Prestes a completar 15 anos neste 2026, algo que comecei no início da minha fase adulta foi a ter o prazer que sinto até hoje: o de viajar. Claro que viajar aos 20 tem uma pegada bem diferente aos 30. Não temos tanta energia ou tanta paciência como antes, ou aquela vontade de explorar cada pedacinho da cidade, mesmo a pé, mas já temos mais que experiência ou maturidade, e muitas vezes expertises, sobre o que queremos ver, comer, visitar ou o quanto podemos gastar.
Talvez seja consenso que viajar é lavar a alma, descobrir novos mundos, conhecer novas pessoas e experiências. E por mais que eu já tenha viajado muito e conhecido quase metade do Brasil (exagero, talvez?), ainda não tive o prazer de por os pés fora da fronteira.
Mesmo quando viajo para uma cidade que eu já conhecia, a experiência e as memórias são sempre diferentes. Cada hora uma aventura diferente.
Claro que, além dessas viagens, também fazemos nossas viagens digitais, passeando por outros blogs e experimentando a leitura de outras pessoas. E foi numa dessas viagens que me inspirei pra fazer pra fazer esse post, pousando na leitura do blog Telha do Tiago que conta um pouco sobre sua experiência em suas viagens internacionais. No post, ele relembra um período intenso de viagens que ampliou sua visão de mundo, mas que também trouxe incômodos ligados à padronização do turismo e ao impacto ambiental, mostrando, em post a parte, quais os impactos do turismo para a população local.
Tiago também relata que precisou se forçar em uma pausa. Primeiro pela paternidade e depois pela pandemia. E, agora, suas viagens principais passam a ser os livros de seu mestrado.
Com uma dualidade de pensamento entre turista, aquele que quer sempre aproveitar momentos e criar memórias, sempre tirando fotos e gravando vídeos para as redes sociais, e morador local de uma cidade turística, podemos ter um momento de reflexão a partir de seus textos: o que podemos fazer, enquanto turistas, para que possamos aproveitar nossas viagens sem trazer tanto impacto negativo para os viventes locais?
Quando somos meros turistas, precisamos nos lembrar de que não estamos em nossas casas. E, mesmo que estivéssemos, devemos nos lembrar de sempre agir com bom senso. Há o que se curtir, mas há maneiras corretas pra isso. E, devemos entender que, por estarmos em outra cultura ou outro território, o aprender é mais importante do que o ensinar. Faz parte da viagem.
(É claro que essa discussão de turismo pode render um bom debate, mas aí já posso estar entrando em um território um pouco desconhecido pra mim).
De qualquer forma, foi interessante ler um relato em uma visão diferente do meu. E você, o que opina de tudo isso?

Alisson, acho que viajar é das experiências mais engrandecedoras que podemos ter enquanto pessoas. Ao longo da vida, aprendi muito e tenho na memória momentos inesquecíveis quando longe de casa. Sem dúvida, forjou a personalidade que tenho hoje. E não falo de viagens longas. O Brasil nos possibilita essa ampliação de visão, assim como o exterior e seu mergulho em culturas ainda mais diferentes que a nossa.
Impossível, porém, não reconhecer que viajar, infelizmente, segue um privilégio para poucos. E é isso que me fez refletir a respeito do impacto que esses poucos têm sobre os locais que são visitados. Some-se à pegada ambiental que a indústria do turismo gera… temos (mais) uma questão a se debater.
É um ponto meio delicado, sem dúvida, que deve ser discutido. E, pensando bem, refletir sobre isso também pode ser mais um ensinamento que as boas viagens nos proporcionam.
Um abraço,
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