Ninguém quer sair do conforto do edredom naqueles dias frios, não é mesmo? Ainda mais em seus dias de férias. Sair daquele colchão macio e quentinho, daquele escurinho e daquele silêncio, numa segunda-feira… Que dia eu teria outro vidão desses novamente?

Mas, eu me levantei. O chão gelado, meus pés descalços, corpo todo encolhido e o vento frio batendo em minhas pernas nuas. Ainda não entendo porque insisto em dormir apenas de cueca em tão baixa temperatura. Procuro pelo meu chinelo, está debaixo da cama. Ah não! Meus joelhos agora irão tocar aquele solo frio.

Corro para o chuveiro. Na temperatura inverno, espero a água esquentar. Preciso ser rápido entre desnudar-me e deixar aquela água fervente me aquecer. Ali é tranquilo, mas não posso ficar ali pra sempre. Dentro do box é tão quentinho, mas a toalha ficou do outro lado do banheiro. Putz, deixei minhas roupas limpas em cima da cama, que vacilo!

É hora de sair. O hotel está praticamente vazio. Na copa, quase ninguém. Pães, bolos, roscas, biscoitos… pães de queijo, hmm, meus favoritos. Tentei provar de tudo, mas era muita coisa. Um cafezinho e um chá quentinho com um pingo de limão, suficientes para finalmente me despertar. Bocejo. Bora, caminhar.

Ainda estava friozinho e era 9 da manhã. No saguão, um singelo bom-dia aos funcionários trocados com educação. Na TV compartilhada, frente ao sofá vazio, Modric é estrela contra uma seleção qualquer por aí. Me sento por alguns instantes naquele sofá gelado, mas não dá não. De bermuda e chinelo, que louco, naquela temperatura? Vou para fora, há um belo sol pra curtir.

Ali no jardim, duas pequenas piscinas – vazias, por opção, quem seria o louco? Aproveito para tomar um pouco de sol e tentar me esquentar meu corpo. O vento bate, mas agora não parece tão ruim. Olho em volta, uma bela paisagem verde, com uma bela vista para a cidade. Do bolso, pego meu celular, ajusto no melhor ângulo para bater uma selfie. Me sento no gramado, coloco meu celular pra cima e, de repente, sou derrubado. Sem entender, olho pros lados. Há um cachorro preto, com olhos manchados de marrom e a barriga branca, orelhas caídas, com a língua pra fora, abanando seu rabinho e olhando pra mim.

Dou um passo pra trás. Ele dá um passo pra frente. Dou outros dois passos e ele continua a vir em minha direção. Então, corro para um lado e ele vem junto. Jogo uma vareta e ele vai atrás, mas a perde. Fica confuso e me olha. Ergo os ombros como se dissesse “eu não sei”, depois me agacho e… lá vem o pequeno foguete de novo para meus braços. Então mais uma vez corro. Ele não quer me deixar pra lá.

Ah, pequeno Foguete. Pena estar eu longe de casa, e não poder te levar pra lá, você seria meu novo companheiro. Bom, ainda tenho alguns dias ‘de recreio’, por isso, vou aproveitar estes dias com meu mais novo amigo. Venha, Foguete, vamos tirar uma selfie pra eu poder te guardar pra sempre.

E ficamos ali, brincando por um bom tempo. Eu até gostaria de terminar esse conto, mas vou fazer algo bem melhor: Vou ali, brincar com meu novo amigo Foguete.

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