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A novela de meus sonhos

Com a cara toda coberta de protetor, usando um chapéu estranhamente grande pra me proteger do sol, sujando meus pés naquela areia quente, despreocupando minha mente com aquele cenário maravilhoso de imenso azul onde avisto aquele belo corpo bronzeado se banhando naquelas águas salgadas.

Silenciosamente, vou te amando em minha mente, imaginando nosso casamento e pensando em vários nomes para nossos três filhos, enquanto você passa caminhando com sua prancha. E você nem me olha, como das outras vezes.

O corpo quente e a cabeça mais ainda, vendo a mesma imagem de hoje cedo. Na TV, passa uma comédia romântica em que estamos eu e você. Eu ainda nem sei seu nome, nem se você é herói ou vilão, mas já tenho toda uma imagem perfeita construída, num drama muito bem detalhado com o velho final clichê.

Mas só depois que consigo pegar num sono é que te vejo em meus sonhos. Você me envolve em seus braços e meu mundo fica de cabeça pra baixo. Sinto sua respiração forte em meus pescoços antes de seus lábios poderem tocá-lo, pois não é a primeira vez que te vejo por aqui, nem a primeira vez que te desejo.

E quando acordo, só eu consigo sentir seu cheiro, só eu posso ver sua sombra se movendo pela janela ou seu reflexo me abraçando no espelho, só eu posso sentir sua pele tocando a minha, quando na verdade nem aqui algum dia você pudesse imaginar estar, pois só em meus sonhos que podemos estar juntos, enquanto acordado vivo num sonho eterno.

Hoje  estou novamente no mesmo pedaço de areia quente, esperando você aparecer no imenso azul com sua prancha prestes a surfar. Já ligo meus pensamentos no final do último capítulo para dar seguimento próximo. A trilha sonora começa a tocar enquanto me perco em nossa vida, mas você simplesmente não aparece e uma tela sem sinal fica vagando. Essa telenovela precisou ser interrompida para sempre, pois não poderia continuá-la sabendo que nunca mais te veria.

Para sempre e verdadeiro, o amor companheiro

O princípio de um amor inocente,

Pode ser um tanto bobo pra quem olha

Um sorriso, um gesto, um vinho, um poema

E o telefone que toca toda hora.

 

O amor inocente, sincero e verdadeiro

Não consegue se desgrudar por um ano inteiro

É primavera, no outono, no verão e até no inverno

É primavera de janeiro a janeiro.

 

O amor, feito de um sorriso,

Pode vir escrito na areia, num coração gigante

Pode vir em contos, música ou romance

Pode vir iluminado por um sol estonteante.

 

O amor, em outras palavras,

Inspira melodia, poema e até verso cantado

Mas o que importa com toda certeza

É quanto dele se tem guardado.

 

Mas o amor pode ter suas fraquezas

Repleto de algumas impurezas

Quando algo não vai bem, tem que ter paciência

Isso também faz parte de sua natureza.

 

Só que não é de qualquer amor que quero falar

Nem de livros, filmes ou romances de outrora

Sabe esses dois jovens que há pouco se casaram?

Pois é, conto aqui um pouco de sua história.

 

Ele, crescido na roça

Tornou-se um bom pescador

Com seu sorriso e sua simplicidade no anzol

Pescou pra sempre o seu amor.

 

Ela, com seus livros de capas tão belas

Apanhou aquele de suas mais adoráveis memórias

Era um livro com muito a se escrever

Era o livro para registrar suas felicidades em forma de história.

 

E eu vi esse amor crescer

Gritar, rir, fazer tudo a pena valer

Eu vi vocês dois sorrindo

Eu vi a felicidade florescer

Eu vi no brilho de seus olhos

Eu vi a primavera florescer

Eu vi o grafite desenhando

Eu vi um mar de peixes se encher.

 

E eu, com tanto carinho,

Escolhido para os apadrinhar

Peço, com fé em Deus,

Para esse amor inocente sempre abençoar.

 

Felicidades a vocês,

Bianca e Marcel

Do infinito ao além

Do mar até o céu.