Neste sábado, um amigo meu veio me pedindo uma ajuda sobre um texto que ele havia escrito. Era sobre um resumo que ele fizera de um trabalho que ele apresentaria logo (ele não quis me dizer a data para que eu não aparecesse lá na hora, mas, tudo bem. Terá troco!).

Eu era a última opção que ele tinha de ajuda. Também, né, depois de tudo que falei pra ele, tadinho. Isso porque eu já era o terceiro a comentar e todos os outros divergiram suas opiniões comigo. Aposto que até aqui você não está entendendo coisa nenhuma, então, vou contar desde o início.

Era o seguinte: ele havia escrito um resumo sobre um projeto que ele faria: a modelagem da faculdade utilizando a ferramenta 3D Max Studio que vinha com um plugin de exportação capaz de converter os arquivos (Caramba, não acredito que estou tão por dentro assim do projeto… rsrsrs). Ele já havia mostrado o texto para dois de seus colegas e ambos (ambos os três, né Luan?¹) disseram que estava bom. Entretanto, nas minhas mãos, o texto não passou.

Sim, eu posso ser bastante enjoado, o pessoal pode mesmo querer me xingar, me bater, me jogar de uma escada (credo! Quanta violência!), mas eu gosto de analisar bem as coisas (quando me interessam, claro) e uma coisa que gosto muito é de escrever. (Vocês notaram, eu sei, já que até aqui foram 232 palavras, enfim…[Não vá contar, hein!²]). O problema foi que eu tive de corrigir muitos erros, tais como:

  • Problemas de vírgula: Caramba, tive de pegar ar em cada frase que ele escrevia. Eram frases enormes e ele não colocava vírgula de forma alguma.

  • Frases sem fim: Este é o mal de quem não presta atenção no que lê (ele vai me bater depois dessa). Você já leu uma frase que parecia não ter fim? Ela é mais ou menos assim: você vai lendo, vai lendo e, de repente, tem um ponto. É complicado explicar, mas, geralmente, essas frases começam com verbos no gerúndio (-ando, -endo, -indo). Por exemplo: Escrevendo este blog, utilizando ferramentas de html e algumas ferramentas que o próprio wordpress é capaz de me oferecer. Entendeu?

Esse tipo de coisa pode ser evitado se o texto for relido, com ajuda de uma pessoa ou, até mesmo de um professor de português formado pela PUC com doutorado em… (eu sei, exagerei).

Mas, o melhor de tudo foi a nossa discussão. Tudo bem, zuações a parte (o que não é uma conversa entre amigos sem qualquer zuação, não é verdade?). Primeiro, discutimos sobre o texto e depois sobre como poderia ser sua apresentação. Repassei alguns conhecimentos que eu tinha e ele me deu a opinião dele. Daí, conseguimos montar alguma coisa bem legal, contamos algum casos que já aconteceram, algumas experiências que já tivemos e ainda marcamos de jogar um play station na casa dele (leu bem aí, né Luan?).

É outro ponto que precisamos conversar também: a respeito de compartilharmos nossos conhecimentos. Mas, isso é assunto pra outro post, senão chegaremos a 1.000 palavras (não, ainda não chegamos –‘). O importante foi que de dois conhecimentos diferentes conseguimos chegar a uma conclusão semelhante, aprendemos alguns conceitos e, podemos dizer, tivemos uma conversa bastante produtiva.

Aos que acharam o texto muito grande, minhas desculpas.

Aos que encontraram erros de português e falhas na escrita, minhas desculpas.

Aos que pensaram em me dar R$ 1.000.000,00 e se arrependeram, não desculpo. >.<

Abraços a todos e uma ótima terça-feira. E uma péssima quarta. [Hum]

¹Piadinha interna em que certa hora ele me perguntou se no lugar de ‘os dois’ poderia colocar ‘ambos’ e eu disse que só não poderia colocar ‘ambos os dois’. Então, ele retrucou com um ‘então coloca ambos os três e está tudo certo!’. Detalhe que, depois disso, ele não parou mais de rir… e da própria piada!

² Aos interessados: 653 palavras, segundo o wordpress e 662, segundo o MS Word 2007.

3 comentários em “Discussões saudáveis

  1. Só para constar, “ambos os dois” pode ser usado, se em situações de ênfase, por exemplo. Não é algo completamente errado, só deve ser evitado.

    E, vai ter que me desculpar, porque me arrependi da ideia de te dar R$ 1.000.000,00 e não vou mudar. =\

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  2. Poxa, ambos nós três concordamos que isso nao sairia daquele banco de madeira de cor terrosa (ou será que aquela pintura é mesmo terra?), formas arredondadas longitudinais, com traços prolongados e vla vla vla vla… (papinho de quem estava fazendo trabalho de modelagem).
    Gostei do texto, embora não tenha encontrado nada semelhante ao meu texto original. Aqueles detalhesinhos de virgula, repetições de palavras, entre outros.
    P.S. Eu não tenho Play Station.

    Por increça que parivel, eu tenho certeza que ele vai reclamar da falta de conclusão do texto acima!

    Abraços. Sabe o quanto prezo você, não é “minino”.

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