Escrevo, talvez, com esse meu lápis torto, quase desapontado e um pouco gasto pelos meus dentes quando tenho o que pensar, apenas um oi. Um oi sincero, um oi tranquilo, um oi alegre, mas, ainda assim, apenas um oi.
Basta um oi e já nos entregam um sorriso. Ou um oi estranho, e, talvez, um olhar estranho. E se não há oi, se ele nos falta, a educação esqueceu de bater a porta e saiu vagando pelas ruas feitas de ladrilho.
O oi é rápido, até pra quem a gente não gosta e já evita o clima ruim. O oi é a conexão rápida de uma desconexão que vem logo em seguida. O oi vem e vai no mesmo instante. É rápido, mas não é imperceptível. E apenas um oi que vem como se já quisesse dar um tchau.

Uma consideração sobre “Apenas um oi”