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Já em contagem regressiva

É, pessoal. Em menos de um mês entrarei na casa dos 20 anos. Duas décadas neste mundão.

Já contei um pouco de como foi minha vida até aqui. Falei dos esportes, falei das músicas que curto, das brincadeiras que fazia quando era criança, algumas viagens que fiz e alguns pensamentos e contos que compartilhei.

Claro, até o momento não foi muito, visto que ainda estamos com 3 meses de blog.

Mas, é isso, pessoal, logo teremos mais.

Sobre duas rodas

Hoje eu gostaria de falar um pouco sobre minha vida de ‘motoqueiro’. Não, eu não sou profissional no ramo, nem nada, só tenho uma moto mesmo. Nada de mais.

Na faculdade, tenho alguns colegas que pilotam moto. Então, sempre tirei algumas dúvidas sobre, pois andar de moto pode ser perigoso, mas é um veículo mais barato e mais rápido para o dia-a-dia.

Eu trabalho e estudo um pouco longe de onde moro (mais ou menos 5km, então não dá pra andar a pé todos os dias pra tal coisa). Para sanar esse problema, comprei uma moto um ano após tirar carteira. Sim, tirei minha “A” já com meus 18 anos (depois veio a “B”).

A primeira vez que subi numa moto foi uma sensação maravilhosa: o vento na cara, mesmo no frio, e aquela sensação de caminho livre. Confesso que, no início, ficava com certo medo de pilotar uma (aquele medo de cair ou de bater em algum lugar perigoso), mas, até o momento, tá tudo certo. Já estou indo pra todo canto da cidade.

Mas, a minha moto não foi a primeira que eu pilotei (sem contar a da autoescola, claro), um colega meu já havia me emprestado. Foi uma boa sensação.

Agora um fato engraçado: como eu sou baixinho, preciso inclinar a moto pra poder estacionar. Fica até engraçado.

Você já experimentou essa sensação antes?

Almoçando na casa dos avós

2009, infelizmente, foi o ano que eu perdi meu avô materno (meu avô paterno já tinha falecido em 2003 e minha avó paterna eu não conheci, pois faleceu quando meu pai ainda era moleque). Sim! Meu avô faleceu no início deste ano. Agora, só tenho minha avó materna.

Talvez por um destino, passei o último ano da vida dele visitando-o e almoçando quase todos os dias com ele. E, antes que me perguntem, meu avô foi saudável até seus últimos dias de vida. Estava lúcido (era bem briguento, mas ok, hehe) e tinha todas as faculdades em bom estado. Ninguém imaginaria que de uma hora para outra ele bateria as botas.

Agora, por que o destino?

Como comecei a trabalhar ano passado e meu trabalho era próximo à casa da minha avó e eu ainda não havia tirado carteira de motorista (estava em processo), não era fácil me locomover, visto que eu tinha a percorrer cinco quilômetros de caminhada. O único carro que temos, meu pai usa para se deslocar para o serviço (lembra quando contei que ele trabalhava em outra cidade?). Por conta disso, era mais fácil almoçar lá e tomar banho logo após, pois eu iria pra faculdade de lá (que também era perto).

A minha rotinha mudou nesse ponto depois que, finalmente, comprei minha moto (cerca de três meses). E agora eu posso voltar para casa tranquilamente.

Ah, antes que me perguntem, minha avó está muito bem, obrigado. Claro que ela sente falta, mas são coisas da vida e isso a gente cura com o tempo.

Rotina na infância

Já pararam pra pensar como nossa rotina mudou depois que ficamos mais velhos? Se a gente estudava de manhã, basicamente poderíamos assistir aos desenhos mais animados na parte da manhã, estudar a tarde e brincar no quase início da noite. Depois, passou a depender de trabalho, desde o início do dia até o fim da tarde.

Quando eu era criança, minha rotina dependia de qual turno eu estudaria. Durante o ensino fundamental, com exceção da terceira e da quarta série, meus estudos eram vespertinos. Então, eu poderia assistir desenhos na parte da manhã, certo? Certo, mas nem sempre. Na minha infância, existia algo chamado conservatório (como se não existisse ainda hoje, não é mesmo?) e lá eu aprendia a tocar piano, teclado e violão, além de aulas de musicalização e karatê. Mas, isso não ocupava tanto minha rotina, era bem tranquilo.

Depois das aulas, a gente ia pra rua pra brincar com as crianças da vizinhança. Pique-esconde, pega-pega, vivo ou morto, detetive, assassino e vítima, jogos de tabuleiro, bandeirinha e bete eram algumas das inúmeras brincadeiras que tínhamos em nossas ruas. Até futebol, usando os chinelos como trave de gol e, em certa época, o tal do videogame.

Ah, a infância. Dela eu sinto falta.

E o espanhol?

No post da semana passada, falando de inglês, eu introduzi um pouco de como eu decidi me aprofundar no espanhol. Ok, vamos falar um pouco mais a respeito.

Claro que, nos anos 90, o espanhol não era tão comum como o inglês. Geralmente tínhamos influências, como Shakira, Thalia, nas milhões de novela dela que começavam com Maria, Usurpadora, entre outros.

Todos sabem que o SBT é um canal que importa muita novela mexicana da Televisa e, em 2005, veio Rebelde para cá.

Rapidamente, Rebelde conquistou meu coração, que ainda não tinha muita influência espanhola. Com eles, acabei aprendendo a falar espanhol e correr atrás. Até o dia de hoje, o espanhol que eu sei não teve influencia de nenhum aprendizado como escolas.

Lá em 2005, eu cheguei a ler algumas apostilas em espanhol, mas, claro, tive certas dificuldades. O RBD lançando muitas em português também me ajudou a conhecer certas palavras que eu não conhecia. Hoje, fica difícil não cantar alguma música deles misturando as duas línguas (não vamos falar do CD em Inglês neste post).

Infelizmente, eles não vão seguir mais suas carreiras como banda, apenas individualmente. Uma pena, pois o seu último álbum é magnífico (uma hora, eu comento um pouco mais sobre ele).

Quem sabe, algum dia, eu não amplie meu espanhol de outras formas.

E, você. Sabe espanhol?

Inglês pra valer

Um pouco antes do grupo pop mexicano RBD, formado na novela Rebelde, se consagrar aqui no Brasil (vindo pra cá em 2005), eu comecei a me interessar em estudar espanhol, visto que, até o momento, a única língua que sei dominar é a minha nativa, o velho português.

Entretanto, eu já sei um pouco de inglês, porém aquele em que aprendemos na escola. Algumas técnicas me falham e, apesar de ter algum vocabulário e saber traduzir textos não muito difíceis, sinto que tenho muito o que aprender.

Na faculdade, apesar de ser uma língua muito importante para minha área – a de informática / programação – só tivemos, em um ano, o que se chama de “Inglês Instrumental”.

A gente às vezes tem aquelas conversas de que se quiser fazer mestrado ou seguir brilhantemente na carreira, é necessário ter certo domínio da língua inglesa, de preferência da parte técnica (algumas a gente até acaba aprendendo), mas eu acredito que eu vou precisar me aprofundar mesmo na área.

Eu não fiz cursos de inglês quando era criança (o valor não era tão convidativo). E agora, prestes a fazer 20 anos, fico aqui pensando se deveria fazer ou não.

É uma questão importante a se pensar nos próximos meses.

Dia da criança no trabalho do papai

O mundo corporativo, para uma criança, é completamente diferente. Parece um mundo mágico, mais divertido, mais criativo e gigante. Isso, talvez aconteça por sermos aquelas crianças que conseguem tirar a diversão de todos os lugares.

Quando era criança, meu pai me levava, às vezes, para o seu trabalho. Era uma viagem de quarenta (e poucos) quilômetros até a cidade onde ele trabalhava. Uma cidade pequena, de pouco menos de 5 mil habitantes, onde ele tem (até hoje) um escritório de contabilidade.

É aquilo: computadores antigos, máquinas de escrever, cheques, poucos funcionários e etc. Eu, às vezes, conversava com os colegas de trabalho e, quando queria passar o tempo, brincava com rascunhos, desenhando, escrevendo, datilografando na máquina de escrever, desenhando no paint e etc. Cheguei a desenhar cheques, escrever histórias e até fazer revistas. Claro, tudo perfeito na cabeça de uma criança.

A gente almoçava numa pensão (a única) que tinha ali. Era uma comidinha bem caseira e bem gostosa e éramos sempre muito bem tratados pelos donos de lá. Eu achava um máximo me servir e ainda ouvir da cozinheira, por exemplo, que eu poderia pedir um ovo que ela imediatamente fritava pra mim (me achava um rei por conta disso).

Antes de voltarmos ao escritório, dávamos um passeio pela cidade a pé mesmo. Depois, no fim da tarde, voltávamos para casa.

Bons tempos.

Criança é fogo, estudante então…

Relendo umas escritas que fiz quando era criança, há 10 anos (sim, em 2009 falaremos algumas coisas do que aconteceu em 1999), reli um trecho de quando eu estava na quarta série e fui fazer uma prova. No texto, só não diz de que era. Pra minha sorte, a prova era de consulta e eu havia levado meu caderno. O texto começa assim:

“Hoje eu fui fazer uma prova e saí muito bem, tinha tirado nota máxima (15,0). Não fui bobo, levei meu caderno junto.”

No texto, também comentei que alguns colegas meus não havia levado caderno e isso os prejudicaria na nota. Pra terminar, ainda comentei sobre uns colegas meus que não haviam saído bem e alguns que já tinham reprovado a quarta série.

Agora, me diz: o que eu tenho a ver com isso se meus colegas iriam bem na matéria, na prova, no ano escolar ou em qualquer outro lugar? Criança gosta mesmo de se comparar, hein? Ou será que não?

Viagem ao Mato Grosso do Sul

Esta história me aconteceu há 10 anos, quando eu ainda não tinha completado nem 10 de vida ainda. A primeira vez que viajei para o estado do Mato Grosso do Sul, mais especificamente na cidade de Coxim. Quer dizer, não exatamente na cidade, mas numa área rural. Tudo começou quando alguns amigos adultos decidiram que seria uma boa ideia sair para pescar numa cidade que levaria 12h de carro.

Pra você entender, não eram só amigos, mas também família. Lembro de ter ido avô, tios, primos e amigos dos meus pais. Em realidade, fomos em quatro carros e a ideia era dormirmos em barraca, cada família havia levado a sua. Além das barracas, um barracão, de dois cômodos, também pode ser usado. Em um, fizemos uma área grande para jogarmos os colchões e em outro era a cozinha, onde fazíamos o almoço e a janta. A área para armarmos as barracas e as mesas era grande também. O chuveiro ficava um pouco afastado e em frente onde pousamos, havia um rio, onde podíamos nos esconder na areia (era uma mini-prainha) ou mergulharmos no rio.

Próximo dali, tinha a fazenda do dono do local que nos alugou aquele pedacinho de terra (não sei exatamente como poderíamos chamar aquele local). Lá tinha piscina, então, aproveitávamos para irmos lá para nadarmos. Como eu não sabia nadar e, até presente momento, continuo sem saber, ficava mais na borda da piscina. As primas mais velhas aproveitavam para tomar o bronze.

A memória não está muito boa, mas acredito que passamos a segunda quinzena de julho por lá. Lembro-me de ter perdido três dias de aula. Uma experiência que eu poderia repetir, quem sabe?

Ah, pra finalizar, antes de irmos embora, alguém trancou o carro com a chave dentro. Deu trabalho, mas, no fim das contas, deu tudo certo.