor a cada dia, por me respeitarem e por permitirem que eu seja quem eu sou. Aos tímidos, meus desejos de muita sorte para encontrar grandes amigos. E, quem se identificou com o texto, não hesitem em deixar um comentário.

Abraços a todos e um ótimo fim de sábado.

Diferença musical



É fato que ninguém tem o mesmo gosto que ninguém. O que diríamos para a música, que tem um cenário tão amplo por aí? É comum ouvirmos coisas do tipo “você gosta disso?” ou “isso é pra criança” quando um de nossos gostos não são os mesmos de outra pessoa. Ao invés de criticar o gosto, não é muito mais fácil de dizer que não gosta e ponto final?
É comum todo mundo dizer que o seu gosto é bom e que pessoas com gostos parecidos tenham “bom gosto” musical. Claro, é de se esperar. Um fã jamais defenderia um cantor que ele não gosta, apenas seus ídolos. Mas, passa a ser um problema quando o artista é, simplesmente, rebaixado.
Ninguém é obrigado a gostar de um cantor, mas, deve-se respeitar o gosto dos outros, afinal, cada um tem o seu.

Ecléticos são pessoas que têm um gosto bastante variado, não pessoas que curtem todo tipo de música. Para elas, é mais fácil aceitar o que os outros escutam. Se ela passa a não ter preconceitos quanto a cantor algum, acabam por descobrir várias músicas.

Em relação aos artistas, às vezes, alguns escolhem o single errado. Escolhem uma música que passa a ser modinha e várias pessoas não gostam dele por uma simples música e ignoram qualquer outra música que ele tenha criado ou que ele vá criar. É interessante como as pessoas preferem viver em seu singelo círculo musical.

Muitas pessoas também reclamam das músicas de hoje: “não há rock como o de antigamente” e abominam quando seu próprio ídolo muda um pouco seus estilos musicais ou não atendem às expectativas. Já pensou se todas as músicas e bandas tivessem o mesmo toque, o mesmo estilo? Você aguentaria ficar em um show com músicas apenas dançantes, o tempo todo? E por que não apoiar seu artista que resolveu fazer uma inovação?

Como dito, você não precisa gostar de tudo o que vê pela frente, mas, não deve julgar apenas porque ouviu uma música ou uma vez, apenas. Lembre-se: a crítica construtiva pode ajudar um cantor a crescer, mas isso não te faz um crítico automaticamente.

Humilhemos o mais fraco

Robert tem muitos amigos, mas para ele nada disso importa.
O que importa é o prazer de comentar casos alheios para se sentir bem e gerar risos em outras pessoas, não importa o quanto isso fira os sentimentos de uma pessoa.
O que é mais importante? Ser bastante popular, ter várias pessoas que te admiram e você só falar mal das costas dela ou ser mais simples, humilde e, verdadeiramente, conquistar seus amigos?

O que Robert quer é ser mais que todo mundo. Faz questão de mostrar tudo que sabe e sempre ouvir coisas do tipo: “Robert é o cara”. Quer que as pessoas dependam dele e o que ele faz? Sempre diz coisas legais a essa pessoa, diz o quanto ela está bonita, que ela é inteligente e que não é só ele quem consegue fazer esse tipo de coisa, nem que é algo tão difícil. Ou seja, elogia todas as pessoas que o elogiam e trata seu trabalho apenas como outra coisa simples que qualquer um seja capaz de fazer. Mas, e quando ele está longe? Prefere falar mal de outras pessoas, explicitar os defeitos delas para que todos possam rir e se sentir importante por todo mundo depender dele. Isso é bom? Já que ele age assim com todos, é normal que as pessoas se afastem sentimentalmente dele e apenas demonstre interesse por seus serviços, afinal, ele é o “bonzão” em tudo e, se todos dependem dele, vamos depender dele também.

Isso pode gerar certa revolta por parte de Robert: “As pessoas pedem, pedem e pedem e, na hora de retribuir, fazem pouco caso. Quando nós erramos, também é motivo para eles apontarem sempre algum defeito. Não farei mais nada por ela.” e é assim que funciona: caras como Robert preferem demonstrar ótimo serviço, fazem das pessoas dependentes e exigem algum tipo de retribuição prestativa. Não basta apenas retribuir, tem que mostrar serviço. E, quanto àquele simples humilde que não sabe tanto quanto Robert, mas que tenta ajudar aos outros como podem,  Robert deve humilhá-lo para que ele sempre se sinta inferior, pois nada pode ferir sua popularidade.

O humilde sempre será aquele cara que gosta de ajudar aos outros, não pelo reconhecimento, mas para se sentir melhor, pelo prazer em ser útil em algo. Não questiona e não humilha e, quando recebe um agradecimento, se mostra satisfeito de seu próprio trabalho. Pode ser que nem sempre esteja disponível ou não esteja muito preparado para tal, mas não faz questão de humilhar os outros por alguma coisa que ele não sabe fazer ou pelos defeitos e não importa se tem tantos ou poucos amigos, na verdade, esses poucos amigos que lhe fazem ser uma pessoa com um grande caráter que ele tem.

E aí eu pergunto: Ser o tal Robert é ser, realmente o legalzão da galera?

Abraços a todos e uma ótima noite de terça.