Questionário adolescente

Sempre tem um pra enviar correntes/orações/perguntas idiotas em grupo. Hoje recebi esta. Por isso, resolvi compartilhar com minhas belíssimas respostas.
Cuidado! O post a seguir tem traços de revolta:

1 – Amor ou Sexo?
R = Coxinha. Aquela que você ama e que jamais vai se importar se você começar a comer por cima ou por baixo.

2 – Cinema ou balada?
R = Netflix, com altas doses de série, por favor. Ou a dobradinha cama+livros.

3 – Álcool ou água?
R = Não, Naldo, ninguém aqui quer tomar vodka ou água de coco.

4 – Filme em casa ou no cinema?
R = Em qualquer lugar, desde que seja longe de você!

5 – Namoro ou amizade?
R = Definitivamente, hoje não, Faro.

6 – Halls ou Trident?
R = Mentos. Com coca. Enfiado no seu…

7 – Beleza ou conteúdo?
R = Você já viu como uma batata ruffles é bela, mas não tem conteúdo? Pois, então. Esse é você.

8 – Ficar ou namorar?
R = Ficar, bem longe de você.

9 – Namoraria comigo?
R = Claro! Ainda não viu o tanto que estou te dando mole?

10 – Coca ou fanta?
R = Pode ser Pepsi. Dolly pra você. Ou cotuba, porque você merece!

11 – Me beijaria no rosto ou na boca?
R = Quem te iludiu dizendo que te beijaria?

12 – Abraço ou aperto de mão?
R = Aceno de longe. E se achar ruim, viro o rosto.

13 – Se eu te mandar uma foto, quer como?
R = Sabe aquelas fotos que vêm com tarja? Pois é! Quero uma que cubra todo o seu rosto. E o resto.

14 – Cor da calsinha ou cueca?
R = CalSinha? Com S? Sério?

15 – O que você faria comigo?
R = Te jogaria do décimo primeiro andar.

16 – Pensando em quê?
R = Em porque estou fazendo este teste idiota. Eu devo ser mais ainda…

17 – Se fosse na sua casa, durmiria na onde?
R = Mais uma com o português atacado, mas vamos lá: Na casinha do cachorro. Eu não tenho um, mas compraria só por você.

18 – Na sua cama tem espaço pra mim?
R = Claro que tem, mas somos como matéria: nossos corpos jamais ocuparão o mesmo lugar (e nem qualquer distância abaixo de 100km).

Falta de paciência com a galera de hoje, viu…

Sarah Smiles

Um pequeno cigarro de palha em minha boca, quase a seu destino. Ela em seu cavalo a trotar (imagine uma tão bela mulher em seu vestido provocante). Eu, bota, calça, uma fivela e meu chapéu de cowboy. Puxo meu cavalo e vou.

Essa é Sarah. Ela me notou, deu um sorriso, mas insistia em seu trote. Por onde ela ia, eu seguia com minha montaria.

Com seu olhar, me provoca. Uma corrida a galope é tudo que ela me pede em seu sorriso. Retribuo com o meu. Seu quadrúpede aumenta a velocidade e me faz ter a mesma reação. “Oah! Pangaré, que essa donzela vai ser minha”.

Sarah é o tipo de mulher que quer os homens a seus pés. Todos a seus pés e ela aos de ninguém. Dona do própria destino e detentora do mais belo e provocante sorriso. Essa é Sarah, tão frágil quanto um coice de mula.

Eu, que me importava com minha própria vida, sentado na varanda de casa, esperando o céu cair, mudei o rumo da própria prosa, quando subitamente, apareceu. Meu destino está com ela, mesmo que ela ainda não saiba.

Sarah me desafia com o rastro de poeira e adentra num daqueles Saloons de faroeste. Todos sabem que ela gosta de dançar e beber mais que qualquer xerife destas terras sem lei.

Ela e suas amigas estão agora no balcão, dançando sem pudor. Amarrei meu velho amigo ao lado do dela e não pude deixar de notar todos aqueles pistoleiros hipnotizados por sua estonteante beleza. Todas eram maravilhosas, mas o sorriso de Sarah tinha um “Q” especial.

Sarah sabe provocar. Dá-nos uma piscadela, salta do balcão e me puxa para um beijo. Tudo tão rápido que só me dou conta quando, em meio a palhas, sou rodeado com tantos olhos masculinos de inveja. Ela já não está mais naquela taverna. E, obrigado a correr, para não ouvir o grito daquelas pistolas farejadoras de sangue.

Ah, Sarah! Continue a me provocar. Meu destino está com você. Algum dia seu sorriso estará preso a meu laço e estaremos de volta para casa no galope de um mesmo cavalo.

Miss you love

Poltrona M-17. Centro. Muitos à frente, tantos atrás. Poltrona solitária em uma fila dominada por jovens. A sala aqui fora, cheia. A sala aqui dentro, vazia. Uma gota na calça.

Na tela, um casal apaixonado, mas eu só vejo um cara no chão, chorando. Esse sou eu, aos pés de tantos apaixonados aqui. Eu deveria estar como eles, no entanto, brigo com a própria dor.

Um milionário me disse uma vez que é preciso saber ganhar o que se almeja ter. Não basta tê-lo. Ele me disse que perdeu toda a sua riqueza, pois não sabia como administrá-la. Era milionário pois tinha tanto dinheiro, mas nunca foi um de verdade, pois não soube mantê-lo por tanto tempo.

E assim fui eu, quando conquistei seu amor. Por um instante, por um sorriso tão maravilhoso e um coração tão bondoso, senti-me milionário. Mas nunca fui. Riqueza essa que jamais fora de posse minha.

Por um instante, mantive em mim o que nunca foi me pertenceu. Por algum tempo, você tentou ficar e me fazer entender que seu sentimento era puro e verdadeiro. O entendimento nunca me veio. Estar ao meu lado era o único motivo que acreditava bastar para havermos o “nós”. O “nós”  que nunca existiu.

Você me amava. Eu não te respeitava. Quem aguenta viver assim? Com certeza, você não! Tão singela partiu e me deixou. A princípio, pensei que fosse qualquer drama seu, mas você nunca mais voltou.

Em algum momento, sei que te fiz chorar. Agora choro, choro pois eu mesmo me fiz chorar. Sinto sua falta. Falta de ser aquele milionário, detentor da riqueza de seu amor.

Agora estou só, sentando nesta poltrona solitária, assistindo a um filme de amor, com um final feliz. Um que eu não tive e nem serei capaz de ter. Sou só eu e a dor. E uma gota tímida em minha calça jeans.