Da virada de 2000 para 2001, quando ainda era jovem (e feliz), o mundo entrava para o terceiro milênio. Dez anos se passaram e hoje estamos aqui, comemorando o fim da primeira década do terceiro milênio.
Há 10 anos, já com meu super nintendo (que já tinha alguns anos e algumas fitas), ainda com muitos dos meus brinquedos que nem tenho mais hoje. Pareciam tempos mais leves, onde toda a família se reunia para vermos os fogos colorindo o céu, mesmo que fizesse tanto barulho, ouvindo músicas juntos, mesmo que algumas não fossem tão boas, e sentido a espuma do champagne que o tio jogava todo feliz na gente. E tinha gente que se escondia embaixo da cama para não tomar esse banho pouco agradável.
Ser criança é uma felicidade danada. É o tempo que não volta, o tempo mais devagar, calmo e alegre. É ter a preocupação com as notas da escola e decidir se iremos faltar ou não nos dias de chuva. É enfrentar a fila enorme porque na cantina, no recreio, resolveram servir galinhada com feijão. São tempos mais simples.
E era no início desse novo milênio quando eu ainda nem pensava nas minhas coisas de adulto. Eu só queria me divertir, mesmo sozinho, com as coisas que eu tinha. Eu só queria ser feliz, só queria estar ali, brincando, sem pensar no que o futuro está a me reservar. Era só a felicidade de um menino que queria voar, brincar e fantasiar. Aquele menino que, hoje, 10 anos depois, é um adulto, mas com espírito de um menino.
Ser criança é tão bom!
