Frio para sair

O vento, em minha janela, bate tão forte que não me deixa sair da cama. Vejo daqui as ruas totalmente brancas. Não, eu não quero me levantar. Aqui dentro, pelo menos, tenho aquela sensação de que está tão quentinho embaixo das cobertas.

Ah, que delícia esse frio. É a estação que mais gosto. Com dificuldade, saio da cama, tiro minha roupa…

Frio, frio frio…

Corro até o chuveiro que despeja seu banho quente em mim. Que delícia! O banheiro todo se enche de vapor. Aproveito pra fazer meus desenhos no vidro do espelho (e deixo o chão ensopado).

Mal saio do banho e o frio já me pega de jeito. Visto-me rápido. Coloco aquelas minhas luvas da Lufa-Lufa, minhas meias grossas, meu gorro e meu cachecol amarelo com preto. Estou pronto pra sair, até que…

Frio, frio, frio…

O vento gelado bate em meu rosto tão forte que quase desisto…

Mas, pô, é inverno! É a melhor estação do ano!

Vejo crianças atirando bolas de neves nas outras (coitado do garotinho de olhos castanhos, caiu de jeito e ficou todo ensopado! Ele chorou? Não! Apenas começou a fazer um boneco de neve, sendo imitado pelas outras crianças). Vejo bonecos de neve sendo criados (ei, esse parece comigo! Meu nariz nem é tão grande).

E as pessoas, como ficam belas! Essas roupas, essas botas, esses gorros. Parece que estou na Europa, tomando meu chocolate quente que ganhei da vizinha. Ela sabe açucará-lo do jeito que eu gosto (Ah! Se depois não lhe faço uma visita, só pra não ver a gripe me pegar).

Ah! Como eu amo o inverno! A neve, as roupas, o chocolate, o banho quente e o calor que nos envolve embaixo do cobertor quando nos envolvemos em outros braços, ardentes.

 

Cuide do coração que cuida do seu

Deixe-me dizer uma coisa, pequeno jovem. Se alguém te dá o coração que a este pertence, não o destrate caso o aceite, pois o coração é aquilo que melhor temos.

Ninguém é tolo por amar, nem por ter um bom coração. A culpa não é de quem o tem, não é de quem tenta transformar o próprio mundo em um lugar melhor. O coração bom, resistente a tantas adversidades que o mundo lhe traz, só olha para o lado otimista, o lado que melhor for positivo para todos (ou para a maioria).

O coração bom, e torno a dizer, não é tolo. Não é culpa dele se o mundo tenta lhe corromper. Nem tão pouco é ingênuo: Conhece muito bem arredores de onde habita. O coração bom tem poder transformador: transforma o mau em algo bom. Se não consegue, pelo menos tenta. Pra ele não é uma perda de tempo.

Dentro de cada um de nós há ou já houve um coração bom. Alguns o esqueceram ou o perderam na descrença de um mundo melhor. O que te levou a deixá-lo por aí, com frio ou em alguma longe esquina, sentindo-se só?

Muitos ainda o preservam, mesmo que “deixá-lo de mão” seja sempre um conselho. Ora, eu sei o que os outros falam, pra mim não é nenhum segredo. “Tenha um pouco mais de malícia, assim ninguém te passará para trás”. Mas vejam só se isso é correto dizer: Se ser bom é ruim, então mau é que deverei ser?

Por isso, meu amigo, se você receber um coração bom, mas não for capaz de amá-lo da mesma forma, não o aceite. O coração bom também tem seu lado frágil que pode parti-lo em mil pedaços. Curá-lo é difícil e leva tempo, traz dor a quem o carrega. Cicatrizes ficam para toda a vida e isso eu não preciso dizer. Se você não gosta de ter seu coração bom, faça-me um favor: Afaste-se de quem ainda o merece ter!

Avatar – A lenda de Aang (1-1)

Livro 1: Água
Capítulo 1: O garoto no iceberg

“Água, terra, fogo, ar.
A minha avó me contava histórias sobre os velhos tempos. Tempos de paz, quando havia equilíbrio entre as tribos da água, o reino da terra, a nação do fogo e os nômades do ar. Isso tudo mudou quando a nação do fogo atacou.

Só o avatar domina os 4 elementos. Só ele pode impedir o ataque impiedoso do fogo, mas quando o mundo mais precisa dele, ele desaparece.

Cem anos se passaram e a nação do fogo está perto de ganhar a guerra. Há dois anos, o meu pai liderou a minha tribo em uma viagem ao reino da terra para ajudar a combater a nação do fogo e me deixou junto com o meu irmão cuidando da nossa tribo.

Alguns acreditam que o avatar não renasceu entre os nômades do ar e que o ciclo foi quebrado, mas eu tenho esperança. Eu ainda acredito que de alguma forma o avatar vai voltar pra salvar o mundo.”

São com essas palavras de esperança, narradas por Katara, que somos introduzidos ao mundo de “Avatar – A lenda de Aang”, também conhecido como “O último dobrador de ar”.

O episódio começa com Sokka num barco com sua irmã Katara tentando pescar. Enquanto o irmão está concentrado, nos é revelado de que a irmã é dobrada de água, porém, não com muitas habilidades.

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Irritado (e ensopado), Sokka esbraveja sua irmã, diminuindo sua dobra de água (poder que permite controlar a água) e insinua que se tivesse tal poder, guardaria pra ele (algo bem comum entre pessoas que não suportam ver “alguém diferente”), além de chamá-la de esquisita.

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Após uma correnteza levar os dois até um enorme iceberg, Sokka lança comentários machistas à irmã deixando-a irritada. Isso a faz partir o iceberg e uma luz, no fundo do oceano revela um garoto e seu bisão voador, congelados por cem anos. A luz forte acaba chegando aos olhos do Príncipe Zuko, o primeiro vilão da história que somos apresentados, cujo seu único objetivo de vida é caçar o avatar (entendemos o motivo nos episódios posteriores).

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A viagem tem durado bastante tempo (dias, meses, anos? Não sei! O que é o tempo para quem busca o avatar até hoje) e ele sente um fio de esperança de finalmente poder capturá-lo. Zuko viaja com seu Tio Iroh, cujas as preocupações são apenas duas:

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Pai sho e chá calmante de jasmin ou caçar o avatar: o que é melhor?
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“Eu preciso te perguntar uma coisa”, “O que é?”, “Por favor, chegue mais perto”, “O que que é?”, “Quer andar de trenó com pinguim?”
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Então, somos introduzidos ao bisão voador, conhecido como Appa. Além disso, um espirro o faz tirar três metros do chão (Sério? Ele achou que fosse mais) revelando-o como um dobrador de ar (o que fazem os dois irmãos se assustarem, já que eles estão extintos).

Do outro lado, Tio Iroh tenta convencer seu sobrinho a abandonar a caça ao avatar, mesmo que ele esteja certo quanto ao seu retorno, já que tanto seu pai, quanto seu avô e bisavô fracassaram na missão. A resposta do príncipe é apenas uma: “A honra deles nao dependem da captura do Avatar. A minha sim!”

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Três gerações “derrotadas” pelo último garoto que dobrava ar. Seria Zuko o quarto?

Na sequência, Katara questiona Aang: Se ele é um dobrador de ar, provavelmente ele saberia do paradeiro do Avatar. O que teria acontecido com ele? Notamos na cena (ilustrada abaixo) que o garoto fica visivelmente constrangido.

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Seria Aang o novo avatar? Hum… Creio que não!

Então, Aang tem um devaneio, apresentando como ele foi capaz de se proteger durante cem anos: Entrando no estado avatar (explicado em episódios posteriores), englobando seu amigo bisão.

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O gif é longo (e pesado), portanto seja paciente

Só que o nosso amigo Aang, na verdade, havia sido levado para a Tribo do Sul da água. Katara o desperta (ele estava sem camisa) e repara na seta que vai de sua cabeça e passa pelas costas.

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Namore alguém que olhe pra você como a Katara olha para as setas de Aang

Então, Aang é apresentado para toda a Aldeia, mas todos ficam assustados com o único dobrador de ar que restou no mundo.

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Quer apresentar uma pessoa pro lugar que você vive? É só dizer: “Aang, esta é a Aldeia toda”

Aang apresenta um pouco da sua dobra de ar, o que impressiona as crianças. Daí, conhecemos um pouco da personalidade do dobrador: Divertido e desastrado

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“Fofinha, foi o que me disseram da neve”

Vamos voltar pro lado negro da força: Tio Iroh tenta ensinar melhor a dominação do fogo ao seu sobrinho, mas este é teimoso, acredita que o poder vem dos músculos (percebe-se que Zuko precisa usar a raiva pra poder disparar fogo) e que deve estar cada vez mais forte, mas o tio continua insistindo pacientemente e, quando não consegue convencer o garotão, se faz de louco e começa a comer seu pato assado.

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Afinal, por que o jeito “bobo” de Aang irrita tanto Sokka, que tenta transformar em guerreiros as pequenas crianças da tribo? É fácil observar como as crianças se divertem com o garoto da seta, que leva a vida despretensiosamente. Entretanto, algo nos atinge como uma flecha: Sokka está apenas levando a sério uma guerra de cem anos que Aang jamais imaginou existir.

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Aposto que seu sangue ferveu quando você quis saber que guerra era essa e a única resposta que teve foi: “PINGUIM!”

Katara vai ter uma conversa com Aang, daquele jeito paciente dela e lhe pede para que ensine a ela a dobra de água. Katara, qual parte do “ele é um dobrador de AR que você ainda não entendeu? Claro que ele diz que não pode fazer tal feito, sugerindo que ambos fossem à Tribo da Água do Norte no Bisão Voador.

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E aí, somos levados à pior lembrança da tribo da água: o navio da nação do fogo. Katara hesita, mas Aang a leva para dentro do navio, já que uma dobradora de água deve superar seus medos (não só ela, como todos nós, meros mortais). O navio fez parte da primeira batalha da nação com a tribo. E é neste momento em que Aang fica sem chão: Katara deduz que ele ficou preso no iceberg por cem anos, já que ele não sabe nada da guerra.

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Aang descobre que sua musa “Gretchen” não é mais virgem

Pra piorar, ao tentarem sair do navio, uma armadilha é ativada lançando um fogo de artifício no céu, o que chama a atenção do raivoso Príncipe Zuko.

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Parece que o “carregamento” finalmente chegou…

E aí acaba o primeiro episódio. Será que Zuko vai atacar a Tribo da Água do Sul? É o que veremos no próximo episódio. Até lá!