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Enquanto eu te esquecia

Já tem cerca de um ano (talvez um pouco mais) que eu comecei a ler este livro, Enquanto eu te esquecia, da Jennie Shortridge e ainda não consegui atingir 40% do conteúdo em que ele me oferece.

Sim! Aparentemente, este é um livro que não tem me prendido o suficiente, como Coraline, o primeiro que completei deste ano, por conta de um enredo que às vezes parece um pouco raso demais ou desinteressante, mas que me impedem de seguir em paz enquanto eu não o termino (o livro tem quase 400 páginas).

Aqui, temos Lucie e Grady em uma história que se arrasta por motivos de pouca narrativa excitante ou enredos que se baseiam apenas nessas dois personagens. Lucie é uma mulher desmemoriada que some por um breve tempo de seu noivo Grady a dois meses de se casarem. O encontro se dá num hospital onde ela é internada, após resolver ter ido dar uma nadadinha em algum lugar e ali perdido a memória (até a parte em que eu li, não sabemos do motivo).

Embora o livro seja maçante, não foi isso que me cativou ao selecioná-lo em uma compra e decidir lê-lo (já há alguns anos que ele vem acumulando poeira da minha estante). Parece ser uma narrativa interessante, onde a personagem principal precisa buscar os motivos de sua perda de memória, bem como se lembrar de quem é. Não é algo que descobrimos com ela, pois o romance acaba tendo uma dualidade entre cada capítulo do que ela está vivendo e de como ela era antes do acidente.

Conhecemos duas Lucies: uma empoderada, autoritária, que quer ter todo o controle do mundo, incluindo nos mínimos detalhes de seu casamento (que parecem ser só dela e também o motivo de sua fuga após brigar com Grady por conta de detalhes, sendo este um imprestável que não sabe de nada e faz a linha ‘tanto faz pra mim’ ou ‘você está pondo importância demais em coisas tão fúteis’) e uma pessoa que não se deu bem com sua tia quando foi morar com ela após a morte dos pais e uma segunda Lucie, mais inocente, curiosa, que não se importa tanto com as próprias regras que impôs para o seu marido antes de tudo acontecer.

Grady, além de um panacão, acaba sendo também um passivo. Não se importa em ajudar a futura (ou talvez futura-ex) esposa a relembrar o que já viveu. Deixa-a livre pela casa, explorando-a no porão ou na própria geladeira. Não a leva pra lugares felizes, não a tenta reconquistar, tudo numa passividade só. O que me faz questionar se eles realmente se mereciam (você realmente não vê nenhuma química no casal).

Por fim, com todo o mistério que Lucie carrega por conta de seu passado e morte dos pais (que nem o próprio Grady sabe), a gente começa a desconfiar que há um passado muito obscuro ou um segredo a ser revelado por essa mulher, incluindo umas marcas na coxa, supostamente de cigarro, que, supostamente, apareceram depois que ela saiu dos cuidados de Helen (ou entrou, essa parte eu não entendi direito). Aí, vemos que Lucie pode não ter sido uma mulher boa (me cheira a vilanismo) que nem o próprio Grady conheça direito.

Ok, eu vou tentar terminar este livro. Talvez eu não poste aqui a continuação, mas se você ficou curioso sobre como será o desfecho da história e não quer ler o livro como eu, acompanhe-me lá no Skoob. (Perfil @alissonsuriani)