Minha mala de rodinhas faz um barulho sofrível pela calçada. Os vizinhos olham. Minha velha mala já suja e rasgada me acompanha nesses últimos minutos. Coloco a chave no trinco, giro e abro o portão. Não vejo a hora de me jogar na cama e dormir.

Mas, antes, desfaço a mala. Deito-a no chão, abro seu zíper e tiro de lá todas as roupas sujas e amarrotadas. Essas vão para o cesto, com certeza. Entre elas, alguns itens que trouxe da viagem. Tem lembranças de todo mundo que encontrei pelo caminho. Então, a fim de recordá-las, tiro uma a uma.

A viagem foi tão incrível, que parece que havia partido ontem. Antes de viajar, me arrisquei no cozinha para fazer um lanchinho da viagem longa que se seguiria. No meu ipod, já coloco a música da minha banda favorita que tive a oportunidade de ver tocar nos bares e nas hamburguerias, com tantos outros amigos. “Meu mundo vai girar, eu sei”, era ouvido pelas paredes, enquanto meus pés deslizavam pelo chão.

É chegada a hora. Antes de subir a bordo, dou uma última olhada no roteiro. A prima que nasceu em janeiro, aquele tio que há tempos eu não via, em seu aconchegante chalé. “As águas desse parque são uma boa ideia contra esse calor”, pensei ao ver uma deliciosa piscina.

E eu ainda nem comecei a desembrulhar meus presentes nerds da mala. Uma guitarra, alguns livros e videogames na mala. Aquele evento de games parecia um sonho e, quando entrei naquele mundo mágico de Harry Potter e vi tantos potterheads juntos, a alegria era tanta que não cabia. A minha companheira de sempre estava lá, a minha grande amiga, também da Corvinal, que não precisou me ensinar que é Leviosa e não Leviosá.

Também há uma quantidade considerável de areia em meus pés: aquela praia do nordeste era divina e eu não sei o que faria sem companhia. Aquela mesma companhia que esteve comigo quando fui receber um pouco mais da palavra do Senhor em um de seus templos. Difícil contar nos dedos quantos amigos fiz ali.

E se eu não falei de todos os meus amigos, é que tinham tantos que nem sei se vão caber aqui. Saber que um dia eu viajei por tantas horas sozinho por conta de 4 braços abertos a me receber, é mais gratificante do que você imagina: poder entender que, não importa onde quer que eu vá, sempre há um lugar em que eu possa ficar.

Vou dar uma pausa por aqui. Essa mala é grande e é tanta lembrança pra desfazer, que fica difícil caber tudo por aqui.

Gratidão por mais um ano, gratidão em saber que logo logo, há outra viagem pra seguir.

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