Um sapato no degrau, outro em terra firme. Um novo show a começar. Minhas pernas tremem. Meu estômago luta contra suas borboletas. A plateia em silêncio. É minha hora.

A última vez que estive aqui, tropecei e caí. Machucado por um forte tombo. Alguns preocupados, outros em meio a lágrimas – de risos. Não avistei mais nada, a não ser minhas mãos tapando meu rosto vermelho.

Foi um trauma. Com um pouco de medo, não quis regressar. Quase desisti. Em meio a prantos, pensei em partir. Seguir outros rumos. Abandonar quem eu era.

E então, uma luz brilhou em meu ser, pedindo-me uma nova chance. Aqueles olhos negros acompanhados de um sorriso, suplicando, com delicadeza, aquele meu velho ser. Suspirei e sorri. Indaguei: “quem sabe, desta vez?”

Chega a ser engraçado quando tentamos novamente, não é mesmo? Por sua causa, que me estendeu as mãos e me prometeu que tudo ficaria bem, resolvi reabrir meu coração. Agora escuto seu sussurro de que “tudo ficará bem”, pois ganhei sua companhia.

Seguro firme sua mão esquerda pertencente ao mesmo lado de nossos corações. Sinto a batida quando a toco. Sim, posso sentir novamente que estou vivo.

Uma dádiva sentir-me vivo novamente, por sua causa. Sinto a chama renascer em mim. Sei que tudo vai estar bem, que agora estarei bem e tudo ficará bem, pois você me faz sentir bem.

E isso é o que importa agora.

Rabisque abaixo

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