De tempos em tempos
Meu passado grita
Implora por volta
E à noite incomoda.
Será que, assim,
Diante de novos olhos
Que um novo um mundo enxergam agora
Devo eu pisar nesse novo solo
De forma tão firme
Fechando malditas portas
Que deixei abertas
Na esperança de tudo voltar a ser como antes
Mas ao fim de tudo
Abriram mais um corte em minha alma?
Não seria melhor
Abandonar tudo que ficou pra trás
E esquecer o que,
algum dia,
deixou cicatriz?
Para quê se importar com os outros? Posso ter quem eu quiser aos meus pés Posso dizer o quanto eles devem gostar de mim Posso brincar com os sentimentos de cada um.
É tão mau e tão bom sentir esse gostinho de poder Tomar o poder das pessoas em nossas mãos Fingir que se gosta delas Dar a elas, apenas às vezes, o que elas querem Para que elas possam nos dar tudo o que queremos.
E não é preciso ser bonzinho Quem é bonzinho não consegue o que quer É sempre passado pra trás É sempre o idiota da história.
Então, pra quê ser o bonzinho Se é mais fácil pisar nos outros?