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Pokémon – A rota até o show para-normal

Se você conhece bem Kanto por todos os cantos, sabe que o próximo ginásio é o de grama, comando pela líder Erika, correto? Porém, o anime dá uma certa mudada nisso. Excluindo os episódios banidos, vamos seguir e fazer um comparativo com o jogo.

Após vencer Lt. Surge, Ash e os outros vão para o navio Saint Anne, que logo afunda. No jogo, a ordem é diferente e, depois disso, você pode seguir para a Diglett’s Cave e seguir todo o caminho de Pewter até Cerulean antes de seguir viagem para a Rock Tunnel. Daí, vamos para Lavender.

Pokémon sem flash? Vai passar raiva aqui, hein?

Após saírem do navio, os nossos heróis e nossos vilões que vivem decolando na viagem da luz vão parar em uma ilha de pokémon gigantes, que na verdade, se revela um grande parque que seria inaugurado se não fosse a travessura dos pokémon. Nesse episódio, mestres e monstros se separam e temos uma história de pokémon vivendo livremente.

Curiosidade: se poucos pokémon se separaram do time, por que eles não usaram os outros monstros que eles tinham, como Pidgeotto, para ajudá-los? A resposta é muito simples: porque aí não teria episódio, né?

Depois eles vão parar numa ilha com muitos tentacools e tentacruels, mas esse episódio a gente só vai passar mesmo. Nesse episódio, eles encontram um horsea todo machucado pelos pokémon de tentáculos gigantes. Misty o captura para ajudá-lo. No jogo, essa parte, simplesmente, não existe.

Antes de chegarmos em Lavender, conhecemos Gastly no pico da donzela. Eles aportam numa ilha onde está tendo o festival do fim de verão. Lá, Brock vê uma garota ao longe e logo é pisoteado por uma multidão.

Sim, Brock está sob a fumaça.

Como Brock está muito apaixonado, uma velha senhora chega só para dizer pra ele tomar cuidado. E isso também se refere a James, que não fica tão apaixonado como Brock (só no início mesmo, depois ele supera).

Gente, sério, eu tô preocupado com o Brock. Ele tá apaixonado por uma pedra!

A história é que a garota está esperando que seu amor, que saiu em uma viagem, volte para ela. Ela se petrificou ao esperá-lo nesse pico por dois mil anos. E aí, pra não ficar só, ela fica por aí encantando os homens que visitam sua pedra.

Sou James, da Equipe Rocket.

E aí, a nossa fantasminha camarada atrai os dois e se revela um gastly. Eles tentam lutar contra, mas ele só é derrotado quando a luz do sol aparece, o que é uma mentira gigante, visto que bufaram demais esse gastly, onde ele pode derrotar qualquer pokémon usando uns truques muito nada a ver. No jogo, todo mundo sabe que gastly não é tão bom assim, visto que possui poucos ataques fantasmas, como Night Shade.

No episódio mais triste da primeira temporada (ou o segundo mais triste), nos despedimos de Butterfree. Bom, o Free não é à toa.

E pensar que no início da temporada ela era tão importante e, depois que ele capturou o trio de iniciais, ela foi completamente negligenciada. Decerto, o autor pensou: ah, ela tá inútil no time, vamos jogá-la fora. Ah, e claro, esse episódio só acontece no jogo se você libertar a sua Butterfree =). No início, a Butterfree de Ash é ignorada por todas as outras, incluindo uma rosa.

Fala sério, mas, essa deveria ser a verdadeira Butterfree Shiny.

A carinha triste de uma Butterfree que acabou de levar um fora. Igualzinho a você quando leva fora na balada. Segue o episódio dos nossos heróis tentando reanimá-la e fazê-la conseguir um par até a chegada da Equipe Rocket, que tenta roubar todas as manteiguinhas livres. Aí, claro. Quem salva as borboletinhas? Ela, claro, a Butterfree do Ash. Nessas horas nos perguntamos: por que os outros treinadores simplesmente ignoraram tal evento?

Virando o herói da garotada, finalmente, a nossa pequena Butterfree de ouro finalmente consegue o coração da borboletinha rosa.

E o final a gente já sabe, né? Aquele momento que cai a lágrima de nossos olhos.

Preparado para perder, Benzinho?

Após a captura de Squirtle, Ash vai atrás de sua terceira insígnia. Porém, antes de chegar a Vermilion, algumas coisas acontecem.

Perdidos mais uma vez

Se você se lembra dos eventos em Pokémon Yellow, após ganhar Bulbasaur e Charmander de treinadores aleatórios e a insígnia de cascata de Misty, é preciso ir até o farol do Bill para seguir caminho. E é aqui que ele está!

Preparado para a liga?

Antes de chegarmos lá, Brock explica a Ash que é necessário possuir 6 pokémon e 8 insígnias. Ele e Misty debocham do nosso protagonista exatamente por suas insígnias terem sido presentes de ambos e também dos pokémon que não foram capturados, mas sim seguidos para ele.

O Krabby mixuruca

Para provar que é um ótimo treinador, Ash captura um Krabby na praia, apenas usando graveto e uma pokébola. Como ele já possui 6 pokémon, Krabby é transportado para o prof. Carvalho. Por conta disso, eles vão atrás de um telefone naquela ilha e tal. E, aí chegamos ao Farol do Bill.

Kabuto ou Bill?

Bill é um pesquisador pokémon que usa fantasia em suas pesquisas. Aí ele explica que há 150 pokémon (e contando), o que desespera Ash, pois ele só possui menos de 10 registrados.

O dragãozinho aparece

Com apenas 13 episódios e sendo uma criança dos anos 90 que ainda está descobrindo o mundo pokémon, é uma surpresa ver a primeira aparição de Dragonite, mesmo que seja só por silhueta. Bill é doido para pesquisá-lo, mas aí, aparece a Equipe Rocket (que sempre atrapalha) e acaba assustando o dragãozinho que vai embora para sempre (até ele aparecer como carteiro por aí).

E é hora do show elétrico

Finalmente, os três chegam a Vermilion. Claro que tem toda uma história antes, onde eles precisam comer, tomar banho, se recuperar e tal. Aí eles vão pro centro pokémon e descobrem que o líder do ginásio é difícil pra caramba. Ao contrário do jogo, que basta capturar um Dugtrio nível 29 que você já ganha dele.

Vamos pular direto para o ginásio

Lt. Surge, o terceiro líder, é um líder que adora chamar os outros de benzinho. Agora entendeu o título do post, né? Surge debocha do Pikachu de Ash, exatamente por este motivo:

O Raichu de Surge

Assim que o capturou, Surge jogou uma pedra do trovão no nosso querido rato elétrico. Mesmo com toda potência do rato-gigante-laranja-roqueiro, Pikachu vai a batalha, mas perde, obrigado Ash a recuar.

Pikachu é teimoso, porém dedicado. Mas, toda a força de vontade do amarelinho não é suficiente para uma vitória.

Evoluir ou não?

No leito do centro pokémon, Pikachu está irritado pela derrota. A enfermeira Joy mostra a Ash uma pedra do trovão e faz ele pensar se deve ou não evoluir seu pokémon, porém, não há volta. Ele passará a ser um Raichu eternamente.

O discurso de Pikachu

Pikachu dá uma aula para Ash, dizendo que quer se ‘vingar’ em nome de todos os Pikachus, por honra. Então, uma nova chama acende no coração de ambos e eles estão dispostos a lutar novamente. Agora, é preciso estratégia: o que um pokémon já evoluído por pedra tem de desvantagem?

Equipe Rocket do lado dos bonzinhos

A Equipe Rocket nesse episódio aparece disfarçada para torcer pelo Pikachu. Mas, Misty logo descobre.

A estratégia de Pikachu

Raichu não aprende nenhum ataque, por isso, sempre que puder, deixe pra evoluí-lo quando Pikachu aprender o último golpe útil, coisa que Surge não fez. Por conta disso, Pikachu ganha na agilidade e Ash garante sua terceira insígnia.

Pequeno Bulbinha

Bulbasaur, do tipo Planta/Veneno é o pokémon nº 1 da pokedéx. Um dos iniciais da região de Kanto, onde você pode escolhê-los nos jogos Red e Blue.

Ele não foi a primeira opção do nosso herói Ash, mas o capturou quando foi para a Vila Escondida, depois de enfrentar Misty no Ginásio de Cerulean, um pouco diferente da versão Yellow de pokémon, que você pega com Melanie na cidade de Cerulean, caso seu Pikachu esteja no nível 26 (acho).

No anime, eles começam perdidos, pra variar. E aí eles acham um Oddish. Ash e Misty brigam pra tentarem capturá-lo, mas aparece um bichinho que os impede de fazer tal coisa.

“Pesquisadores estão incertos se devem classificá-los como planta ou animal”… oi?

Ash até tenta capturá-lo, mas, por algum motivo, o inseto de Ash, que é mais forte do que pokémon planta, leva uma surra que deixa a própria borboleta de Ash de olhos vermelhos (e pelo branquinho).

Empolgados com a descoberta de novos pokémon, eles atravessam uma ponte toda lascada (muito confiável) que acaba caindo. O resultado, é uma cena traumatizante para qualquer criança dos anos 90/2000: Brock caindo de uma altura de uns 30 metros direto para o rio.

Nem cinco minutos de episódio e eu já estou achando tudo isso muito pesado. Tá louco.

Ok, vamos pular um pouco o episódio (após sabermos que Brock está são e salvo sem nenhum ferimento, visto que ele foi muito bem cuidado por uma garota bonita e… adivinhem o nome dela? Exatamente: Julisclene. Não, tô zoando, é a Melanie. A mesma que te dá um Bulbasaur no Pokémon Yellow).

Melanie tem uma espécie de Spa Pokémon, onde pokémon feridos podem se curar e descansar, comendo ervas medicinais, tomando café, almoço e ainda relaxando num pequeno riacho. Bulbasaur a ajuda.

Aqui temos Brock envergonhado, pois Misty desbobre que ele está gostando de Melanie. Mas, vamos combinar, ela realmente é uma garota bonita.

Não se enganem pela carinha bonitinha, ela é malvada e cruel, pois bota armadilhas pra todos os cantos para que treinadores malvados não saiam por aí capturando os pokémon feridos (ok, isso não faz dela uma má pessoa).

Agora vejam Staryu tomando banho:

Bulbasaur protege a vila da Equipe Rocket que tenta capturar todos os pokémon com um aspirador gigante.

Aí é aquela história: Bulbasaur ajuda Oddish e Ash ajuda Bulbasaur. Vendo todo o empenho de Ash, Bulbasaur, que odeia treinadores pokémon, cria uma certa estima pelo treinador e disse que gostaria de seguir viagem com ele desde que ele o derrotasse numa batalha pokémon.

Agora vamos à lógica: se Bulbasaur ganha de Butterfree, que é sua fraqueza, claro que perderia de um pokémon como Pikachu (lógica do anime).

E, aí, temos o final do episódio com mais um amiguinho para o Ash.

Ah, peraí, tem uma última coisinha.

“Eu dei um beijo nela sim, e daí?”. Pera, como assim Brock perdeu sua BV e isso nos passou despercebido?